Vende-se um 38 novinho na caixa!
   16 de janeiro de 2019   │     17:57  │  20

Brasília – Depois de investir maciçamente na construção de presídios, o governo brasileiro agora libera a posse de armas.

Quem tem ficha limpa na polícia pode comprar até 4 pistolas. Sim, porque quem tem ficha suja na polícia já possui a sua arma; não precisa de autorização.

Não se pode confundir posse com porte, mas a posse é o primeiro passo para o porte – que virá futuramente, retroagindo o país ao tempo dos faroestes americanos.

Trata-se de promessa de campanha que o presidente Jair Bolsonaro assumiu mesmo tendo sido ele próprio vítima de assalto no Rio de Janeiro, e estava armado, mas não reagiu porque sabia que não teria chance alguma.

Uma promessa de campanha cumprida, mas que pode ser inserida dentro de outro contexto fora da disputa eleitoral. É que a política do governo – de todos os governos -, falhou e a construção de presídios não inibiu a criminalidade, pelo contrário, os presídios brasileiros são “universidades” onde se pós graduam os criminosos.

O preso entra como traficante e sai assaltante de bancos; entra como ladrão de galinha e sai especializado em roubo de carro e de cargas e não vai ser a população armada que vai inibir ou combater esse quadro dantesco.

A população continuará sendo a principal vítima.

Mas, não foi por falta de aviso. O sociólogo Darcy Ribeiro avisou exaustivamente para onde o país estava sendo levado de roldão; quem não constrói escolas terá de construir presídios, assim como quem não investe em livros terá de comprar pistolas.

Vamos aguardar para saber quem cresceu mais, se o mercado de armas ou o comercio de caixão funerário.

Aproveitando a oportunidade, o amigo leitor quer me comprar um 38 novinho na caixa?

– É Taurus, é?

É não. É Vulcabrás.

COMENTÁRIOS 20

Bolsonaro não responde a Renan, que briga com Dellagnol
   15 de janeiro de 2019   │     21:59  │  4

Brasília – O procurador-chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dellagnol, lidera a cruzada que defende eleição aberta para a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado.

Pela Internet, ele já recolheu 430 mil assinaturas e anuncia que deseja somar 500 mil até a eleição nas duas Casas do Congresso Nacional, marcada para 1º de fevereiro.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) reagiu pelo twiter afirmando que Dellagnol “continua proferindo palavras debeis, vazias e com interesse político, como um ser possuído”.

Renan passou recibo, o que não era da sua postura, e deu margens a outras avaliações sobre o processo eleitoral na escolha do próximo presidente do Senado.

O ministro Dias Toffoli, no plantão do Supremo Tribunal Federal, decidiu na semana passada que a votação deve ser fechada, ou seja, secreta. Mas, Dellagnol acredita que a pressão popular pode reverter a decisão.

Há quem garanta que, com o voto secreto, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pavimentam a vitória na disputa pela presidência da Câmara e do Senado, respectivamente.

Se na Câmara, Maia já parece recomposto com o governo Bolsonaro e, especialmente, o partido do presidente, o PSL, no Senado há a incógnita. Em entrevista a O Globo, na semana passada, Renan se insinuou para Bolsonaro, mas não obteve resposta.

– “Se ele ( Bolsonaro ) me chamar  para conversar, eu vou” – disse Renan.

Igual à Câmara, houve uma renovação histórica no Senado e Renan é um dos sobreviventes, salvo em parte pelo prestígio do filho, governador alagoana muito bem avaliado, e em parte pela “engenharia política” que ele próprio arquitetou ao estimular a candidatura do ( ainda ) deputado federal e ex-ministro Maurício Quintela.

Quintela não se elegeu, mas derrotou o senador Benedito de Lira, que havia obtido 800 mil votos em 2010 e na eleição de 2018 viu mais de 400 mil votos dele migrarem para Quintela. Foi o suficiente para garantir a eleição de Renan.

Interessante é que, se antes, a convicção sobre que o voto secreto favorecia a Renan era unanimidade, agora já se faz outra leitura.  O senador major Olímpio (PSL-SP), que chegou a dizer que não havia senador que não devia favor a Renan, já analisa que esses “devedores” são mais propensos a não votar no credor se o voto for secreto.

Ou seja, com o voto aberto eles teriam de mostrar o rosto e declarar o voto contra.

A disputa se acirra à medida que se aproxima o final do recesso parlamentar. Será, sem dúvida, a mais acirrada disputa da história do Senado e Renan tem duas etapas a vencer – a primeira etapa, dentro do próprio MDB, porque a senadora Simone Tebet (MT) também almeja a presidência do Senado e, por conseguinte, do Congresso Nacional.

 

COMENTÁRIOS 4

Governo Bolsonaro já ensaia apoio a senadores alagoanos
   14 de janeiro de 2019   │     9:03  │  11

por Aprigio Vilanova*

A eleição para presidência do Senado promete ser a mais disputada dos últimos anos, são muitos candidatos na disputa e dois senadores alagoanos com fortes chances de vitória, Fernando Collor (PTC) e Renan Calheiros (MDB).

Pelo que vem sinalizando, o presidente Jair Bolsonaro prefere o nome de Fernando Collor. Na última cerimônia em público, Bolsonaro foi flagrado mostrando um bilhete com o nome de Collor para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Nesta segunda (14), o Painel da Folha de S. Paulo, traz uma notícia de bastidor dando conta de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, dá sinais de que apoiará o senador Renan Calheiros para a mesa do Senado.  

Sendo Collor ou Renan, o fato é que o Palácio do Planalto busca um nome forte para tocar as reformas que o governo pretende implementar, entre elas a reforma da Previdência. É esperar para ver os movimentos que o governo ensaia em busca de apoio na câmara alta.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG 

COMENTÁRIOS 11

Bolsonaro quer saber se Collor será candidato
   12 de janeiro de 2019   │     4:37  │  12

Flagrante do repórter fotográfico Pedro Ladeira da Folhapress

por Aprigio Vilanova*

O repórter fotográfico da Folhapress, Pedro Ladeira, registrou com sua câmera o bilhete que o presidente, Jair Bolsonaro (PSL), mostrou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), na cerimônia de formatura dos novos procuradores da República.

No bilhete estava escrito: “Collor é candidato?”.  Após ler o bilhete, Maia sorriu e falou algo, em tom de cochicho, ao pé da orelha, para Bolsonaro. Após a diplomação, os repórteres questionaram Rodrigo Maia acerca da resposta, mas ele preferiu não revelar o conteúdo.

Bolsonaro está preocupado com a eleição para a mesa diretora do Senado Federal. Na Câmara o candidato de Bolsonaro é Rodrigo Maia que conta também com o apoio do PSL e de outros 11 partidos (PSD, PR, PRB, PSDB, DEM, SD, Podemos, PPS, PROS, PSC e Avante). 

Até o momento os possíveis candidatos à presidência do Senado são: Renan Calheiros (PMDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS), Tasso Jeiressati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Angelo Coronel (PSD-BA), Esperidião Amin (PP-SC), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Major Olímpio (PSL-SP), este do partido de Bolsonaro. 

O senador, Fernando Collor (PTC), não revelou se será candidato.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

COMENTÁRIOS 12

Flávio Bolsonaro não comparece, seguidores reclamam e MP solta nota
   10 de janeiro de 2019   │     16:52  │  9

Depoimento de Flávio Bolsonaro está marcado para esta quinta (10)

por Aprigio Vilanova*

Como já erá esperado, o senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não compareceu para prestar os esclarecimentos ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), acerca da movimentação bancária de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

Flávio se pronunciou através de sua rede social e informou não é investigado e que não teve acesso aos autos do processo, o senador se comprometeu a agendar a data e a hora para esclarecer todas as dúvidas do MP-RJ.

Ainda na postagem, o senador da família Bolsonaro, atribui a imprensa o papel de querer induzir a opinião pública a responsabilizá-lo. Flávio afirma que não pode ser responsabilizado por atos de terceiros. 

Reprodução da postagem na rede social

Até o presente momento nenhum dos envolvidos atenderam a convocação do MP-RJ. Fabrício Queiroz não compareceu a nenhuma das três tentativas do MP de ouvi-lo, as filhas e a esposa de Queiroz também não compareceram ao depoimento marcado para esta terça (08), hoje foi a vez de Flávio Bolsonaro ignorar a convocação do MP-RJ.

A  argumentação do senador gerou várias críticas entre os seus seguidores, muitos se declararam eleitores do senador eleito e cobraram um esclarecimento rápido do episódio. 

 

Reprodução de comentários de seguidores e eleitores

Após o não comparecimento dos familiares de Queiroz (esposa e duas filhas), alegando estarem em São Paulo, acompanhando a recuperação do pai que passou por procedimento cirúrgico, o MP-RJ cogitou a possibilidade de quebrar os sigilos bancário e fiscal do ex-assessor de Flávio.

Nota do MP-RJ

O MP-RJ divulgou nota à imprensa, esta tarde, informando que o ainda deputado, Flávio Bolsonaro, fez uso de sua prerrogativa de função e irá agendar a data e hora do seu depoimento, o MP informou também que as investigações continuam com a realização de diligências sigilosas e oitivas de outras possíveis envolvidos.

veja a íntegra da nota

Reprodução do site do MP-RJ

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

COMENTÁRIOS 9