Pelas redes sociais, ministro desmente rombo de R$ 170 bilhões nas contas do governo
   15 de agosto de 2017   │     9:37  │  36

Brasília – O ministro da Fazenda, Henrique Meireles, se reúne com a base aliada do governo na Câmara para pedir apoio às medidas de corte de despesas, enquanto o ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, usa as redes sociais para desmentir que o rombo nas contas públicas será ainda maior, ou seja, de R$ 170 milhões e não R$ 156 milhões.

Mas, está difícil aprovar as medidas que o governo propõe. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é o anfitrião na reunião com o ministro Meireles, já comunicou ao governo que cortar despesas consolidadas ou arrochar ainda mais o servidor público dificilmente será aprovada.

Sem a certeza de que pode aprovar as medidas, o governo tenta convencer a base aliada numa conversa cara a cara. A terça-feira promete uma queda de braço ainda mais dura entre o governo e a própria base.

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Raquel Dodge volta atrás e não vai mais tomar posse no palácio, com Temer. Por que?
   14 de agosto de 2017   │     0:40  │  49

Brasília – A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou atrás e desistiu de tomar posse no cargo, dia 17 de setembro, no Palácio do Planalto ao lado do presidente Temer, que está denunciado na Operação Lava Jato.

O que levou Raquel Dodge a desistir do acerto com Temer?

Foi a repercussão negativa. Ela se encontrou com Temer tarde da noite, no palácio, e explicou que foi tratar da solenidade de posse, mas é difícil de acreditar que foi apenas isso porque ela tem um mês para discutir o assunto e, pior, o assunto não é da alçada do presidente da República.

O Ministério Público é independente do Executivo.

A expectativa com a posse de Raquel Dodge aumentou devido a essa relação íntima com o governo, que foi denunciado e tem mais outras duas denúncias em curso, e uma delas gravíssima por formação de quadrilha.

Raquel Dodge é a primeira mulher a assumir a procuradoria-geral da República e para ela se volta toda expectativa. Ela vai engavetar as novas denúncias que estão em curso? Ela vai apoiar o trabalho dos procuradores?

Ninguém sabe. É aguardar os acontecimentos.

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Terminou em bate-boca reunião de Temer com presidente do Senado
   11 de agosto de 2017   │     10:22  │  68

Brasília – A reunião convocada pelo presidente Temer com os ministros da área econômica e que contou com a participação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, terminou com bate-boca e teve de ser encerrada sem nenhuma conclusão.

A pauta da reunião foi a proposta do aumento da alíquota do Imposto de Renda de pessoa física e jurídica, para tentar estancar o rombo nas contas do governo, que deve ultrapassar os R$ 150 bilhões, quando a previsão era de R$ 137 bilhões.

A tensão deveu-se à proposta do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, para aumentar a alíquota do Imposto de Renda. Houve bate-boca entre o ministro e o presidente do Senado, que foi taxativo ao afirmar que não aprovava a proposta e isto quer dizer que não colocaria a proposta em votação.

Meireles observou que era necessário dar uma satisfação ao mercado, ao que Eunício retrucou:

Eu só dou satisfação aos meus eleitores.

Com o clima tenso e sem nenhuma chance de acordo, Temer optou por encerrar a reunião e marcar outra rodada de negociação para segunda-feira. Mas, o governo já sabe que terá de buscar outra alternativa, porque a proposta de aumentar a alíquota do Imposto de Renda não tem o apoio do Congresso Nacional.

As alternativas agora são: o corte de R$ 100 bilhões destinados ao reajuste dos servidores públicos, que ficará congelado, e no orçamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

As dificuldades do governo em fechar as contas públicas devem levar à revisão da proposta orçamentária para 2018. A dificuldade aumenta porque o governo tem prazo até o final deste mês para apresentar a nova proposta ao Congresso Nacional.

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O que a futura procuradora-geral conversou com Temer, tarde da noite?
   9 de agosto de 2017   │     20:17  │  31

Brasília – A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se encontrou com o presidente Michel Temer, tarde da noite.

Ela entrou pelo portão principal, diferente do empresário Joesley Batista, que no encontro com Temer foi orientado a entrar pelo portão da garagem do palácio e se identificar com nome falso.

Joesley se identificou como Rodrigo.

Raquel Dodge assume o cargo dia 17 de setembro e a sua função é independente, ou seja, ela não deve nenhuma satisfação ao governo.

Isso, em tese.

No governo Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, o procurador-geral da República, de tão submisso ao governo, ficou conhecido como “engavetador-geral”, tantos foram os pedidos para abertura de inquéritos contra FHC que ele engavetou.

Evidente que Dodge não foi ao encontro com Temer para discutir amenidades.  Esse encontro tarde da noite, sem dúvida, teve como motivação o pedido de abertura de inquérito contra Temer, que Janot fatiou em três processos.

Aliás, temendo a repercussão negativa dessas duas novas denúncias em curso, Temer orientou a sua defesa a pedir o afastamento do procurador-geral. Janot vai denunciar Temer por “formação de quadrilha”, baseado nas gravações de Joesley Batista, onde Temer orienta o empresário a manter o pagamento de propinas para Eduardo Cunha e o doleiro Dilson Funaro, ambos presos pela Operação Lava Jato.

Tem que manter isso, viu!(sic) – orientou Temer, referindo-se ao pagamento das propinas para comprar o silêncio de Cunha e Funaro.

Temer está preocupado com essa nova rodada de denúncias contra ele, porque Janot já adiantou que vai incluir as gravações das conversas com o coronel reforma da PM paulista, Lima, apontado como o operador de Temer na negociação das propinas pagas pelo grupo JBS.

Na tentativa de se prevenir, a defesa de Temer pediu ao ministro Luiz Edson Fachim, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo, para declarar Janot suspeito em função de ele ter dado entrevista à imprensa adiantando as decisões que vai tomar em relação ao processo.

É pouco provável que o ministro Fachin atenda ao pedido, por dois motivos: 1) o pedido da defasa de Temer é descabido; 2) Janot está deixando o cargo dia 17 de setembro.

E, também, porque pegaria mal o atendimento do pedido em função da gravidade das denúncias apuradas.

Mas, com o encontro extemporâneo e tarde da noite com a futura procuradora-geral, não estaria Temer convencido de que Janot não chegará a apresentar as denúncias contra ele?

O que poderia acontecer, então? Janot seria afastado? Janot desistiria da denúncia? Ou Janot sumiria?

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Reforma da Previdência vira tática de Temer para abafar novas denúncias de Janot
   7 de agosto de 2017   │     13:46  │  75

Brasília – O presidente Temer foi orientado por seu marqueteiro a insistir na discussão da Reforma da Previdência, mesmo sem a mínima chance de aprová-la no momento.

No domingo 6, Temer se reuniu com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senador, Eunício Oliveira, para pedir que eles ampliassem a discussão sobre o tema.

É a tática para abafar o que vem por aí contra ele.

Primeiro, a defesa do presidente tentou impedir o fatiamento da denúncia. Mas, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, negou e manteve as três denúncias – uma delas já foi feita.

Corrupção passiva, obstrução de justiça e formação de quadrilha são as três denúncias que pesam contra Temer e que estão baseadas em provas irrefutáveis.

Para se livrar da primeira denúncia e evitar que a Câmara aprovasse o seu afastamento, Temer gastou quase R$ 4 bilhões liberando emendas parlamentares.  Todavia, a fonte secou e o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, propôs exatamente o contrário, ou seja, suspender a liberação do dinheiro das emendas.

O temor do presidente é que as novas denúncias reabram o caso dos R$ 151 milhões liberados para a empresa Argeplan, que tem como sócio o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo, João Batista Lima Filho, que é apontado como operador de Temer no esquema das propinas nas obras da Usina Nuclear de Angra 3 e a construção de 36 foros – que nunca saíram do papel.

A obra não foi realizada em Angra 3 e os R$ 151 milhões sumiram.

Com a prisão de Geddel Vieira Lima e Rocha Loures, dois dos operadores de Temer no esquema das propinas, e, agora, o anúncio da investigação contra o coronel reformado da PM paulista, o cerco se fechou.

No primeiro momento, orientado pelo marqueteiro, Temer passou a atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas recuou depois de ter sido aconselhado a não se defender atacando.

Janot deixará o cargo dia 17 de setembro, mas, em entrevista à Folha de S Paulo, ele deixou claro que dispõe de “provas robustas” contra Temer e que vai ampliar as denúncias com a inclusão das provas contra o coronel PM Lima, apontado como operador de Temer.

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