Já morreu tarde? Pode isso!
   15 de setembro de 2019   │     19:01  │  17

Brasília – Considerada num primeiro momento como uma faxina ética e moral, a Operação Lava Jato descambou para a prática de imoralidades.

Imoralidades, inclusive, jurídica, com condenações sem as provas dos crimes, e arbitrariedades.

O procurador-chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, pastor evangélico e auto-proclamado “homem de Deus”, comemorou as mortes da esposa, do irmão e do neto do ex-presidente Lula, como quem diz: já vai tarde. 

Vê-se agora que o submundo da Operação Lava Jato revelou muito mais que desumanidade; revelou também um esquema imoral e ilegal para ganhar dinheiro comandado pelo “homem de Deus”, evangélico, Deltan Dallagnol.

Triste.

Mas, serve para desmascarar os hipócritas e revelar o que há de bandidagem camuflada de honestidade.

O que vocês acham de alguém que comemora a morte de uma criança, da avó e do tio-avô dessa criança?

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Governo demite o “boi de piranha”
   11 de setembro de 2019   │     21:59  │  22

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro usou o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, como “boi de piranha”.

Cintra foi demitido porque tornou público o debate interno sobre a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

O presidente Jair Bolsonaro mandou demiti-lo, mas não porque é contra a volta da CPMF, e sim porque esse assunto não poderia ser tratado publicamente.

A estratégia do governo era apresentar a CPMF com outro nome; ela vai se chamar Unidade de Inteligência Financeira (UIT) e será colocada como penduricalho da proposta do governo para a Reforma Tributária.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, calcula que o governo vai arrecadar R$150 bilhões por ano, cobrando entre 0,2% e 0,4% das movimentações financeiras de saques e depósitos bancárias e pagamentos com cartão de crédito e débito.

Nessa nova crise criada pelo próprio governo, só o vice-presidente, general Hamilton Mourão, falou a verdade. Perguntado sobre a demissão do secretário da Receita Federal, que tornou público o que o governo queria manter em segredo, o general respondeu:

“A discussão ficou pública demais”.

Ou seja, o secretário da Receita foi demitido não porque Bolsonaro é contra a CPMF, mas porque Cintra não poderia escancarar que o governo é a favor.

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Ninguém investe num país sujeito a golpe
   10 de setembro de 2019   │     22:33  │  18

Brasília – A oposição ao governo Bolsonaro tem tido pouco trabalho até agora. O motivo é até cômico, se não fosse trágico para o governo e, por via de consequência, para a sociedade e a economia.

Começou com o próprio presidente Jair Bolsonaro, logo após a posse, com o anúncio da transferência da embaixada brasileira para Jerusalém. 

Bolsonaro não cumpriu a promessa, ou seja, recuou, mas o estrago foi feito com os árabes cancelando contratos de importação com 27 frigoríficos brasileiros.

Depois, vieram os importadores de couro para a indústria internacional de calçados, em represália às queimadas na Amazônia, estimuladas pelo governo brasileiro.

Nesse clima de oposição patrocinado pelo “fogo amigo”, que queima o governo, entra agora o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, defendendo um golpe e afrontando as instituições democráticas.

As consequências de uma declaração absurda dessa é a fuga de capitais, num país que precisa de investimento externo para gerar emprego e renda.

Ninguém vai investir num país sobressaltado por insanidades.

Nessa enxurrada de absurdos, que se repetem pontualmente há mais de oito meses, o Brasil se apresenta para o mundo como um país governado por irresponsáveis, onde não é seguro investir.

O pior é que a luz no final do túnel aponta para mais insanidades e irresponsabilidades. 

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Ministro anuncia volta da CPMF
   9 de setembro de 2019   │     22:03  │  10

Brasília – O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a volta da CPMF, a extinta Contribuição  Provisória sobre Movimentação Financeira, que vigorou por 13 anos.

Na época como deputado federal, Jair Bolsonaro fez campanha contra a CPMF e comemorou o fim da contribuição, mas, agora na condição de presidente, mudou de ideia.

A nova CPMF da era Bolsonaro virar com outro nome; vai se chamar Imposto sobre Transações Financeiras (ITF).

Guedes, ao defender a nova CPMF, disse que ela vai gerar R$ 150 bilhões por ano e atingirá o dinheiro de origem ilícita, como tráfico e corrupção.

Outra vantagem apontada pelo ministro da Economia é a desoneração na folha de pagamento as empresas.

O ministro admite que a nova CPMF “é feia e chata”, mas necessária, principalmente porque substituirá a contribuição patronal à previdência, que é de 20%.

Cabe lembrar que a CPMF era de 0,33% sobre a movimentação financeira em geral, mas Guedes não adiantou de quanto será o ITF.

Para aprovar a nova CPMF, o governo se dispõe a um colóquio em caráter reservoso com deputados e senadores.

Não deve sair barato esse colóquio e aguardemos, então, a nova CPMF, apelidada agora de ITF.

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Moro coloca Bolsonaro numa “sinuca de bico”
   5 de setembro de 2019   │     20:03  │  31

Brasília – Por que o presidente Jair Bolsonaro retirou a “carta branca” que havia dado ao ministro da Justiça, Sérgio Moro?

Por que Bolsonaro acabou com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)?

Por que Bolsonaro vai trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo?

Respostas: porque o Coaf e o diretor-geral da PF estavam umbilicalmente ligados a Sérgio Moro, que não impediu a investigação que levou à descoberta do esquema operado pelo Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro.

Além disso, em todas as pesquisas realizadas, inclusive pela Abin, Moro aparece com a maior avaliação, superando disparadamente o presidente.

Bolsonaro teme que Moro se entusiasme para disputar a presidência da República, em 2022. Existe a promessa de nomeá-lo para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas Bolsonaro também já não está tão seguro de fazê-lo, porque tem informações de que Moro “é um tucano” disfarçado.

O presidente se meteu numa verdadeira “sinuca de bico”: não pode se submeter a Moro para não ser ofuscado, também não pode prescindir de Moro, para não perder o único esteio de credibilidade do governo.

   

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