Navegar é preciso…
   21 de maio de 2018   │     21:55  │  5

Brasília – Após a consolidação do golpe de 1964, alguns estados iniciaram a desmobilização das forças policiais empregadas na “caça aos comunistas”.

Em Alagoas, a notícia desagradou os policiais porque iriam perder a “gratificação de guerra na caça aos comunistas”.

Para eles “o inimigo” era eterno, quanto mais fosse a “gratificação de guerra”. Era preciso mostrar que “o perigo” permanecia e alguém teve a ideia de explodir uma bomba no banheiro do Cinema São Luiz, no centro de Maceió.

Finalmente, ninguém se feriu; não havia ninguém no banheiro.

O golpe não surtiu efeito; logo se descobriu a origem e o autor do “atentado”, assim como foi fácil identificar os autores do “atentado comunista” no dia 1º de maio de 1981, no Rio Center, no Rio de Janeiro.

Tudo isso se reprisa com naturalidade, porque há várias maneiras de se fazer explodir bombas; umas são artefatos de verdade e outras dissimuladas.

Não há novidade nas bombas, numa República que tem o “Plano Cohen”, inventado pelo capitão Mourão para dar o golpe e instituir o Estado Novo.

Isso tudo acontecendo, enquanto o governo Temer está diante do impasse: como conter a alta do dólar desfalcando as suas reservas internacionais?

E, especialmente, como conter a alta do preço dos combustíveis sem ter que reduzir os impostos?

Mistura-se tudo no caldeirão; as reminiscências que afloram misturam-se à realidade lá fora, de modo que o mundo real se confunde com a ficção – a mesma ficção que, às vezes, leva às bombas.

Mas, é preciso acreditar, assim como é preciso navegar.

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Quando o Brasil perdeu a guerra
   20 de maio de 2018   │     17:37  │  36

Brasília – Em 1960, portanto há 58 anos, quando a Inglaterra empurrou goela abaixo do governo brasileiro a sucata de um porta-aviões da II Guerra Mundial, o compositor Juca Chaves compôs “O Brasil já vai à guerra”.

É assim:

O Brasil já vai à guerra /

Comprou um porta-aviões /

Um viva pra Inglaterra !

De 82 bilhões… /

Mas, que ladrões…/

 

Comenta o Zé povinho /

Governo varonil /

Coitado coitadinho /

Do Banco do Brasil /

Há, há…, quase faliu /

 

Enquanto uns idiotas /

Aplaudem a medida /

E o povo sem comida /

Escuta as tais lorotas /

Dos patriotas… /

A sucata do porta-aviões inglês foi batizada de “Minas Gerais”, Estado onde jamais iria atracar porque não tem mar, mas isso não vem ao caso porque o porta-aviões permaneceu sem serventia até ser finalmente aposentado por invalidez.

Tornou-se definitivamente sucata.

Interessante é que a inteligência brasileira, capaz de iniciar e tocar o projeto de construção de um submarino movido a propulsão nuclear, foi eliminada com a prisão do almirante Ottho Luiz.

Ora, se surgirem outros almirantes Ottho Luiz, no Brasil, onde a Inglaterra vai vender as suas sucatas?

Não é coincidência, porque coincidência não existe, que no rastro da Operação Lava Jato tenha-se escancarado a porteira para exploração internacional do Pré-Sal; assim como, sepultaram o projeto do submarino nuclear e confiscaram os dados técnicos.

Assim como no caso do porta-aviões em 1960, se o Brasil quiser um submarino nuclear que aguarde a próxima sucata inglesa, mas, sem as ogivas, claro.

 

 

 

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Sim, mas já sabem quem matou a Marielle e o Anderson?
   18 de maio de 2018   │     0:33  │  39

Brasília – As mortes da vereadora Marielle e do motorista dela, o Adriano, já não dão mais manchetes.

Estão sumindo, escafedendo-se no noticiário até amanhã, talvez, quem sabe?…

Em substituição retornam os noticiários sobre o Lula, o Zé Dirceu, a Gleise Hoffaman e, assim, omite-se que quase 60 policiais foram mortos no Rio de Janeiro, de janeiro de 2018 até hoje.

Omite-se também que eles ainda não encontraram o candidato a presidente. Eliminaram o Lula, mas não estão conseguindo eliminar o Bolsonaro.

Tenta-se camuflar o lixo, mas o tapete que cobria a sujeira escafedeu-se.

A vereadora Mirelle Franco e o Anderson, que era o motorista dela, já não rendem mais, do modo que não rende mais a morte do ministro Teori Zavaski.

Quem quer saber?

Procura-se um candidato a presidente que sepulte os votos do Lula e desvie os votos do Bolsonaro.

Mas, tá Soda, seu Fócrates, de encontrar.

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O que é mais hilário?
   17 de maio de 2018   │     0:24  │  30

Brasília – Responda: o que é mais hilário?

A) O juiz Sérgio Moro e esposa, numa foto com o candidato a governador de São Paulo pelo PSDB, João Dória e esposa, numa solenidade promovida pela família Dória, em Nova Iorque;

B) A Comissão de Ética da Câmara que não conseguiu até agora entregar a citação para o deputado Paulo Maluf se inteirar oficialmente do processo de cassação do mandato contra ele;

C) As inúteis tentativas da Polícia Federal para ouvir o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo, João Batista Lima;

D) O ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), condenado em 2ª Instância, mas em liberdade;

E) O operador dos esquemas do PSDB, Paulo Preto, foi solto antes de fazer a delação premiada entregando os esquemas tucanos de lavagem de dinheiro no exterior;

F) TDR (Todas as Respostas)

Letra E, claro.

É tudo muito hilário, quem sabe por isso a passagem do Moro por Nova Iorque não mereceu nenhum registro da imprensa norte-americana.

Parece falta de humor da imprensa norte-americana, mas a verdade é que eles não levam o Brasil a sério – e deveriam levar, se são peculiaridades do quintal?

Isso, ainda que às vezes o hilário traga algo de trágico, igual, por exemplo, aos casos do Maluf, do Azeredo e do coronel Lima.

Maluf e Lima estão doentes e Azeredo está na fila de espera para a impunidade; faltam menos de 100 dias para ele completar 70 anos de idade e, aí, beneficiar-se da redução da pena de 20 anos de prisão – pena esta imposta em 2ª Instância, mas não cumprida devido aos embargos que embargam o desembargador.

Entenderam?

Eu não.

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A lei é para todos, menos para o PSDB
   14 de maio de 2018   │     9:10  │  78

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mandou soltar o Paulo Preto antes que ele delatasse.

É isso mesmo ou foi coincidência?

Paulo Preto é o operador das propinas destinadas ao PSDB e, segundo a Polícia Federal, o esquema tem 30 anos, exatamente o tempo que o PSDB se alterna no poder em São Paulo.

Interessante é que o ex-governador de Minas Gerais e também ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, está muito perto de se livrar da prisão, embora condenado em 2ª Instância, mas em liberdade.

É que Azeredo completará 70 anos dia 8 de setembro próximo e se até lá o Tribunal de Justiça de Minas Gerais não julgar o seu processo em definitivo, ele ser beneficiado com a redução da pena devido à idade.

São os dois pesos e as duas medidas da justiça brasileira.

Paulo Preto livre, e nem precisou delatar, e Azeredo quase livre – faltam menos de quatro meses -, apesar de condenado em 2ª Instância.

Dá para entender isso?

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