TVBrasil e Facebook transmitirão os amistosos do Brasil contra Argentina e Austrália
   29 de maio de 2017   │     18:34  │  1

Por Aprigio Vilanova

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fechou acordo com a TV Brasil para a transmissão dos dois próximos amistosos da seleção brasileira.

Os valores não foram divulgados e valem, por enquanto, para os amistosos contra a Argentina e Austrália, respectivamente 9 e 13 junho, em Melbourne.

A CBF entra de vez na produção dos amistosos da seleção brasileira, é uma tendência mundial os clubes e as ligas produzirem seus próprios eventos. Os acordos com publicidade serão negociados diretamente com a entidade.

Com isso a CBF assume o protagonismo nas negociações das transmissões que envolvem a seleção brasileira, os jogos serão transmitidos também pela CBF TV, pelo Facebook e por aplicativos de celular.

A intenção inicial da CBF era negociar em blocos (amistosos e eliminatórias de 2022) como não chegou a nenhum acordo, negociou apenas estes dois amistosos. Pelé será o comentarista.

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EXCLUSIVO: Dia de cão em Brasília (Parte 1)
   27 de maio de 2017   │     20:45  │  35

por Aprigio Vilanova (textos, fotos e vídeos)

Manifestação reúne mais de cem mil pessoas em Brasília, a Esplanada dos Ministérios virou uma praça de guerra com a forte repressão das forças de segurança. Os protestos foram contra as reformas trabalhista e da previdência, pela saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e pela convocação de eleições gerais.

Clique e assista a primeira parte dos protestos (configure para assistir em HD)

A manifestação, que pede a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas para presidente, invadiu Brasília. A manifestação foi organizada pelas centrais sindicais, juntamente com os movimentos sociais e a sociedade civil.

Os manifestantes se concentraram na área externa do estádio Mané Garrincha e saíram em marcha ao Congresso Nacional, nos cálculos dos organizadores 80 mil pessoas, nos cálculos da Polícia Militar foram cerca de trinta e cinco mil manifestantes.

A operação de segurança montada para a manifestação, mobilizou um forte aparato militar para a Esplanada dos Ministérios. Helicópteros, batalhão de cavalaria, tropa com cães, batalhões especializados da Policia Militar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, solicitou e o presidente Michel Temer assinou o decreto presidencial que autoriza o uso das Forças Armadas para garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal, o decreto vigora até o 31 deste mês.

Nas vias paralelas, a Esplanada dos Ministérios, caminhões com soldados do Exército aguardavam ordem para entrar em cena. Este expediente gerou muita revolta entre os parlamentares da oposição e os manifestantes.

Pelo menos um manifestante foi atingido com munição letal e as imagens do disparo, feito por um policial, já repercute nas redes sociais. O secretário de segurança do Distrito Federal (DF), Edval Novaes afirmou que vai abrir uma investigação interna para apurar o ocorrido.

Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico, não há dados se houve polícias feridos e nem de quantos manifestantes foram detidos.

Os organizadores prometem agendar uma nova greve geral.

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Senador Renan: “O governo entregou o país a um presidiário”
   26 de maio de 2017   │     11:02  │  45

Brasília – A trapalhada do governo, no episódio da convocação das Forças Armadas para a garantia da ordem pública, que é constitucionalmente restrita às polícias, mostrou muito mais que a fragilidade do governo. Mostrou que o país está realmente à deriva.

A absurda decisão, como não poderia deixar de ser, repercutiu negativamente na própria base aliada do governo. E essa reação obrigou ao governo voltar atrás e revogar a decisão de transformar as Forças Armadas em milícias, antes do prazo de validade – que era até o dia 31 de maio.

A decisão continua repercutindo não só pela gravidade constitucional, mas porque escancarou a fragilidade do governo.

No mais contundente discurso feito até agora, o senador Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, criticou a decisão absurda. Mas, não é apenas por isso; é fundamentalmente pelo presidente Temer continuar refém do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba, mas continua dando as cartas no governo.

Por que?

Cunha não tem mais mandato e está preso acusado de vários crimes, sobre os quais não tem como negá-los diante das provas robustas. Mas, ele mantém um interlocutor na Câmara, na figura do deputado Carlos Marun (PMDB-RS), que o visita e recebe as ordens ditadas por Cunha.

E que Temer obedece incontinentemente, confirmando a delação do empresário Joesley Batista sobre a mesada paga aCunha e que Temer orientou-o a mantê-la com o já do conhecimento público conselho:

– “Tem que manter isso, viu?”

Depois de negar ter recomendado a renúncia de Temer o senador Renan foi contundente na definição do quadro atual do governo:

-“O governo entregou o país a um presidiário”.

O presidiário, obviamente, é Eduardo Cunha, que recebe a mesada paga pelo grupo JBS com o conhecimento de Temer e tem poder incomensurável no governo, nomeando ministros e o próprio líder do governo no Congresso Nacional.

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Vídeo: Momento em que bomba de gás lacrimogênio explode em morador de rua em Brasília
   25 de maio de 2017   │     14:06  │  30

Por Aprigio Vilanova

A manifestação, que pede a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas para presidente, invadiu Brasília. A manifestação foi organizada pelas centrais sindicais, juntamente com os movimentos sociais e a sociedade civil.

Os manifestantes se concentraram na área externa do estádio Mané Garrincha e saíram em marcha ao Congresso Nacional, nos cálculos dos organizadores 80 mil pessoas, nos cálculos da Polícia Militar foram cerca de trinta e cinco mil manifestantes.

A operação de segurança montada para a manifestação, mobilizou um forte aparato militar para a Esplanada dos Ministérios. Helicópteros, batalhão de cavalaria, tropa com cães, batalhões especializados da Policia Militar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, solicitou e o presidente Michel Temer assinou o decreto presidencial que autoriza o uso das Forças Armadas para garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal, o decreto vigora até o 31 deste mês.

Nas vias paralelas, a Esplanada dos Ministérios, caminhões com soldados do Exército aguardavam ordem para entrar em cena. Este expediente gerou muita revolta entre os parlamentares da oposição e os manifestantes.

Pelo menos um manifestante foi atingido com munição letal e as imagens do disparo, feito por um policial, já repercute nas redes sociais. O secretário de segurança do Distrito Federal (DF), Edval Novaes afirmou que vai abrir uma investigação interna para apurar o ocorrido.

Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico, não há dados se houve polícias feridos e nem de quantos manifestantes foram detidos.

Os organizadores prometem agendar uma nova greve geral.

Logo mais atualizo com o vídeo da manifestação

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Urge a necessidade de um novo modelo representativo
   23 de maio de 2017   │     10:33  │  53

por Aprigio Vilanova

As delações premiadas revelam uma relação de promiscuidade envolvendo agentes políticos e as grandes empresas. A promiscuidade nas relações entre o público e o privado, no Brasil, remete aos tempos coloniais.

Não é novidade que empresas financiam políticos em troca de terem seus desejos atendidos. Impera um jogo de interesses que acorrenta a representação política, toma o estado de assalto e colocam o poder público a serviço de interesses particulares.

O sistema representativo brasileiro exauriu, urge a necessidade de construir um novo modelo que possa inverter as relações de poder vigentes na política nacional. É preciso romper com os vícios que contaminam nosso sistema político.

O país precisa urgentemente começar a construir um novo modelo que possa garantir que o interesse público esteja acima dos privilégios de uma minoria parasitária. A delação da JBS revela que não dá mais para seguirmos o caminho que percorremos até aqui. Faliu!

Para setores da população o problema do país tem nome e sobrenome,  ele atende por Luis Inácio Lula da Silva. Mas esse discurso terrorista de atribuir a responsabilidade por um sistema extremamente corrupto a uma pessoa é de uma ignorância brutal.

O problema do Brasil deriva uma formação social extremamente excludente que ainda hoje não foi resolvida.

A própria formação do Estado moderno brasileiro é revelador da engrenagem de nosso estado nacional, constituído em grande medida para absorver milhares de burocratas corruptos, aristocratas avessos ao trabalho e especialistas em espoliar as riquezas nacionais.

O sistema está falido, agoniza por uma solução que possa retirar o Brasil do estado terminal que se encontra. Faliu e nada mais imperioso que a construção de um modelo horizontal que privilegie a população brasileira e a coloque como agente da transformação.

O processo de revolução digital que estabelece uma nova relação entre as pessoas e o estar no mundo deve ser crucial para um novo modelo de participação popular nas democracias modernas.

Não dá para o modelo de nossa democracia seguir verticalizado em um mundo cada vez mais conectado e com cidadãos cada vez mais atuantes.

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