Governo vai recriar a CPMF, após a eleição
   23 de setembro de 2020   │     17:15  │  25

O presidente Jair Bolsonaro autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a negociar com o Congresso Nacional a volta da CPMF ( Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ).

Quando era deputado, Bolsonaro fez campanha e votou para derrubar a CPMF, alegando que se tratava de bi-tributação e era inconstitucional.

Mas, Bolsonaro mudou de ideia.

Guedes convenceu o presidente de que, para acabar com a desoneração da folha de pagamento das empresas, seria necessário criar o imposto soBre operações financeiras, eufemismo usado para camuflar a nova CPMF.

A proposta para a nova CPMF só deve ser apresentada após a eleição, para não prejudicar os candidatos a prefeitos e vereadores da base governista.

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Quer dizer que o índio inventou a motosserra? Sabia disso não…i
   22 de setembro de 2020   │     17:14  │  15

Estou em dúvida, depois do discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da assembléia da ONU ( Organização das Nações Unidas ). Quer dizer que o índio e o caboclo tocam foga na Floresta Amazônica?

Pensando bem, para o governo que já transplantou o mico-leão dourado para a Floresta Amazônica, culpar índio e caboclo é tolice. Mas, tolice que se transforma em hilário, ainda que tragicomico.

De acordo com o discurso do presidente, os índios ensinaram o branco a tocar fogo; os índios inventaram a motosserra e quando os brancos chegaram aqui estavam todos nus. Graças aos índios os brancos aprenderam a se vestir e ganhar dinheiro explorando minérios, derrubando árvores e explorando terras.

Tudo culpa do índio e do caboclo, nesse acordo à Caracu, onde o branco entra com a cara – o índio e o caboclo entram com o resto.

Lí também que Bolsonaro disse pagar 1 mil dólares, equivalente a 5 mil e 300 reais, de auxílio emergencial para combate à pandemia causada pelo coronavírus. Há muita diferença entre 600 reais e 1 mil dólares, logo, fica difícil acreditar que o presidente tenha se confundido.

Mas, ele disse isso mesmo, foi?

Caso não tenha se enganado, será que não é a tática de espalhar mentira na expectativa de que vire verdade, ainda que ilusória?

Não sei; só sei que foi assim.

A semana começou com o Brasil comprometendo-se a ceder uma área em Roraima, para o exército dos Estados Unidos montar a sua base e de lá, se quiser, invadir a Venezuela; e prossegue com essa fantástica descoberta, de acordo com o discurso do presidente na ONU, de que são os índios que inventaram as queimadas na Floresta Amazônica.

Esses índios e caboclos devem ser todos exportadores do agronegócio, garimpeiros ou madeireiros.

O que o governo brasileiro não entendeu é que faz o jogo dos seus próprios adversários, seja quando tenta tapar a fumaça negando a faísca, seja quando tenta enganá-los com o mico-leão dourado ilustrando uma postagem oficial sobre a Amazônia, sem explicar como o mico-leão dourado foi parar na Amazônia, se só existe na Mata Atlântica?.

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O Brasil já vai à guerra, para defender os Estados Unidos
   20 de setembro de 2020   │     14:50  │  25

Que tal uma guerra arranjada pelos Estados Unidos? O Brasil e a Colômbia seriam as “buchas de canhão”, ajudando a erguer a bandeira falsa de defesa da democracia na Venezuela?

Pois é isso o que se vislumbra com maior nitidez, depois da visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Pompeo, àquele que, caso se configure o conflito bélico, será o QG da tropa brasileira, em Pacaraimo, divisa com a Venezuela.

O presidente americano, Donald Trump, vê na derrubada do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, a oportunidade de garantir a sua reeleição, além, obviamente, de assumir o controle sobre uma das maiores reservas de petróleo no mundo. Os Estados Unidos avaliam que, em caso de guerra, o exército venezuelano seria facilmente dominado, porque tem poucas aeronaves e uma marinha fraca.

Estima também que haveria poucas baixas.

O cenário está formado e os atores já estão em cena. O Brasil deslocou tropas e aviõe para a fronteira com a Venezuela, enquanto Mark Pompeo, antes de voltar para os Estados Unidos, passou na Colômbia, país que também compõe a “bucha de canhão” montada pelos Estados Unidos.

Mas, convém lembrar que a China e a Rússia têm mais de 70 bilhões de dólares investidos na Venezuela, que produz petróleo e abastece a Asia. Será que os chineses  os russos iriam fingir que nada vêem ou iriam intervir para dfenderem os seus interesses?

Não se sabe, mas aposto que vão reagir.

Para o presidente Jair Bolsonaro, o Brasil está aliado aos Estados Unidos e defende o restabelecimento da “democracia” na Venezuela. Até o combate à pandemia causada pelo coronavírus serve de pretexto para a intervenção militar, ou seja, para a guerra que os Estados Unidos arranjaram para o Brasil, assim como a Inglaterra arranjou a Guerra do Paraguai.

Se é assim, o Brasil já vai à guerra?

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A floresta pega fogo e avião com Bolsonaro arremete às chamas
   18 de setembro de 2020   │     16:06  │  16

A fumaça das queimadas que devastam a floresta e o pantanal impediu o avião que conduzia o presidente Jair Bolsonaro de aterrissar na manhã desta sexta-feira, 18, na cidade de Sinop, no Estado do Mato Grosso. O piloto foi obrigado a arremeter por falta de visibilidade, causando apreensão aos que aguardavam o presidente no aeroporto.

As queimadas que devastam desde a Amazônia ao Pantanal repercutem no mundo, mas é minimizada pelo governo brasileiro, que insiste em manter o embate entre a realidade – que são as queimadas; e a ficção, que é a argumentação do governo tentando esconder a fumaça vista mundialmente.

Isso, se não bastasse o flagrante do ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Sales, mandando aproveitar o momento quando todos estão distraídos com a pandemia causada pelo coronavírus, para”tocar fogo” na floresta. Ele usou o eufemismo “passar com a boiada”, na malsinada reunião ministerial que o Bolsonaro presidiu em abril passado.

Acrescente-se o gravíssimo desmonte dos órgão responsáveis pela fiscalização e preservação das florestas, todos eles sucateados e sob intervenção militar. Ou seja, se já não bastasse o combustível que queima a floresta e o pantanal, o governo brasileiro continua oferecendo o combustível para queimar a sua própria reputação em nível internacional.

A conta, obviamente, já chegou com a reação da comunidade europeia contra o Acordo do Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o que implica em perdas de mercados e restrições a compra de produtos desses países.

Há sim, que se levar em conta ser o Brasil invejado pela sua capacidade de produzir e exportar alimentos, mas isso deveria servir de alerta para o governo não alimentar essa concorrência. Mas, o presidente Jair Bolsonaro age como alimentador dessa reação, ora quando tenta minimizar o problema gravíssimo, ora quando ataca autoridades de outros países, como já ocorreu em relação à França.

Enquanto isso, o fogo se alastra destruindo a floresta e matado animais. Quem sabe por falta de animais na Floresta Amazônica, o governo se viu obrigado a colocar um mico-leão dourado num cartaz sobre a Amazônia, mesmo sabendo que esse tipo de macaco só existe na Mata Atlântica.

Ou não sabia?

 

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Por que eles querem destruir o ensino superior gratuito?
   17 de setembro de 2020   │     23:46  │  6

Pode ser que esteja enganado, mas pelo que vejo parece-me que há um complô para destruir a educação  superior gratuita no Brasil.

É isso mesmo?

O ex-ministro da Educação Abrahãao Weintraub, de triste memória, investiu contra as universidades federais e tentou criminalizá-las, e depois sumiu – mas, sem antes tentar boicotá-las cortando recursos para custeio e pesquisas.

Seu substituto é um pastor evangélico oriundo do ramo comercial de educação superior privada, onde a diplomação custa caro e a diploma é uma mercadoria atrelada no carnê de pagamento.

Tem ainda o ministro da Economia, Paulo Guedes, que é irmã da Elizabet Guedes, líder da associação que reúne as faculdades particulares, que vendem – e faturam muito -, diploma de nível superior.

Será que o corte bilionário no dinheiro destinado às universidades públicas tem  ver com essa realidade mercantilista, uma vez que coincidência não existe?

Por que, então, eles querem destruir o ensino superior gratuito?

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