“Trump deu uma banana para o Brasil”
   14 de outubro de 2019   │     22:38  │  9

O governo brasileiro tenta disfarçar a decepção com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas o certo é que houve uma frustração generalizada.

A frustração não é apenas pela opção de Trump pela Argentina e a Romênia, para comporem a Organização de Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas pelo desmentido público, ainda que de forma indireta, sobre a importância do governo brasileiro.

Isso foi o que mais frustrou não apenas o presidente Jair Bolsonaro, mas o ministro Ernesto Araújo e ao guru do governo, Olavo de Carvalho, que alardeavam importância que de fato não tem em relação ao governo americano.

A melhor definição para essa frustração foi dada pelo jornalista Reinaldo Azevedo: “viramos os curdos do Trump“, numa alusão aos curdos, que Trump abandonou, depois deles terem ajudado e se sacrificado pelos EUA na guerra contra os terroristas do Estado Islâmico.

E mais contundente ainda, Reinaldo Azevedo diz que Trump deu uma banana para o Brasil.  

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Trump engana Bolsonaro
   10 de outubro de 2019   │     18:09  │  32

Mantido em sigilo desde agosto, o comunicado do secretário de estado, dos Estados Unidos, Michel Pompeo, negando apoio para o Brasil ser admitido na Organização de Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE), surpreendeu o presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro estava confiante na adesão do Brasil À OCDE e destacava o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ledo engano.

Fazer parte da OCDE significa abrir as portas para as exportações e eliminar barreiras. É uma espécie de “cartão verde” às exportações brasileiras, mas, foi tudo um sonho.

No lugar do Brasil, os Estados Unidos apoiaram a conturbada Argentina e a socialista Romênia. O comunicado do governo dos Estados Unidos foi encaminhado ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria.

A embaixada americana, dada a repercussão, divulgou nota prometendo um dia apoiar a entrada do Brasil. 

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Por que não deixam o sargento falar?
   8 de outubro de 2019   │     13:53  │  16

Brasília – O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, impediu o sargento da Aeronáutica, Manoel Silva Rodrigues, de contar a sua versão para a prisão em flagrante, na Espanha, com 39 quilos de cocaína transportada no avião da presidência da República.

Por que Eduardo Bolsonaro impede o sargento de falar?

A defesa do sargento vai apelar, alegando o direito do acusado apresentar a sua versão para o caso, que se transformou em escândalo internacional. O sargento integra a tropa que serve ao presidente da República e seguiu no avião reserva que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na sua viagem.

O que o sargento tem a contar? Quem mandou colocar a cocaína no avião do presidente? Quem é o verdadeiro dono da cocaína? Como a cocaína foi colocada num avião que é pilotado e controlado por militares? Qual o destinatário da cocaína?

As respostas dessas perguntas todos querem saber, mas, agora, depende da Justiça autorizar, uma vez que Eduardo Bolsonaro impede o acusado de falar.

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“E o Queiroz? Tá com sua mãe!”
   6 de outubro de 2019   │     16:26  │  26

Brasília – O que seria um dia de lazer para o presidente Jair Bolsonaro, se transformou num sábado de desgostos.

O presidente saiu de motocicleta do Palácio da Alvorada e ao parar para cumprimentar um grupo de pessoas, na sua maioria militares da reserva e familiares, foi indagado por um jovem ciclista:

-E o Queiroz?

-Tá com sua mãe! -respondeu o presidente, interrompendo o passeio e retornando ao Alvorada.

De fato, Fabrício Queiroz é o calo do presidente, porque envolve o filho dele, Flávio, e a primeira-dama Michelle Bolsonaro, em transações financeiras suspeitas.

Mas, não é só isso; houve também a prisão da esposa de Roni Lessa, um sargento da PM do Rio de Janeiro, reformado, envolvido com vários crimes, entre ele o assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes.

Marielle era candidata a senadora e sua eleição era considerada certa, com os votos da base que a milícia agora controla a ferro e fogo.

Com o cerco se fechando em torno dos seus seguidores, o presidente teme pelo pior, que é a investigação chegar ao verdadeiro mandante do crime.

Só assim, se justifica a resposta vulgar a uma pergunta que, mesmo provocativa, não justifica o nível rasteiro da reação do presidente.

Um presidente da República não pode descer o nível, porque se apequena para o cargo.

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O ministro recebeu um não. Sonoro não
   3 de outubro de 2019   │     22:22  │  30

Brasília – Parece piada, mas não é; o ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Sales viajou à Alemanha para pedir a liberação do dinheiro alemão para o Fundo da Amazônia.

Depois dos ataques do governo Bolsonaro, e do próprio presidente, ao governo alemão e a Angela Merkel, a viagem do ministro à Alemanha foi totalmente sem noção.

O que o governo brasileiro esperava?

Claro que a reação da Alemanha não poderia ser diferente. Aliás, desde a posse em janeiro o presidente Bolsonaro só criou problemas no relacionamento externo.

Criou problemas com os palestinos e os árabes, criou problemas com a França, com a Alemanha e com a Noruega, e até mesmo com o aliado Chile, devido a um comentário desastroso de Bolsonaro elogiando Augusto Pinochet, um criminoso execrado pelos chilenos.

Isolando-se na política externa, o governo brasileiro caminha na contramão da história e criará sérios problemas para o país.

De passagem por Londres, o ministro Ricardo Sales também experimentou o gosto amargo das manifestações contrárias.

É inédito para todo governo, amargar tantos dissabores em início de mandato.

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