Lula será condenado dia 24 de janeiro a 24 anos de prisão?
   15 de dezembro de 2017   │     9:13  │  107

Brasília – A justiça marcou o depoimento do ex-presidente Lula para o dia 24 de janeiro do ano que vem, exatamente no dia que completará 1 ano que a esposa dele sofreu o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e que a levou à morte.

Coincidência?

Lula vai depor no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado no Rio Grande do Sul e responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato em 2ª instância.

Há quem antecipe a sentença apostando que ele será condenado a 24 anos de prisão. Será?

A pressa com que o julgamento foi marcado chamou a atenção pelo ineditismo e alimentou as suspeitas sobre o resultado prévio da condenação. Ou seja: o Lula será condenado, embora o processo contra ele esteja baseado na convicção do juiz Sérgio Moro, sem as provas cabais dos crimes que lhe são imputados.

Lula mantém sua disposição de disputar a presidência da República em 2018, mas é cada vez mais remota a chance de deixarem que se candidate por vários motivos:

1)O ineditismo de ser o primeiro na história da República brasileira, desde 1889, a disputar uma eleição presidencial por três vezes.

2)A Operação Lava Jato estará incompleta se não impedir o Lula de disputar a eleição presidencial.

Mas, ainda que supere esses dilemas, o problema continua porque não há como impedir o Lula de influenciar a disputa presidencial. Ou seja: não vão deixar o Lula disputar a eleição, mas não poderão impedi-lo de apoiar e pedir votos para um candidato.

O prefeito de São Paulo, João Dória, arqui-inimigo de Lula, foi o primeiro a reconhecer isso publicamente.

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Se a polícia colocar o preso no pau-de-arara a delação vale?
   13 de dezembro de 2017   │     20:15  │  54

Brasília – O Supremo Tribunal Federal protagonizou – ainda faltam 4 votos -, o seguinte dilema:

Se a polícia colocar o preso no pau-de-arara a delação deve ser chamada de premiada ou torturada?

Ou seja: a delação vale?

Não!

Não venham dizer que há recursos para investigar se a deleção é legal, ou seja, se não foi feita sob tortura, porque não há.

Não há.

Choque elétrico no solado do pé ou um afogamento sobre controle, com saco de plástico impedindo a respiração e mergulho até a vítima produzir sete borbulhas, não deixam vestígios.

E o autor da denúncia é o Ministério Público.

Esse é um lado. Mas, tem o outro lado.

E se depois o preso disser que delatou porque foi torturado? Que recebeu choque elétrico, que foi afogado várias vezes, etc., etc., e tal?

Quem vai constatar se o preso está mentindo? Ou melhor: quem vai comprovar que a polícia ou o preso mentiram?

E que não venham dizer que há meios de provar porque não há.

E tem mais: com a decisão até agora favorável no Supremo, que, aliás, vem na contramão do clamor da sociedade por uma justiça ágil, como promover agilidade nos processos?

Isso porque, a defesa do réu terá mais “data vênia” e mais chance para os famigerados pedido de vista.

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Renan: “Temer instalou o semi-parlamentarismo”
     │     0:12  │  31

Brasília – Pelo twitter, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), uma das vozes dissonantes no partido em relação ao governo, postou isso:

Temer não reformou as aposentadorias. Mas, instalou o semi-parlamentarismo no país. Na quinta-feira (amanhã, 15), com a posse do Carlos Marun, completará o primeiro-Gabinete: o gabinete Eduardo Cunha.

De fato, o Cunha vende caro o silêncio dele e a desistência de lançar o livro-bomba, contando o que sabe sobre o processo de impeachment da presidente Dilma.

O próprio nome do livro é “Impeachment” e nele consta a frase escrita por Cunha:

-“Quem com golpe fere, com golpe será ferido”.

Cunha também envolveu Temer no depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro, quando fez dezenas de perguntas que o Moro censurou.

Por que Cunha desistiu de lançar o livro?

Ele agora é o homem forte da República e depois de impor o líder do governo no Congresso, patrocinou a nomeação do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para o lugar do tucano Antônio Impassahy.

A posse de Marun está marcada para esta quinta-feira, 14.

O senador Renan, ao postar que Temer não reformou as aposentadorias, lembrou que Temer acumula aposentadorias e recebe acima do teto constitucional.

Foram duas alfinetas de Renan, que o Temer suporta sem poder reagir contra os fatos.

 

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Supremo vai decide se o óbvio é ululante ou não é
   12 de dezembro de 2017   │     0:50  │  31

Brasília – Na próxima semana, que é a última antes do recesso de final de ano, o Supremo Tribunal Federal decidirá se o óbvio é ululante ou não.

Será que é?

Trata-se da flagrante da mala do Rocha Loures, correndo com R$ 500 mil de propina para o presidente Temer, cujo flagrante não dá margem à dúvida nenhuma.

Mas, …

Não existe dúvida para o Supremo decidir, porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Mas, …

Ou seja: o Temer tem foro privilegiado até 31 de dezembro de 2018, mas o Rocha Loures não tem.

Simples assim, daí se acreditar que o resultado no Supremo será por 11 votos a zero favorável à decisão corretíssima do ministro Edson Fachin.

Não há brecha para controvérsias, nem para data vênia, nem pedido de vista, nem embargo infringente.  Nada!

Mas, …

Ou será que alguém pedirá vista do óbvio ululante? Ou – pior -, será que alguém votará contra o óbvio ululante?

Eis a questão…

PS – O advogado do Ali Babá disse que seu cliente não conhece os 40 ladrões e que a denúncia contra o seu cliente é calunioso e que vai provar a sua inocência (KKKKK) na justiça.

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Alckmin assume PSDB fingindo não estar na lista de propinas da Odebrecht
   11 de dezembro de 2017   │     13:04  │  30

Brasília – Identificado na lista de pagamento de propina da empreiteira Odebrecht como “Santo”, uma alusão a São Geraldo, o governador de São Paulo e novo presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, fez um discurso considerado autobiográfico para atacar o ex-presidente Lula.

Ele criticou a corrupção.

Mas, apenas a corrupção do Lula, embora, diferente dos quadros do PSDB, o ex-presidente esteja sendo denunciado sem as provas dos crimes. Bastaria a denúncia, com as provas, contra o ex-presidente tucano, o senador Aécio Neves, para desautorizar o discurso de Alckmin.

A convenção do PSDB foi marcada pelo constrangimento imposto ao Aécio, que foi vaiado e teve deixar o local da convenção pela porta dos fundos, e o discurso de Alckmin, que tentou em vão passar a imagem de que não é ele o “Santo” da lista de propina da Odebrecht.

Não deu certo, claro. Mas, não custa tentar até porque o PSDB sequer estaria no segundo turno da eleição presidencial e a luta agora é contra o tempo.

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