“Vou destruir todo mundo”, ameaça pastor indicado por Bolsonaro para atuar no MEC
   25 de junho de 2022   │     0:57  │  0

-“Vou destruir todo mundo, se acontecer alguma coisa com minha menininha” -, ameaça o pastor Arilton Moura, um dos indicados pelo presidente Bolsonaro para atuar no Ministério da Educação, e que cobrava propinas em dinheiro vivo e barras de ouro.

-“Calma, pastor, tenha calma” -, respondeu a advogada com quem o pastor conversava enquanto era preso pela Polícia Federal, na quarta-feira, 22.

Do que Arilson tratava? A quem se referia, ao dizer “se acontecer alguma coisa com minha menininha“? Estaria ele sendo ameaçado e, em caso positivo, por quem e por quê?

Os pastores Arilson e Gilmar Santos foram indicados por Bolsonaro para atuarem no Ministério da Educação, conforme o próprio ex-ministro Milton Ribeiro, que também é pastor, confessou. De forma ilegal, os dois pastores tinham sala reservada no MEC e participavam de reunião com prefeitos, intermediando a liberação de verbas com o pagamento de propina em dinheiro e barras de ouro.

A informação que circulou em Brasília, sobre a fala do pastor Arilson, é que ele se referia à sua filha, citada pela defesa do ex-ministro Milton Ribeiro no negócio da venda de um carro, no valor de 50 mil reais, o que justificaria o depósito dessa soma na conta bancária do ex-ministro.

A semana termina com mais um escândalo e a próxima semana começará com o desdobramento desse escândalo, a partir da decisão do juiz federal Renato Borelli, de encaminhar para o Supremo Tribunal Federal o inquérito em face da citação do nome de Bolsonaro, nas investigações dos crimes.

A investigação no Supremo será conduzida pela ministra Cármen Lúcia, que deverá encaminhar à apreciação do procurador-geral da República para o parecer. Mas, caso a PGR decida recomendar o arquivamento, a ministra pode não acatar diante das provas evidentes de interferência do governo no processo.

E a fala do pastor Arilson, ameaçando “destruir todo mundo” caso haja alguma represália contra a sua filha, citada pela defesa do ex-ministro da Educação numa negociação de venda de carro que pode não ter de fato existido, agitou ainda mais o Palácio do Planalto.

A semana promete muitas emoções, apesar de o país viver desde 2019 sobressaltado quase que diariamente. O que vocês acham dessa frase do pastor Arilson, ameaçando “destruir todo mundo”, caso algo de ruim aconteça com a filha dele?

Quem seria, então, esse “todo mundo” a ser destruído? Alguém pode dizer?

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Pressentimento é igual à informação privilegiada e vice-versa?
   24 de junho de 2022   │     22:00  │  4

Se alguém sabe de uma operação policial para apurar crimes e avisa ao investigado, para que ele destrua as provas e apague as mensagens telemáticas, esse alguém colabora com o crime ou não?

Respondam aí nos comentários, para ajudar no entendimento.

Ao dizer que o presidente Bolsonaro ligou para ele avisando do “PRSSENTIMENTO” sobre a operação policial de busca e apreensão na casa dele, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, confirmou ter recebido informação privilegiada?

E na conversa com a filha, ao saber que a ligação era por “celular comum”, o ex-ministro encerra o diálogo mais ligeiro que imediatamente.

Milton, atendendo a pedido do próprio Bolsonaro, recebeu os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que, ilegalmente, tinham sala no Ministério da Educação, participavam de reuniões, e despachavam com prefeitos cobrando propina adiantada, em dinheiro e barras de ouro, para dar prosseguimento aos pedidos de liberação de verba destinada à construção de escolas.

Os negócios, como se diz, prosperavam tanto que eles chegaram a editar uma Bíblia personalizada com as fotos deles e do ex-ministro Milton Ribeiro, que também é pastor. E tudo iria mesmo terminar num final feliz para eles – e infeliz para o Brasil -, se não fosse o patriotismo de um grupo de advogados que atuavam no ministério, mas não concordavam com os crimes, e que denunciaram o esquema.

Milton Ribeiro disse que recebia os pastores a pedido de Bolsonaro, e já circula na Internet a foto do presidente com os pastores e o ex-ministro da Educação, todos muito à vontade e sorridentes, depois de participarem de uma reunião que discutiu não se sabe o quê.

O caso agora volta para o Supremo Tribunal Federal, em virtude de ter surgido o nome de Bolsonaro nessa nova fase da investigação. Uma coisa é certa: que houve corrupção, que houve desvio de dinheiro, que houve tráfico de influência, em suma, que houve crimes, isso ninguém poderá negar.

Cabe agora ao presidente, como já está configurado na fala do seu advogado, soltar a mão de Milton Ribeiro e dos dois outros pastores, porque, como se diz na gíria, sujou.

Vai vendo, Brasil…

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Arthur Lyra marca gol de placa e se reúne com PT, Bolsonaro e Alexandre de Moraes
     │     1:32  │  19

Apesar de turbulência com a prisão do ex-ministro da Educação, Milton 
Ribeiro, a semana em Brasília termina com surpresas boas protagonizadas pelo
presidente da Câmara, Arthur Lira, e que surpreendeu até mesmo a circunspecta
Tia Zélia“, dona do concorrido restaurante na Vila Planalto, e que se transformou
em reduto de petistas, embora nem todos que frequentam o estabelecimento o
façam pelo cardápio político, e sim pela culinária nordestina ( abaianada ) de dar
mesmo água na boca.
Na quarta-feira, 22, festejava-se o aniversário do deputado petista Zeca Dirceu, filho
do ex-ministro José Dirceu, quando o carro oficial do presidente da Câmara
estacionou e dele desceu o deputado alagoano. Lira estendeu a mão para o
deputado petista, dando-lhe os parabéns, e perguntou em seguida pelo pai dele, o
ex-ministro José Dirceu.
Obteve como resposta que Dirceu estava com Covid-19 e por isso não compareceria.
Os dois chegaram a tirar uma foto para a posteridade.
A tia Zélia veio confirmar se era mesmo o presidente da Câmara, mas não só ela se
surpreendeu com a inesperada visita, e sim todos os petistas. Afinal, foi um gol de
placa que o deputado alagoano marcou.
No dia seguinte, a pretexto de comemorar os vinte anos do ministro Gilmar Mendes 
no Supremo Tribunal Federal, Arthur Lira promoveu um jantar na residência oficial da
presidência da Câmara, e juntou o presidente Bolsonaro e o ministro Alexandre de
Moraes, que tiveram uma conversa reservada. Moraes tem sido alvo de ataques
covardes da milícia bolsonarista, estimulada pelo próprio presidente, que tem
repetido mentiras acerca de um acordo que nunca foi feito com o ministro do
Supremo que vai presidir a eleição em outubro.
Nesses anos de desrespeitos e ameaças à democracia, os parabéns vão para o
alagoano Arthur Lira, pelos dois gols de placa. Que o presidente aprenda que todo
jogo deve ser jogado, assim como o lambari deve ser pescado, e quem não respeita
as regras do jogo, deve ser eliminado.
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Prisão do ex-ministro da Educação atinge Bolsonaro, que muda discurso
   22 de junho de 2022   │     14:33  │  32

Antes, o presidente chegou a dizer que colocava “a cara no fogo” pelo pastor Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, e agora Bolsonaro, ao saber da prisão de Ribeiro no inquérito que investiga a cobrança de propina para liberação de verba no MEC, diz que “cada um que responda pelos seus atos”.

Bolsonaro protegeu Ribeiro e relutou em demiti-lo, mesmo diante das provas da existência do gabinete paralelo atuando no MEC, e cobrando propina em dinheiro e barras de ouro. Mas, Ribeiro sabia o que tinha se passado, sabia que a investigação da Polícia Federal descobriria o esquema, e pediu para sair.

Mas, o ex-ministro andava tão nervoso que chegou a disparar a pistola enquanto fazia o check-in para embarcar no aeroporto de Brasília num voo para São Paulo. Tempos aziagos esses, em que um pastor evangélico, no lugar de conduzir a Bíblia, e pregar a palavra de Deus, conduz uma pistola e dispara a esmo ferindo uma funcionária do aeroporto.

A investigação sobre o esquema de corrupção montado no MEC não para no ex-ministro, porque tem ainda os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que também estão presos, porque passaram a atuar no Ministério da Educação depois de terem sido recomendados pelo próprio presidente Bolsonaro. Eles atuavam ilegalmente numa sala, cobrando propina para intermediar a liberação de verbas para municípios.

O inquérito conduzido pela PF, nessa fase, investigou apenas as visitas dos pastores da propina em barra de ouro ao Ministério da Educação, e não o Palácio do Planalto, até porque as visitas dos pastores Gilmar e Arilson ao Planalto foram colocadas sob sigilo de 100 anos, e somente no ano 2122 é que se saberá o que trataram com o governo.

A não ser que alguém quebre esse sigilo, até porque, é totalmente descabido e tem o objetivo de dificultar a investigação.

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Não tem mandante ou o mandante é o sujeito oculto do inquérito?
   20 de junho de 2022   │     20:19  │  23

A forma açodada como a Polícia Federal se manifestou para dizer que não há mandante nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, antes mesmo de concluir as investigações e apresentar o inquérito, mobilizou as entidades de defesa dos direitos humanos e acendeu o sinal de alerta.

O governo demorou para agir na investigação, isso sem falar na posição do próprio presidente Bolsonaro, num primeiro momento, culpando as vítimas, principalmente o jornalista inglês, “por ter feito muitos inimigos” na região. Cabe lembrar que os “inimigos” do jornalista inglês são “foras da lei” que atuam no garimpo ilegal, no desmatamento da floresta Amazônica e na captura de peixes em extinção.

Cabe também lembrar que as buscas pelos desaparecidos somente começaram quando a juíza Jaiza Fraxe, no Estado do Amazonas, determinou a imediata participação das forças policiais na operação, e, em seguida, também em manifestação ao pedido das entidades que defendem os povos indígenas, o ministro do Supremo, Luiz Roberto Barroso, reforçou a determinação.

Vamos recordar também que o indigenista Bruno Pereira comandou a operação, em 2019, que queimou máquinas e equipamentos utilizados pelos criminosos que exploram o garimpo ilegal na floresta. Por isso, foi perseguido e praticamente obrigado a pedir licença sem vencimentos da Funai – ele é servidor concursado -, porque não aguentava mais a pressão.

A Funai, assim como o Ibama, foram praticamente desmontados no governo Bolsonaro e passaram a atuar na contramão da sua finalidade.

Mas, dizer que os crimes não tem mandante, antes de se concluir toda a investigação e encaminhar o inquérito, pode ter consequências graves, principalmente se houver a intervenção internacional. Já existe, por parte das entidades de direitos humanos dos povos indígenas, a mobilização nesse sentido, até porque o Bruno, especialmente, vinha sendo ameaçado de morte.

O jornalista inglês pode ter sido o contrapeso nesse crime que muitos já admitiam como tragédia anunciada.

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