Viúva e o advogado mantém versão de queima de arquivo
   14 de fevereiro de 2020   │     16:18  │  21

Brasília – O médico-legista Matheus Fonseca Galvão, professor da UnB e ex-diretor do Instituto Médico Legal do Distrito Federal, analisou as fotos do corpo do ex-capitão Adriano da Nóbrega e admitiu a possibilidade de ele ter sido executado com tiros disparados a curta distância.

As fotos lhe foram entregues pela revista VEJA, que divulgou na sua edição on line desta sexta-feira, 14, a possibilidade de o ex-capitão ter sido mesmo executado, conforme denunciou a esposa dele, Julia Melo, e também o seu advogado, Paulo Emílio Catta Preta, como “queima de arquivo”.

O ex-capitão do BOPE da Polícia Militar do Rio de Janeiro é ligado a Ronnie Lessa e Fabrício Queiroz, sargentos reformados da PM carioca e seus ex-subordinados, ambos ligados à família Bolsonaro – o primeiro ( Ronnie)  está preso acusado de ter matado a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Adriano Gomes; e o outro ( Fabrício ) é ex-assessor do então deputado Flávio Bolsonaro, hoje senador, acusado no esquema conhecido como “rachadinha”, que desviava dinheiro da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Diante das suspeitas levantadas sobre o confronto que levou à morte do ex-capitão, o Ministério Público conseguiu impedir a cremação do corpo. A polícia baiana mantém a versão de que Adriano da Nóbrega reagiu à prisão e por isso foi morto, mas não quis comentar sobre o laudo que apontam terem sido os disparos efetuados a curta distância.

Outro questionamento que também está sem resposta é como o ex-capitão conseguiu empreender fuga até o município de Esplanada, a 160 quilômetros de onde tinha sido localizado, nadando numa lagoa sem danificar os 13 aparelhos de celular que estavam com ele?

Em tempo: o ex-capitão, que foi condecorado duas vezes na Assembléia Legislativa o Rio, por iniciativa do então deputado Flávio Bolsonaro, também é apontado por envolvimento direto nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.

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Muitos tiros de fora pra dentro e nenhum de dentro pra fora
   11 de fevereiro de 2020   │     20:08  │  24

Brasília – O ex-capitão do BOPE do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega, cheirava a defunto – era assim que se dizia sobre ele -, porque não poderia se entregar e ele próprio confessava que seria assassinado ou executado, o que de fato aconteceu.

Ele revelou isso para o seu advogado e, obviamente, deve ter revelado também o motivo da conclusão tão funesta.

O ex-capitão foi executado num sitio no município baiano de Esplanada, que pertence ao vereador do PSL Gilson Neto, que “não sabia” que havia hospedado no seu imóvel uma figura tão importante no mundo do crime, um ex-chefe na PM carioca dos sargentos reformados Ronnie Lessa e Fabrício Queiroz – o primeiro preso pelo envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes; e o segundo envolvido no esquema das “rachadinhas”.

O ex-capitão seria a terceira pessoa que estava no carro que conduziu os matadores da vereadora e do motorista dela, mas, estranhamente, não consta no processo. Por que? Teria ele feito alguma ameaça tipo, revelar os detalhes das reuniões no Condomínio Vivendas da Barra, onde se tramaram os assassinatos da vereadora?

São perguntas que ficarão sem respostas. Mas, o caso não parece se encerrar com a execução do ex-capitão e muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte imensa formada por dúvidas devido às perguntas sem respostas ou com respostas que não batem..

Aguardemos as cenas dos próximo capítulos, porque o fio da meada parece que já foi localizado.

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Desculpa falsa do ministro, que chamou servidor de parasita
   10 de fevereiro de 2020   │     17:35  │  13

Brasília – O ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não resolveu os problemas da economia, mas já sabe onde está o “xis” da questão. Segundo deixou transparecer, o “xis” da questão são os “parasitas”, nova nomenclatura usada por ele para definir o servidor público.

Os “parasitas”, ou servidor público municipal, estadual e federal, compuseram o expressivo rol de eleitores que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro. O ministro se desculpou, mas tapa dado e palavra dita não se abaga, até porque Guedes pensa exatamente isso mesmo – os servidores públicos são parasitas.

Para quem não conhece Guedes, cabe apresentá-lo. Ele integra o grupo de economistas conhecidos como “Chicago Boys”, que destruiu a economia do Chile com as reformas implementadas lá – as mesmas reformas que o ministro está  apresentando para o Brasil.

É a política do “estado mínimo” e, não por coincidência, a irmã do ministro, Elizabeth Guedes, é a líder do comércio de diplomas universitários emitidos pelas empresas privadas de ensino superior. Não é exagero afirmar que o ensino superior púbico corre sérios riscos, na atual gestão.

Mas, é isso. Gostem ou não os barnabés, mas o ministro Paulo Guedes pensa exatamente isso: os servidores públicos são parasitas, para ele, daí o projeto em curso do “estado mínimo”, conforme defendem os “Chicago Boys”.

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Pedalada fiscal agora se chama “drible”
   5 de fevereiro de 2020   │     2:01  │  15

Brasília – Se não mudou nada para melhor nos últimos dois anos, pelo menos já se sabe que “pedalada fiscal”, que levou ao impeachment da presidente Dilma Roussef, agora se chama “drible”.

Mas, continuaremos chamando de “pedalada fiscal” mesmo, para não seguir a mudança de nomenclatura e ajudar a confundir os incautos. Porque foi exatamente “pedalada fiscal” o que o ministro da Economia, Paulo Guede, fez para fechar as contas do governo em 2019.

Guedes remanejou R$ 55 bilhões para amenizar o estouro no orçamento; a ex-presidente Dilma remanejou bem menos, ou seja, R$ 33 bilhões, para evitar que o preço da gasolina ultrapassasse os R$ 2,70 o litro e para tal bancou o preço estipulado pela Petrobras com dinheiro tomado emprestado da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Os “juristas” que, na época, sustentaram com tanta veemência o que eles qualificaram de crime, calaram-se. Talvez porque “pedalada fiscal” agora se chama “drible” e não é mais crime.

Cabe lembrar que desde o advento do Plano Real e logo no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, praticou as “pedaladas fiscais”. Sendo assim, o Brasil mudou desmudando-se sem o menor constrangimento e o que era crime antes agora não é mais.

Coisas do Brasil mesmo.

 

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Bolsonaro vê Moro como o calo no seu pé para 2022
   3 de fevereiro de 2020   │     13:14  │  13

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro ainda não definiu o que fazer com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. No meio do ano vai abir uma vaga no Supremo Tribunal Federal, com a aposentadoria compulsória do ministro Celso de Melo, o decano da corte.

Em 2021, vai surgir outra vaga, com a aposentadoria compulsória do ministro Marco Aurélio Mello, e Bolsonaro já se comprometeu a  indicar um evangélico para o cargo.

Mas, o problema não é a vaga para Sérgio Moro, o problema é que Bolsonaro tem em Moro um adversário na corrida presidencial para a sua reeleição em 2022. O presidente tentou esvaziar o Ministério da Justiça, anunciado a recriação do Ministério da Segurança Pública, mas recuou devido a reação do próprio Moro, que se queixou junto ao vice-presidente Hamilton Mourão.

Como ironia do destino, Moro acabou virando o calo no pé de Bolsonaro, que vem minando a atuação do ministro da Justiça e retirou-lhe a garantia de carta branca para 100% dos seus atos. Não é mais assim, mas Moro se mantém quieto.

O dilema persiste porque Bolsonaro acredita que Moro vai disputar a presidência da República em 2020. Cabe recordar que o pai de Moro foi um dos fundadores do PSDB no Paraná e teve atividade política-partidária intensa no estado.

Além disso, Moro não simpatiza com a ideia de ser vice de Bolsonaro em 2022, porque ele está embalado como principal avalista do governo, com índice de aprovação popular maior do que o presidente.

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