Governo acelera venda dos Correios, mas descarta nova CPMF
   2 de dezembro de 2020   │     22:26  │  6

O governo retoma a pauta das reformas, incluindo a reforma tributária, mas quer o Congresso Nacional como protagonista, temendo os efeitos negativos nas urnas em 2022.

Nesta quarta-feira, 2, os comentário eram de que o presidente Jair Bolsonaro vetou a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, para se recriar a CPMF.

O problema é que o ministro havia condicionado a aprovação da desoneração da folha de pagamento das empresas, à provação do imposto sobre operações financeiras, incluindo as compras pela Internet.

O Congresso Nacional é agora o vilão das reformas.

Mas, o ministro Paulo Guedes anunciou também que o governo vai colocar na pauta as privatizações de empresas públicas, começando pelos Correios, que será vendido a preço de ocasião, ou seja, dependendo da necessidade de caixa.

Há várias empresas privadas interessadas em comprar os Correios, mas o governo ainda não disse por quanto vai vender. Considerando o valor das privatizações já realizadas, pode-se garantir que deverá ficar muitas vezes abaixo do real valor de mercado, quase uma pechincha.

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O cargo para Moro, na empresa que cuida da recuperação da empresa…
   1 de dezembro de 2020   │     12:38  │  14

Você sabia que o Sérgio Moro aceitou o cargo de direção na empresa que cuida da recuperação da Odebrecht, a empreiteira que ele condenou na condição de juiz e levou-a à falência?

Moro disse que não participará de nenhuma decisão acerca das operações da Lava Jato. Mas, e será que há outras decisões para as quais o ex-juiz está mais diretamente enfronhado e capacitado a orientar ou influenciar?

Vamos aguardar os acontecimentos.

Assim como vamos aguardar a decisão da desembargadora, no Rio de Janeiro, sobre as provas do crime de peculato praticado pelo então deputado, e hoje senador carioca, Flávio Bolsonaro.

São tantas emoções…

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Lessa assume Prefeitura em 2022 e JHC, sai para governador
     │     0:53  │  4

Um dos ensinamentos do general Sun Tzu, no seu famoso livro “A Arte da Guerra”, é que se deve provocar conflitos entre o inimigo, para que ele se desoriente atrapalhando-lhe o foco da guerra.

Foi isso o que os adversários fizeram com o senador Renan Calheiros, quando conseguiram convencer o vice-governador Luciano Barbosa a abdicar do cargo, para disputar a Prefeitura de Arapiraca.

O senador enfrentou duas frentes de combate, uma, a vencedora, liderada pelo deputado João Henrique Caldas, eleito prefeito de Maceió; a outra frente liderada pelo deputado Arthur Lira.

Premeditando o breque, para 2022, pode-se antecipar o quadro da disputa majoritária, com JHC concorrendo ao governo do Estado e Arthur Lira, o Senado.

Esse é o desenho que ficou com o resultado da eleição em Alagoas mostrando essa força jovem emergente. Não se deve subestimar a habilidade de mover as pedras do tabuleiro de xadrez político, que o senador Renan sabe manipular habilmente, mas não há paradoxo quanto à adversidade igual para ele enfrentar.

Ainda que o resultado da eleição municipal não deva balizar a eleição majoritária de 2022, esse é o quadro que se impõe no caminho do senador Renan, com essa pedra no meio para ser removida.

O resultado dessa eleição, além de mostrar a derrota do presidente Jair Bolsonaro e do próprio PT, mostrou também que se busca o centro como equilibrio, descartando-se o radicalismo de direita ou de esquerda.

Compete agora a vencedores e vencidos fazerem essa auto-critica, na expectativa de recuperarem a confiança de milhões de eleitores que não foram votar ou foram votar, mas anularam o voto.

Ah, ia-me esquecendo de dizer que, se o combinado não é caro, o vice-prefeito Ronaldo Lessa assume a prefeitura em abril de 2022, com JHC disputando o governo do Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A derrota de Bolsonaro e bolsonaristas, inquieta o governo
   29 de novembro de 2020   │     20:55  │  32

Das derrotas que o presidente Jair Bolsonaro amargou nessa eleição municipal, a que mais lhe doeu foi o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ter perdido pelo placar humilhante.

Na ”live” que realiza às quinta-feiras, Bolsonaro apareceu com cartazes de Crivella acomodados estrategicamente, tentando iludir os incautos. O presidente é o maior derrotado dessa eleição, pois não conseguiu eleger nenhum dos seus candidatos a prefeitos nas grandes cidades.

Ele culpa agora as urnas eletrônicas, ensaio para 2022, ou seja, exercita a desculpa antecipada no caso de ser derrotado na tentativa de se reeleger. E, voltando ao Rio de Janeiro, que o presidente aprenda a lição e, finalmente, entenda que o Brasil é maior que os punguistas de Jesus.

Viva o Brasil!

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Desemprego atinge 14 milhões de brasileiros, recorde histórico
   28 de novembro de 2020   │     15:48  │  13

Lembra-se do “crescimento em Vê” da economia, projetado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes? Esqueça.

O Brasil caminha para enfrentar a maior crise dos últimos 30 anos, após a tragédia econômica do governo Sarney.

Sem plano para recuperar a economia e enfrentando a desconfiança dos investidores, que já retiraram do país mais de 150 bilhões de dólares nesses últimos dois anos, o quadro que se desenha para 2021 é ainda mais grave.

E não dá para atribuir esse quadro negativo da economia apenas à pandemia causada pelo coronavírus, porque antes da pandemia a falta de confiança nas ações do governo já sinalizavam para esses números negativos.

Acrescente-se a esse número de desempregados os mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na informalidade e os mais de 30 milhões de desalentados, ou seja, os que desistiram de procurar emprego.

Mas, o ministro Paulo Guedes se mantém otimista e aposta nas privatizações e na criação da nova CPMF, incidindo também nas operações de compras digitais, para recuperação da economia.

O problema é que o mercado demonstra não levar Guedes a sério.

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