Um café com Bob Vilanova: “Bolsonaro não é o noviço rebelde”
   29 de maio de 2020   │     23:28  │  24

Olá, tudo bem com vocês? A pergunta é difícil, a resposta é mais ainda, em tempos de pandemia. Mas, venho trazer para todos que me acompanha uma novidade: com esta postagem estou inaugurando um novo desafio na minha carreira, que é trazer para vocês comentários explorando a linguagem audiovisual.

Conto com a interação de todos que me acompanham nesta trajetória; concordem, descordem, a livre opinião é fundamental para fortalecimento da nossa democracia. Fique aí com o primeiro conteúdo audiovisual do nosso blog. Agora vocês terão Um café com o Bob!

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Quais os 2 ministros do Supremo seriam mortos?
     │     4:07  │  20

O Brasil chegou esta semana ao primeiro lugar no número de mortes diárias causadas pela pandemia do COVID -19, no mundo.

Era nisso que ia dar – e deu -, a gestão do governo brasileira para o combate à pandemia, indo na contramão mundial.

Primeiro, o presidente Jair Bolsonaro negou a gravidade da pandemia, disse que se tratava de uma “gripezinha”; admitiu que a “gripezinha” iria “matar alguns, principalmente os velhos”; desdenhou dos números de vítimas; demitiu os médicos Luiz Eduardo Mandetta e Nelson Teich, do Ministério da Saúde, porque os ministros-médicos se recusaram a seguir as suas orientações para combater a pandemia, e se expôs às ruas, aglomerando-se em lugares público e estimulando a contaminação.

Esse é o quadro da crise fabricada pelo próprio Bolsonaro, mas referente aos seis primeiros meses deste ano de 2020. De ordinário, a crise se instalou mesmo logo após a posse, com os embates políticos internos, que levaram a saída de antigos aliados, como o falecido Gustavo Bebiano, um fiel seguidor e amigo leal, e o general Santos Cruz, entre outros.

Todos esses fieis seguidores que Bolsonaro demitiu, não por coincidência, se indispuseram com seus filhos, principalmente o Carlos Bolsonaro, que é apontado como “comandante” do chamado gabinete do ódio, de onde se disparam fake news e ataques a adversários, incluindo aí ameaças de mortes, sequestros e atentados.

De acordo com as gravações obtidas na operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a rede comandada pelo gabinete do ódio discutia matar dois ministros do STF com “tiros pelas costas”; discutia ameaçar esposa, filhos e parentes dos ministros , entre outros crimes, “para tocar terror”.

É necessário que se entenda ser esse o objetivo da investigação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no que está corretíssimo, mas entenda-se também a reação contrária do presidente Bolsonaro, que deturpa o real objetivo da ação, mas é porque sabe que a investigação chegará fatalmente ao gabinete do ódio e que o gabinete do ódio é comandado pelo filho Carlos.

Esse é o único motivo da reação destrambelhada do presidente, que estava nervoso e por reação natural de quem está também muito preocupado. A deputada Joice Hashelmann, ex-aliada e testemunha ocular do submundo do gabinete do ódio, já disse saber o que “eles fizeram no verão passado”.

O senador Flávio Bolsonaro tentou impedir o funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ( CPMI ), que investiga a difusão das fake news, e não conseguiu. Chegou a pedir para o Supremo Tribunal Federal decretar a CPMI ilegal e anular todas as provas já obtidas, atitudes que explicam o nervosismo do presidente Jair Bolsonaro.

O governo só tem a “comemorar”que o país estar chegar aos 30 mil mortos, se esse número vale para a promessa de campanha. Enquanto isso, uma parte do resto do país chora os seus mortos; outra parte fica indagando: para onde o governo está levando o Brasil?

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Ministro tocou o terror no gabinete do ódio
   28 de maio de 2020   │     3:02  │  17

Liberdade de imprensa tem o caminho de ida, que é livre e plano, e tem o caminho de volta, que também é livre e plano, ainda que podendo se tornar sinuoso para quem exerceu a liberdade de informar ou para quem se queixou da divulgação.

Se existe a prova – ou a fonte -, do que se publicou, o caminho sinuoso da volta se torna plano e livre; se não há prova – ou a fonte da informação -, então é crime que pode ser tipificado como calúnia, difamação, falso testemunho, prevaricação, etc., e tudo meticulosamente enquadrado na lei.

Não confundir, contudo, com a fábrica de notícias falsas difundidas pelo apelidado “gabinete do ódio”, instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto e comandado por Carlos Bolsonaro, numa sala vizinha a do pai, o presidente Jair Bolsonaro.

Esses detalhes explicam a violenta reação dos filhos do presidente, Carlos e Eduardo, contra a determinação corretíssima, irretocável e republicana do ministro do Supremo do Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mandando investigar essa fábrica de fake news ou notícias falsas que atacam autoridades em geral.

Eles dizem que exercem o direito à liberdade de expressão e estão certos; mas, desde que não esqueçam: a liberdade de expressão, como já dissemos, tem o caminho da volta – que é a prova daquilo que se publicou ou denunciou.

Imaginem uma figura conhecida como Sara Winter ameaçando o ministro Alexandre de Moraes: agora imaginem se o ministro ou a família dele – até empregadas domésticas, como prometeu Sara -, vierem a sofrer atos de violência! Como fica Sara?

Sara Winter, ainda que desconhecida do grande público, entre tantas ações de ativista de esquerda, hoje se dizendo arrependida e convertida ao cristianismo e à direita bolsonarista -, que exerceu incluem protestos anti-fascista. Também tentou participar do BBB da Rede Globo, colocando no seu perfil para análise ter sido prostituta por 10 meses.

Revoltada por não ter sido escolhida, ela invadiu uma gravação externa do BBB, num shopping, se dizendo contrária ao programa por estimular a libido.

Pois bem, esta figura é a líder do “acampamento dos 300”, na alameda da Esplanada dos Ministérios, bancado por empresários e simpatizantes bolsonaristas, e que Sara afirmou abrigar pessoas armadas “para reagir ao comunismo”.

Bolsonaro e os filhos tem todo o direito de reagirem contra a decisão do ministro Alexandre Moraes, afinal, a decisão mirou na ferida e chutou o pau da barraca. Diferente da Sara, eles têm imunidades que, num primeiro momento,os protegem, mas a Sara não tem; ela tentou se eleger deputada federal, mas não conseguiu.

E já brigou até com a deputada Carlas Zambelli, a mais bolsonarista das bolsonaristas.

 

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A vidente que antecipa operação da Polícia Federal
   27 de maio de 2020   │     6:32  │  14

Coincidência não existe; a coincidência só poderia existir se dois corpos pudessem ocupar o mesmo espaço, ao mesmo tempo.

E não pode.

Logo, a deputada bolsonarista Carlas Zambelli (PSL-SP), ao antecipar na segunda-feira, 25, que haveria uma operação policial para prender governadores, numa investigação que apura desvio de verbas destinadas à saúde, recebeu sim alguma informação privilegiada. A operação aconteceu no dia seguinte a informação privilegiada da deputada.

Quem informou à deputada, ou seja, quem vazou a operação? Eis a questão.

O marido da deputada é o coronel da PM cearense, Antônio Agrinaldo de Oliveira, comandante da Força Nacional. Mas, a deputada também tem trânsito fácil com delegados da Polícia Federal e chegou a fazer o papel de “madrinha” do delegado da PF Alexandre Ramagem, no esforço para convencer o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, a aceitá-lo como diretor-geral da PF.

Zambelli nega ter recebido informação privilegiada e justificou o “acerto na mosca”, na questão da operação da PF no Rio de Janeiro, contra o governador Wilson Wiltzel, como informações que já eram do conhecimento da imprensa – o que não é verdade.

O governador do Rio de Janeiro apoiou Jair Bolsonaro, mas se desentendeu com o presidente, que o considera agora desafeto. Não se trata, obviamente, de defender o governador a priori, mas que é tudo muito estranho, isso é.

No momento em que a família Bolsonaro está no centro das denúncias do empresário Paulo Marinho, um dos financiadores da campanha do presidente, é tudo muito estranho. O filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, pediu para ter acesso aos depoimentos de Marinho à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, negou.

Numa semana que o próprio presidente, numa decisão estranhíssima, pede para ser recebido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que terá de decidir até 6ª feira, 29, se denuncia ou não o presidente por tentativa de controle da Polícia Federal, a inesperada visita de Bolsonaro suscitou muitas ilações nada republicanas.

Está mesmo tudo muito, mas muitíssimo, mal-explicado e confuso. Primeiro, uma deputada que antecipa uma operação policial como se fosse uma vidente; segundo, o presidente que visita fora da agenda o procurador da República que deve denunciá-lo diante da robustez das provas e da fragilidade da defesa.

Só falta agora o empresário Paulo Marinho entregar seu celular para ser periciado e se comprovar se mentiu ou falou a verdade nos seus depoimentos à PF e ao MPF.

Ah! Não falta mais. O empresário já disse que entrega o seu celular a quem pedir primeiro, seja a Polícia Federal, seja o Ministério Público Federal.

Quem será que vai pedir o celular do empresário? Ou será que tão importante prova será descartada?

 

 

 

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“O homem que quebrou o Brasil”, diz jornal inglês sobre Bolsonaro
   25 de maio de 2020   │     20:24  │  32

Fundado em 1855, o jornal ultraconservador The Daily Telegraph circula há 165 anos em todo Reino Unido. Mas, nesses quase dois séculos de existência, nunca se leu manchete tão contundente contra um chefe de estado – exceção de Hittler e Mussolini, durante a II Guerra Mundial-, igual a manchete publicada sobre o Brasil atual.

– The man who broke Brazil ( O homem que quebrou o Brasil ) ~, diz a manchete do jornal inglês, porta voz da classe conservadora inglesa, anticomunista e antifascista.

Ou seja: o presidente brasileiro perdeu o respeito da China comunista, da França, da Alemanha e da ultra-direita inglesa. Bolsonaro virou motivo de chacota para o mundo e o mais complicado para ele é que esse conceito começou a ser formado a partir – pasmem! -, a partir dos Estados Unidos, ao ponto de nem mesmo o presidente Donald Trump se sentir mais a vontade para defendê-lo.

Para onde Bolsonaro vai levar o Brasil, ainda não dá para vislumbrar. Mas, com toda certeza, não levará o país a um porto  seguro estimulando e mantendo esse conceito depreciativo para ele e para o país que o tolera e aplaude.

Se houver o mínimo de responsabilidade e compromisso com o país, o presidente deve refletir sobre a manchete do jornal inglês.

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