Apoio do “pai do Real” e do ex-ministro Joaquim Barbosa, ao Lula
   27 de setembro de 2022   │     21:21  │  2

Igual lembrou o genial Caetano Veloso, repetindo o genial, íntegro e saudoso Leonel Brizola, “artista não dá voto, mas tira”.

Agora, o que dizer do apoio do economista André Lara Rezende, o “pai do plano Real”, e do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o relator do processo do Mensalão, à candidatura do Lula?

A resposta está nas redes sociais das chamadas “tias do zap“, que apoiam Bolsonaro e replicam pesquisas mentirosas dizendo que o presidente se reelege no primeiro turno.

É mais fácil o sargento Garcia prender o Zorro.

O que deve acontecer, e isso está muito perto, é o Lula se eleger já no primeiro turno. Até o Instituto Paraná Pesquisa, que recebeu 1 milhão e 700 mil reais do governo para fazer a pesquisa oficial, por mais que tenha se esforçado em reduzir a diferença de votos, não consegue empurrar Bolsonaro para cima.

Tá feia a coisa para o Bolsonaro, mas não foi por falta de avisos, e esses avisos vieram de pessoas insuspeitas, como o general Santos Cruz, que abandonou o governo quando percebeu o rumo errado que estava tomando.

A situação chegou ao ponto de muita gente, que não iria votar no Lula, vê-se agora obrigada a votar porque a disputa colocou de lado a civilização contra a barbárie; a democracia contra o autoritarismo; o respeito contra o deboche e a vida contra o ode à morte.

Ninguém pode dizer que André Lara Rezende ou Joaquim Barbosa são comunistas ou petistas, assim como outras personalidades sabidamente democráticas já se manifestaram.

Não se trata de impulsionar a campanha pelo voto útil no primeiro turno, apenas porque se torce por esse ou aquele candidato, mas porque é necessário calar à priori o “apito do cachorro”, antes que ele insufle seus sequazes à desordem, à insubordinação e até à morte dos contrários, claro.

É urgente devolver o Brasil à civilidade, ao respeito às instituições e à tolerância.

 

Comentários 2

Campanha do voto útil leva Lula a 52% dos votos válidos
   26 de setembro de 2022   │     21:42  │  16

Embora os institutos de pesquisas não confirmem a decisão da eleição para presidente da República já no primeiro turno, a pesquisa do Ipec, contratada pela Rede Globo e divulgada nesta segunda-feira, 26, mostra que o Lula pode vencer sim a disputa já no domingo, dia 2.

De acordo com o Ipec, a soma dos votos válidos que é utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral para definir os candidatos eleitos mostra Lula com 52%, e para o candidato se eleger no primeiro turno ele precisa obter 50% dos votos válidos, mais 1 voto.

Na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, Lula cresceu 1 ponto percentual e está com 48% das intenções de votos; Bolsonaro manteve o mesmo percentual de 31%, Ciro Gomes perdeu 1 ponto percentual e está agora com 6% e Simone Tebet, manteve os 5% dos votos.

Nas redes sociais, o grupo conhecido como “as tias do zap”, formado por eleitores de Bolsonaro, atacam os números das pesquisas e replicam números da pesquisa falsa dando o presidente reeleito no primeiro turno.

Esse movimento das “tias do zap” é apontado como a estratégia dos bolsonaristas para manter a mobilização e evitar o desânimo, e também para o caso de haver a convocação à desordem contra o resultado legítimo das urnas, se este for desfavorável.

O risco de se repetir no Brasil o que aconteceu nos Estados Unidos, com a invasão e mortes no Capitólio, está levando o movimento em favor do voto útil a ganhar dimensão, o que tem irritado o candidato Ciro Gomes – ele chama de fascistas quem prega o voto útil no primeiro turno.

Isso porque o Ciro tem perdido apoios importantes da ala brizolista dentro do PDT, e está vendo a sua campanha definhar nessa reta final da eleição.

Comentários 16

Ministro se licencia e PP pede para não ligá-lo a Bolsonaro
     │     15:52  │  2

O ministro do Gabinete Civil, Ciro Nogueira, pediu licença de uma semana na reta final da campanha eleitoral, e o seu partido, o PP, entrou com ação na justiça pedindo para os adversários não citarem que pertence à base do governo Bolsonaro.

Os estranhos pedidos – o ministro do Gabinete Civil é o principal articulador político do governo -, assemelha-se a “jogar a toalha” em meio à luta. O pedido do PP para não ser citado como da base de Bolsonaro foi feito à justiça no Piauí, reduto de Ciro Nogueira.

O ministro nega “ter jogado a toalha” e diz que vai trabalhar para reverter os números desfavoráveis a Bolsonaro no seu estado, mas a verdade é que a campanha do presidente à reeleição tem rejeição alta no Piauí – e, por extensão, em todo o Nordeste -, e não há chance de se reverter os números.

Ciro Nogueira, na verdade, está preocupado com a sua reeleição em 2026, e tenta evitar que o ex-governador Welington Dias (PT), que deve se eleger senador, eleja também o governador e se consolide como a maior liderança do estado.

O ministro, agora licenciado, não comentou sobre o pedido do seu partido para não ser citado como pertencente à base do governo Bolsonaro. O pedido foi feito ao Tribunal Superior Eleitoral, mas é impossível dissociar o PP do governo, e a campanha segue no estado mostrando essa ligação.

 

Comentários 2

Do que Bolsonaro se orgulha, nas digitais das mortes por Covid?
   25 de setembro de 2022   │     0:00  │  15

Não sei do que o Bolsonaro se orgulha no combate à pandemia causada pelo Coronavírus, se nos 685 mil atestados de óbitos até agora, têm as digitais indeléveis do seu governo, em pelo menos 200 mil mortes que poderiam ter sido evitadas, conforme já estimaram especialistas em gestão de saúde.

O presidente disse que se orgulha, só não se sabe do quê ele se orgulha.

É só recordar o comportamento do presidente sabotando as medidas preventivas, promovendo a contaminação, fazendo campanha contra a vacina, atrasando deliberadamente a compra de vacinas, e fazendo chacotas com os que se infectavam.

Basta consultar no Google o vídeo do Bolsonaro imitando com trejeitos afeminados, quem  contraiu a doença.

Se o presidente se orgulha desse número macabro, e não fez a mea-culpa, é um grave sinal de falta de compaixão e de solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos, e não há um só brasileiro que não tenha perdido um parente ou, pelo menos, conhecido alguém que perdeu.

Não, não há do que se orgulhar, exceto pelo prazer mórbido diante da dor e de luto alheio. Ainda ecoam as frases do presidente dizendo que não era coveiro, para contar mortos, e “consolando” os órfãos lembrando desnecessariamente que todos vamos morrer um dia.

Tudo isso está ainda muito claro e presente na memória nacional, e somente os estúpidos podem concordar com um governo que defendeu a contaminação para se chegar à imunidade coletiva – um crime contra a humanidade -, e receitou, o próprio Bolsonaro, medicamentos comprovadamente ineficazes e, pior, com graves efeitos colaterais tipo hidroxicloroquina e cloroquina.

Sim, eu sei que na verdade o presidente está preocupado com a imagem que ficou, não só de negacionista e sabotador das medidas preventivas contra a pandemia, mas também das digitais do governo em grande parte dos atestados de óbitos.

Mortes que poderiam ter sido evitadas se não houvesse sabotagem à vacinação e às medidas de prevenção.

 

Comentários 15

Lula aumenta vantagem e pode vencer no 1º turno, diz Datafolha
   22 de setembro de 2022   │     20:30  │  23

– “Você acredita em pesquisa?” -, pergunta Bolsonaro, o candidato que mais gasta com pesquisa de intenção de votos para presidente; até agora, o governo e o PL, o partido de Bolsonaro, já gastaram perto de 3 milhões de reais com pesquisas.

No coral dos idiotas, replica-se a idiotice segundo a qual “o que vale é o data povo”. Também replicam a mentira de que o Datafolha errou nas pesquisas na eleição em 2018, apesar dessa mentira poder ser desmascarada facilmente.

Não por acaso, os pesquisadores do Datafolha estão sendo atacados e até espancados por bolsonaristas desesperados.

Vamos aos números da pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 22, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 04180/2022. O Datafolha ouviu 6 mil 754 eleitores em 345 cidades, a maioria no Sul e Sudeste, redutos considerados bolsonaristas.

Lembrando ainda o detalhe: o Datafolha e o Ipec são dois institutos de pesquisas que não trabalham para políticos, e, por isso, estão sendo atacados por bolsonaristas.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a sua vantagem e marcou 47 por cento dos votos, seguido de Bolsonaro, estagnado nos 33 por cento, Ciro Gomes com 7 e Simone Tebet, em quarto lugar, com 5 por cento dos votos.

Se a eleição fosse hoje, Lula estaria eleito no primeiro turno porque obteve 50% dos votos válidos.

O resultado dessa pesquisa traz dois detalhes importantes: o primeiro diz respeito à rejeição de Bolsonaro, que permanece alta, principalmente entre as mulheres, e o segundo detalhe é que a campanha pelo voto útil começa a surtir efeito, principalmente diante da violência promovida por bolsonaristasl.

Mas, há também de se acrescentar os posicionamentos de nomes como o jurista Miguel Realle Júnior, e mais Aloísio Nunes e Fernando Henrique Cardoso, que direta e indiretamente declararam voto no Lula, e Cidinha Campos, ícone do brizolismo no Rio de Janeiro, que embora pertença ao diretório do PDT, já declarou que não votará em Ciro Gomes, e que vai votar no Lula.

Se os bolsonaristas dizem que só “vale o data povo”, e que não acreditam em pesquisa, então por que os bolsonaristas espancam pesquisador do Datafolha?

Alguém pode responder? Aguardo…

Comentários 23