No teatro de horrores do governo, o dólar dispara com medo do Brasil
   29 de outubro de 2020   │     23:12  │  8

Descobriram outro jabuti, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, queria colocar em cima da árvores, e ele novamente foi obrigado a recuar, mas, sem antes, envolver na trama o presidente Jair Bolsonaro.

Acredite se quiser, mas Guedes propôs privatizar o SUS.

Chega a ser hilário vê o presidente fazendo o papel no teatro de mamulengo dirigido pelo ministro da Economia, que não tem nenhum projeto para o país, exceto o de repetir os erros cometidos no Chile.

Não por coincidência, Guedes fez parte do grupo de economistas conhecidos com Chicago Boys,  que levou o Chile à ruína. Os chilenos foram levados à miséria com as reforms trabalhistas e previdenciária, que Guedes quer implantar no Brasil.

Novamente, o ministro voltou a falar na nova CPMF, agora para sobretaxar as transações comerciais on-lines. Embora dissesse que o assunto  ”está morto”, ele defende que a desoneração da folha de pagamento das empresas está condicionada à ressurreição da nova CPMF – que, sendo assim, não está de todo morta na cabeça do ministro.

Enquanto isso, o presidente Bolsonaro tenta enganar os incautos e desviar a atenção da nação para a verdadeira bagunça em que se transformou o seu governo. Na visita ao Maranhão, Bolsonaro fez chacotas com os gays.

Em meio a esse circo de horrores, os especuladores com dólares agradecem as trapalhadas do governo brasileiro e a cotação dispara, com o dólar-turismo sendo vendido a  6 reais e 10 centavos e o dólar comercial a 5 reais e 78 centavos.

 

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General detona o governo, mas troca Bolsonaro por Júlio César
   28 de outubro de 2020   │     9:59  │  16

O artigo assinado pelo general Octávio Rego Barros, ex-porta-voz do governo e demitido por Bolsonaro a pedido do centrão, ou seja, a pedido da ”velha política”, embora não cite o nome do presidente, é um recado duro, mas realista.

O artigo foi publicado no Correio Braziliense e está causando grande repercussão, dentro e fora do governo. Todas as embaixadas receberam cópias do artigo do general, que é o quarto oficial superior  do Exército a ser demitido ou pedir demissão por não concordarem com o rumo que Bolsonaro está dando ao governo.

Bolsonaro, que prometeu na campanha não se aliar ”à velha política” comandada pelo chamado ”centrão”, tornou-se refém desse grupo de deputados e senadores, todos velhos conhecidos na negociação de bastidores e alguns com inquéritos na Operação Lava Jato. Para os integrantes do ”centrão”, o presidente mandou abrir o cofre e já liberou mais de R$ 50 bilhões em emendas.

Em troca, o presidente quer a blindagem para o eventual processo de impeachment e, também, o apoio para eleger os futuros presidente do Senado e da Câmara.

No seu artigo, o general Rego Barros surpreende pelas alegorias e a camuflagem, citando o imperador romano Júlio César, vítima de uma trama fatal comandada pelos ”amigos” senadores, entre eles o próprio filho de criação, Bruttos. O imperador romano terminou assassinado com 23 facadas, no dia 15 de março de 44 a.C.

O general Rego Barros, ainda no seu artigo, pede para os Poderes Legislativo e Judiciário ficarem alertas porque, pelo que se deduz, tem algo de podre dentro do Palácio. Mas não foi por falta de aviso, embora o general Augusto Heleno tenha-se esquecido de que é o autor da paródia que diz: se gritar pega ladrão, não fica um no centrão (sic).

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Supremo deve decidir pela obrigatoriedade da vacina e irrita Bolsonaro
   26 de outubro de 2020   │     20:07  │  26

Caberá aos Estados e não ao presidente Jair Bolsonaro, decidir sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a pandemia causada pelo coronavírus. É isso o que a maioria dos ministro do Supremo Tribunal Federal deve decidir, caso a questão chegue à Corte.

Bolsonaro, obviamente, não gostou de saber que já existe maioria no Supremo contrária à decisão dele de tornar a vacina opcional, e tenha – pasmem! -, ”ensinar” os ministros a aplicarem o Direito e a interpretarem a própria Constituição.

Mais hilário, impossivel.

Há bolsonaristas que seguem à risca o que o presidente diz e esses têm o direito de não tomarem a vacina e se ontaminarem, mas, em contrapartida, têm o dever de não contaminarem ninguém e, para isso, devem ser exemplarmente punidos caso descumpram a determinação sobre a obrigatoriedade  de serem vacinados – e isso, repito, é uma decisão exclusiva dos governadores.

O Supremo já está informado sobre a existência desses bolsonaristas negacionistas, não só pelas manifestações públicas deles, como também pelas pesquisas realizadas pelas Universidades de Brasília e de Goiás.

Essa pesquisa das duas universidades federais mostra também que os bolsonaristas, no caso de se vacinarem, optam pela vacina produzida nos Estados Unidos e recusam a vacina produzida na China.

É assim mesmo, porque cada país tem o povo que merece, ainda que – felizmente -, esse tipo de gente não forma a maioria da população.

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Soy loco por ti, Bolívia!
   25 de outubro de 2020   │     11:08  │  19

A vitória do economista luiz Arce à presidência da Bolívia é a vitória da liderança do ex-presidente Evo Morales, que em seis meses virou o resultado das urnas, de acordo com as  pesquisas à época.

E virou de forma acachapante, porquanto de cada 10 eleitores, 7 votaram no ex-ministro da Economia do governo dele, Morales – que estava exilado na Argentina, depois de ter passado pelo México, onde teve o apoio de governos não-capachos dos interesses dos Estados Unidos.

Houve a guinada anti-capachos e submissos e a expectativa é de que esse vírus bom contamine a população de outros países, para que não seja mais incapaz de reagir ao atraso e à submissão rabugenta.

Um viva ao povo boliviano! Soy loco por ti, América!

Na contramão da história dos verdadeiros heróis, o Chile se debate com os chilenos nas ruas pedindo para rasgar a constituição nazi-fascista, e adotar outra que os proteja dos crimes praticados pelo estado.

Só para relembrar, o Paulo Guedes, ministro da Economia, é um dos autores da reforma econômica que levou o Chile à bancarrota. Começou exatamente com a reforma no sistema de aposentadoria e previdência, que ferrou a vida da classe média e deixou o pobre na miséria.

E o que levou o Chile à miséria, ameaça levar o Brasil.

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Ministro chama general de ”Maria-Fofoca” e filho de Bolsonaro aplaude
   23 de outubro de 2020   │     20:05  │  20

Depois de o presidente Jair Bolsonaro desmoralizar o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, agora foi a vez do ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, chamar o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, de ”Maria-Fofoca”.

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, apoiou Salles, comentando na sua publicação pelo twitter.

Mas, nada a se estranhar porque o presidente, depois de autorizar Pazuello a fechar o acordo para a compra das vacinas contra o coronavírus produzida na China, voltou atrás e dizem que pressionado pelos emissários enviado pelos Estados Unidos, o que é gravíssimo para um presidente.

Isso é o Brasil agachado de quatro, desmoralizado, sem brio. Fazer o quê?

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