Bolsonaro se torna cabo eleitoral de Dória, que agradece e fatura
   18 de janeiro de 2021   │     10:40  │  10

O presidente Jair Bolsonaro não suporta ouvir pronunciar o nome do governador de São Paulo, João Dória, e só se refere a ele usando termos impublicáveis.

Com a vacina produzida com apoio de Dória, sem nenhuma ajuda do governo federal, a relação entre os dois azedou de vez, mas o presidente foi aconselhado a se calar para não agravar ainda mais o quadro.

Por isso que o presidente, pela primeira vez desde a posse, não posta nada nas redes sociais, colocando-se sob silêncio inusitado. Bolsonaro tem sido o cabo eleitoral de Dória, que descobriu  como provocar e irritar o presidente sem nenhum esforço.

Com certeza, na eleição em 2022 Bolsonaro não participará de debates e terá desde já de encontrar uma desculpa convincente capaz de camuflar o gesto de fraqueza.

Imagina Bolsonaro debatendo com o Dória, a lapada que não iria levar.

O presidente poderia estar faturando com esse momento, mas ele foi sempre o negacioista da pandemia. Bolsonaro, além de negar a gravidade da situação, estimulou a disseminação do vírus e chegou a debochar das mortes, afirmando que todo mundo morre um dia.

O presidente também chamou de “maricas” aqueles que se cuidavam usando máscaras e fazendo o distanciamento social. Foi um “competente” agente disseminador do vírus, com os maus exemplos que promoveu.

Num momento tão complicado para o mundo, e não apenas para o Brasil, a presença de um presidente desagregador agravará ainda mais o quadro e trará consequências extremamente negativas interna e externamente.

Se internamente a imagem de Bolsonaro se dilui, externamente o conceito sobre o presidente brasileiro é de alguém despreparado e incapaz, que vive de arrumar confusão, inclusive, arrumar confusão para os negócios externos do país.

Claro, o João Dória agradece porque quanto mais Bolsonaro se desgasta, melhor para ele.

 

 

 

 

 

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Dòria vence Bolsonaro e inicia vacinação contra o coronavírus
   17 de janeiro de 2021   │     23:30  │  13

Enfim, começou a vacinação contra o coronavírus e começou mesmo por São Paulo. Vitória do governador João Dória, que lutou e venceu o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro.

Quando viu que perderia a disputa para Dória, o presidente determinou o confisco das vacinas produzias pelo Instituto Butantan, em parceria com a China.

Mas, o governador paulista não entregou toda a produção, estimada em 6 milhões e 800 mil doses, retendo parte dela para começar a imunização da população de São Paulo.

Parabéns para o governador.

Provocado desde o início pelo governo federal, inclusive com ataques diretos do presidente Bolsonaro, o governador paulista ainda teve de rebater o ministro da Saúde, para dizer que Pazullo “mentiu” quando disse ter ajudado o governo de São Paulo a produzir a vacina.

De fato, não ajudou em nada e ainda tentou atrapalhar o governador, que arcou sozinho com todas as despesas. Não é verdade, portanto, que o governo federal ajudou o governo paulista a produzir a vacina e o mérito é exclusivo do Dória.

Parabéns, São Paulo, pela vacina e por obrigar o governo federal a, finalmente, trabalhar em busca da vacinação.

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“Fizemos a nossa parte”, diz Bolsonaro, que estimulou o contagio na pandemia
   15 de janeiro de 2021   │     14:14  │  29

Referindo-se à tragédia causada pela pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo fez a parte dele.

Mas, que parte o presidente se refere?

Refere-se à parte que desdenhou da pandemia e estimulou a  contaminação e as mortes, é isso? Se for isso, aí tá certo.

Bolsonaro chamou de maricas os que se preveniram contra o contágio, saiu às ruas debochando das medidas de restrição, estimulou contágios, não usou máscaras e demitiu dois ministros da Saúde, que eram médicos, entregando o ministério a um general que não sabe sequer cuidar de logística e deixou o país – pasmem! -, sem seringas para aplicação da vacina.

Também desdenhou das mortes e fez chacotas com os mortos, dizendo que todo mundo ia morrer um dia, Foi incapaz de solidarizar-se com as famílias enlutadas, riu e debochou dos lutos, alimentando e fomentando o ódio que dividiu os brasileiros.

Graças aos governadores e ao Supremo Tribunal Federal, que contiveram o genocídio estimulado pelo presidente, o número de mortes não é ainda maior. Mas, as mais de duzentas mil mortes registradas não são suficietes para aplacar essa sanha genocida e o país vive agora essa tragédia.

Ainda que morressem “apenas umas oitocentas pessoas”, como dizia o Bolsonaro, desdenhando da tragédia, ainda assim era para todos estarem enlutados. Salvo se o país estiver mesmo sob a égide da Besta do Apocalipse.

Triste Brasil, transformado agora num imenso cemitério. Ah, sim. Eles fizeram a parte deles, que foi desdenhar da pandemia, estimular a contaminação e celebrar as mortes.

 

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“Elegi-me prefeito no velho esquema, com defuntos votando”
   14 de janeiro de 2021   │     20:17  │  11

Lembrei-me do escritor Graciliano Ramos, quando ouvi o presidente Jair Bolsonaro criticar a urna eletrônica e defender o voto no papel.

Graciliano se elegeu prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Ìndios, em 1928, e escreveu no seu famoso relatório de prestação de contas dizendo que se elegeu prefeito beneficiado por fraudes.

-Elegi-me prefeito no velho esquema, com defuntos votando e relatórios fraudados -, escreveu Graciliano.

Bolsonaro critica a urna eletrônica, que não pode ser fraudada, e defende o voto na cédula de papel, que pode ser fraudado, basta apenas corromper o escrutinador.

Aliás, na eleição em 1994, a última eleição com cédulas de papel, Bolsonaro se reelegeu deputado federal no Rio de Janeiro, mas foi envolvido no esquema de fraude de cédulas falsas.

Quem quiser se aprofundar no caso é só pesquisar a reportagem do Jornal do Brasil, que aponta Bolsonaro e mais três deputados no esquema de cédulas falsas descoberto pela justiça eleitoral carioca.

Será que a defesa do voto impresso não passa de saudosismo de uma época em que defunto votava e o voto poderia ser facilmente fraudado? Sabe-se que, nessa época, mais importante que o eleitor era o escrutinador, que poderia ser subornado para fraudar os mapas de votação.

Isso era praxe e muita gente ganhou dinheiro fraudando os mapas de votação..

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Ford já se foi e a General Motors está arrumando as malas
   12 de janeiro de 2021   │     18:43  │  35

A Ford sobreviveu a duas guerras mundiais, ao colapso da Bolsa de Valores de Nova Iorque com a crise mundial, em 1929, e se manteve no Brasil produzindo automóveis, caminhões e até borracha extraída no Acre e destinada à produção de pneumáticos.

Foram 100 anos de história, que termina agora no governo Bolsonaro, de forma melancólica com o fechamento simultâneo de três fábricas, demitindo 5 mil funcionários. A Ford sobreviveu a duas guerras mundiais, mas não sobreviveu ao governo Bolsonaro.

A direção da Ford preferiu gastar 10 bilhões de reais em indenizações  trabalhistas, à permanecer no Brasil sem perspectivas e com previsões pessimistas para a economia gerida por um governo desastrado e incompetente.

Um século de história que se apaga melancolicamente, mas, o que é uma catástrofe para o Brasil, é alvíssaras para a Argentina e o Uruguai, que terão as suas unidades da Ford em expansão gerando empregos e renda.

O pior é que o fechamento das fábricas da Ford no Brasil – São Paulo, Bahia e Ceará -, tende a ser o fio do novelo que vai arrastar também a General Motors, que já anunciou estar igualmente de partida. A política econômica do governo Bolsonaro, ilustrada no “crescimento em Vê”, é assim mesmo: o “VÊ” de vem e vai embora, só com passagem de ida.

O último a sair, por favor, apague a luz.

 

 

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