Sem respeitar liturgia do cargo, Bolsonaro gera crise no governo
   19 de fevereiro de 2019   │     23:13  │  14

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro ainda não aprendeu que a liturgia do cargo é a condição sine qua non da governabilidade.

Uma coisa é o candidato, outra coisa é o presidente.

Trazer para o governo questiúnculas políticas, especialmente referentes à campanha eleitoral, é apequenar-se diante da República.

Os áudios vazados pelo portal da Veja mostraram um presidente nanico e rancoroso. Isso não é bom para o governo.

Ao determinar a um ministro – no caso, o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno -, que não recebesse o diretor da Globo porque considera a emissora hostil ao governo, Bolsonaro apequenou-se.

Depois, apequenou-se ainda mais quando faltou com a verdade – transgressão grave para um militar e passível de punição -, quando afirmou não ter conversado com Bebianno.

Conversou sim, e conversou por três vezes, ainda que pelo Whatsapp, quando estava internado no hospital em São Paulo. A divulgação da conversa pelo portal da Veja irritou o presidente, mas foi por ter-se visto desmentido na alegação anterior negando a conversa que de fato existiu.

Ele e o filho Carlos faltaram com a verdade sobre a conversa com Bebianno e apequenaram o governo, no momento em que o governo necessita de mostrar firmeza para aprovar as reformas que pretende.

O reflexo negativo para o governo já se sentiu na terça-feira, 19, com a derrota na Câmara da proposta para a nova Lei de Acesso à Informação. De quebra, o Senado quer ouvir o ex-ministro Bebianno sobre as denúncias de utilização das candidatas-laranjas pelo PSL.

Ou seja, por desconhecer ou desrespeitar a liturgia do cargo, Bolsonaro trouxe para dentro do governo uma crise desnecessária.

 

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Agora vai!
   18 de fevereiro de 2019   │     21:47  │  15

Brasília – Vai para onde?

– Vai para onde o Queiroz ou o Bebianno mandarem. O Queiroz não é doido de falar e sumiu. O Bebbiano tem dois caminhos: vai virar suco ou suco virará.

-Virará por que, Epifânio?

  • Porque virarou ou virará..
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Filho coloca o pai numa sinuca de bico
   14 de fevereiro de 2019   │     13:01  │  12

Brasília – O filho do presidente criou um problema sério para o pai.

Carlos Bolsonaro e o secretário da presidência, Gustavo Bebiano, sempre se chocaram.

O embate entre os dois é antigo.

Caberia então, ao presidente e não ao pai, agir. Na condição de pai o filho sempre tem razão; na condição de presidente agiria a autoridade republicana.

E como prevaleceu o pai, então se criou essa crise em plena convalescência do presidente.

O PSL saiu em defesa de Bebiano e até o circunspecto senador major Olímpio (PSL-SP) deixou o seu recado de apoio.

O general Hamilton Mourão, vice-presidente, também hipotecou solidariedade ao Bibiano, que é amigo de velhíssimas datas do presidente Bolsonaro.

O presidente usou o termo “voltar às origens” que, no linguajar da caserna, significa “dar meia-volta”. Mas, não está claro quem de fato vai dar meia-volta, se o Bebiano ou o presidente.

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Bebiano peita Bolsonaro e…perdeu, playboy!
   13 de fevereiro de 2019   │     19:57  │  7

Brasília – Está chegando ao final a briga interna no governo, que eclodiu ainda na fase do governo de transição instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

O presidente Jair Bolsonaro ainda não havia tomado posse, quando Carlos Bolsonaro  se desentendeu com o Gustavo Bebiano, que virou secretário-geral do pai dele.

Gustavo abandonou o governo de transição e voltou para o Rio, reassumindo a vaga de vereador.

O filho do presidente pegou Bebiano na mentira, quando o secretário disse em entrevista à imprensa ter conversado com Bolsonaro três vezes, pelas redes sociais, no hospital. O presidente desmentiu, o filho dele exibiu o desmentido gravado no twiter e a crise com o PSL se agravou.

O embate entre o filho do presidente e o Bebiano começou lá atrás, mas agora parece ter chegado ao final e o secretário do presidente não deve se segurar no cargo.

As denúncias publicadas pela Folha de S. Paulo e que envolvem o desvio de dinheiro do Fundo Partidário, com uma candidatura laranja em Pernambuco, era o combustível que faltava.

 A candidata Maria de Lourdes Paixão, que obteve pouco mais de 200 votos concorrendo a deputada federal, recebeu R$ 400 mil do Fundo Partidário, quantia superior à liberada para o candidato a presidente Jair Bolsonaro.

O presidente reassume o governo já com esse embate interno para mediar.

E tudo parece, em relação a Bebiano, que ele perdeu bem antes, quando o presidente se recusou a atende-lo ao telefone.

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Vítimas pagam com FGTS, o crime em Brumadinho-MG
   12 de fevereiro de 2019   │     13:14  │  9

Brasília – Com o voto contrário do ministro do Gabinete Civil, Onix Lorenzoni, o governo liberou o saque do FGTS para as vítimas do crime anunciado em Brumadinho-MG.

Trocando em miúdos: o próprio trabalhador vai pagar o prejuízo que ele não causou. Ou seja, a decisão do governo protege o criminoso e não a vítima.

Por quê?

Porque o dinheiro do FGTS pertence ao trabalhador e trata-se de espécie de poupança, que ele usará em casos especialíssimos, tais como: aposentadoria, tratamento de doença rara, etc., mas, jamais para indenizar a si mesmo.

Essa poupança do trabalhador de Brumadinho será usada para cobrir o prejuízo material e humano causados pelo vazamento da barragem.

O ministro Onix Lorenzoni tem razão, mas nem sempre prevalece a opinião de quem tem razão. Só mais à frente, quando os trabalhadores se aposentarem, é que eles vão perceber que foram enganados, ou seja, vão descobrir que eles, além de vítimas de um crime, ainda tiveram de bancar os deveres do criminoso.

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