Bolsonaro segue o rastro do Lula, para eliminar Moro
   14 de agosto de 2020   │     12:58  │  9

Com a melhor avaliação desde a posse, o presidente Jair Bolsonaro investe agora nos redutos do ex-presidente Lula, para se descolar ainda mais de Sérgio Moro, o candidato da direita à direita de Bolsonaro.

Bolsonaro confirmou que vai intensificar suas viagens às regiões Norte e Nordeste, para se contrapor a Moro, que pretende manter a hegemonia no Sul e Sudeste, onde ajudou a eleger Bolsonaro.

Mas, tudo isso, mantendo na mira o Lula, que foi impedido de se candidatar a presidente em 2018 devido ao “golpe jurídico” comandado por Moro com a conivência da mídia tradicional.

O presidente já admitiu, inclusive, voltar ao PSL, depois da tentativa malograda de criar o seu próprio partido.

Ao mesmo tempo, está em curso as tratativas para impedir novamente o Lula de disputar  a presidência da República. A dificuldade é encontrar argumento jurídico sólido, tendo em vista que a farsa montada pela Operação Lava Jato foi desmascarada, ou seja, o Lula foi condenado sem as provas dos crimes lhe atribuídos, na maior falcatrua judicial da história o direito penal brasileiro.

A eleição em 2022 promete e seria esclarecedora a cena de um debate na televisão entre esses três candidatos. Que acham?

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Até quando Guedes vai continuar enganando o presidente Bolsonaro?
   12 de agosto de 2020   │     14:52  │  31

Em janeiro de 2019, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que “em seis meses”, ou seja, em junho, o país estaria vivendo sob pleno emprego e a economia iria deslanchar.

Errou.

Aí, Guedes elevou a projeção para “meados do segundo semestre” ( de 2019) e errou novamente.

Era mais um chute e os investidores retiraram do Brasil R$ 41 bilhões em investimentos.

Excelente tocador de violino desafinado, em 2020 Guedes voltou a fazer projeções sem base, na expectativa de que o “chute” desse certo, mas não deu e, desconfiados, os investidores retiraram mais R$ 44 bilhões, um recorde, em apenas 6 meses, este ano.

Mas, Guedes permanece tocando o violino desafinado, tentando iludir o presidente Jair Bolsonaro, que está sendo alertado sobre a incapacidade de Guedes de tocar a economia e fazer o país crescer.

Há quem diga que o presidente já descobriu a incapacidade de Guedes, mas segura a onda para não agravar ainda mais a crise econômica que se pronuncia gravíssima, em parte devido à pandemia causada pelo coronavírus, em parte devido a incompetência do ministro da Economia.

Além da ala governista, entre ela os militares, alertando Bolsonaro sobre a incapacidade de Guedes para gerir a economia, também a base governista no Congresso Nacional já descobriu que o ministro da Economia não tem nenhum plano para o país.

Para agravar, teve recentemente a operação autorizada por Guedes para o Banco do Brasil  vender ao BTG Pactual – banco que Guedes é um dos fundadores -,  por R$ 300 milhões, títulos de créditos não honrados que na verdade valiam R$ 3 bilhões.

Um negócio milionário para o BTG Pactual, que deve lucrar mais de R$ 1 bilhão, mas Guedes justificou que o Banco do Brasil não iria mais ficar com “papel podre”, como é chamado os títulos dos inadimplentes.

Mentira.

Ato contínuo, Guedes autorizou o Banco do Brasil a comprar os “papéis podres” do Banco Votorantim, no valor de R$ 300 milhões – coincidência ser R$ 300 milhões? Nao, porque coincidência não existe -, amenizando o prejuízo da massa falida.

Finalmente, para quem não sabe, Paulo Guedes integrou o chamado grupo conhecido como Chicago Boys, que levou o Chile à bancarrota, depois de ter destruído o sistema previdenciário e de aposentadoria chileno.

Ou seja, Bolsonaro sabe que Guedes é o seu pior inimigo e pode levar também o seu governo à bancarrota, igual ajudou a levar o Chile..

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Governo reconhece que queimadas na Amazônia aumentaram
   11 de agosto de 2020   │     15:58  │  11

Todos, exceto o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores, sabiam que a política do governo para a Amazônio estimulava o desmatamento e iri trzer problemas serios para o país..

Trata-se da política de incentivo ao uso da motosserra e ao extermínio dos povos indígenas.

-“Odeio esse termo povos indigenas” -, confessou o Abrahão Weintraub, foragido da justiça brasileira, depoi de tentar destruir o ensino superior público brasileiro.

Bolsonaro não ouvia as ponderações sensatas sobre o tema e, parafraseando o ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, foi “passano com a boiada e ligando a motosserra”, derrubando tudo que estava em pé.

Enquanto isso, o presidente brasileiro atacava os ativistas ambientais, agredia o presidente da França e outras autoridades, e sobrou até o ator Leonardo de Capriu.

Foi aí que os democratas nos Estados Unidos se rebelaram e aprovaram documento na Câmara de Deputados enquadrando o governo brasileiro. Ou pára de queimar a Amazônia, ou sofrerá graves punições.

Nesta terça-feira, 11, na reunião com representantes dos países que integram a Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu que o desmatamento aumentou no ano passado e prometeu mais rigor no combate às queimadas.

Oxalá haja tempo de reverter o estrago que Bolsonaro causou com o seu estímulo às queimadas e à devastação, porque as penalidades a serem impostas ao Brasil têm duros reflexos nas exportações, que podem sofrer boicote devido à política de estímulo à motosserra.

E de nada adiantou o governo brasileiro censurar o conteúdo da discussão na reunião desta terça-feira, 11, porque a televisão da Colômbia vazou o vídeo e o áudio, nos quais o vice-presidente Mourão admite que o governo brasileiro errou e fez a “mea-culpa” sobre as queimadas.

Vamos aguardar para saber se a comunidade internacional ainda acredita no governo brasileiro.

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Perdido, governo joga a culpa da trgédia para quem não é culpado
   10 de agosto de 2020   │     21:56  │  22

Perdido no próprio emaranhado que traçou, o presidente Jair Bolsonaro se viu agora obrigado a comandar meia-volta e mudar o rumo – e o discurso -, sobre a pandemia causada pelo coronavírus.

Depois de desdenhar da pandemia e das mortes; desobedecer orientação para usar máscara; promover e participar de aglomerações, ajudando a espalhar o vírus, e manter o país sem ministro da Saúde, Bolsonaro foi alertado de que a conta no futuro próximo virá salgada para ele.

É verdade que o presidente melhorou na avaliação popular positiva sobre o seu governo, mas isto se deve única e exclusivamente ao pagamento do auxílio emergencial. Como não dá para o governo manter indefinidamente esse pagamento, quando a fonte secar, essa avaliação positiva volátil vai se dissipar.

Bolsonaro tenta culpar os estados, os município e o próprio Supremo Tribunal Federal pelo número de mortos, mas, é exatamente o contrário. Se não fossem os governadores, os prefeitos e o Supremo, o número já teria ultrapassado os 100 mil mortos em junho passado, conforme alertou o médico Luiz Henrique Mandetta, ao se demitir do cargo de ministro da Saúde, por discordar da orientação do presidente contra as medidas de isolamento e fechamento do comércio.

O próprio Bolsonaro acabou vaiado, na Asa Norte em Brasília, ao promover aglomerações numa padaria. Imagine que a área é de classe média alta, onde ele obteve quase 100% dos votos para presidente e, talvez por isso, nunca mais repetiu a visita.

Parece também que o presidente, finalmente, se conscientizou de que o pior virá no pós-pandemia, com a gravíssima crise econômica, que não é decorrente apenas da pandemia, porque desde o ano passado os números de queda de investimento e fuga de capitais já eram elevados.

Em 12 meses, mais de 70 bilhões de dólares foram retirados do país, em parte por causa dos atrativos não compensadores em relação a outros países, em parte porque o governo brasileiro estava promovendo seguidas trapalhadas, especialmente, estimulando que se tocasse fogo na Amazônia.

A conta dos estragos veio cedo e o governo tenta agora jogar a culpa para quem não tem culpa nenhuma, amparando-se na máxima do nazi-fascismo, segundo a qual uma mentira repetida 20 vezes – ou compartilhada nas redes sociais, para usar o meio moderno -, vira verdade.

 

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São 100 mil mortos ou 100 mil assassinados?
   9 de agosto de 2020   │     19:03  │  45

A “gripezinha” que, segundo o presidente Jair Bolsonaro, iria matar “no máximo umas 800 pessoas”, já matou mais de 100 mil brasileiros.

Parafraseando Bolsonaro, “e daí?”

Bolsonaro não é coveiro e ele fez questão de afirmar isto, para justificar que “não conta mortos”. Assim, o Brasil caminha acelerado rumo às 200 mil mortes, aliás, número estimado – pasmem! -, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Enquanto isso, o país continua sem ministro da Saúde. Os dois médicos que haviam assumido a pasta pediram demissão, porque não concordavam com a orientação irresponsável e genocida do governo.

Sendo assim, fica a dúvida: o correto é dizer que são 100 mil mortos ou 100 mil assassinatos consentidos e, pior, podendo chegar a 200 mil?

 

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