Desculpe procuradora, mas o Geddel nunca pareceu ser chefe não…
   21 de outubro de 2017   │     0:12  │  0

Brasília – Quem conhece o Geddel Vieira Lima sabe que ele é um exímio cumpridor de tarefas e não passa disso.

Na década de 1990, com os “anões do orçamento” na Câmara, o Geddel não era chefe, o chefe era o deputado João Alves, porque o Geddel sempre agiu assim.

Logo, ainda bem que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, teve o cuidado de colocar no seu parecer que o Geddel “parece ser” – e aí não vai nenhum trocadilho -, o chefe.

É não, procuradora.

Nesse submundo, procuradora,  antiguidade também é posto, logo, baistam as respostas para essas perguntas elementares:

1)O Geddel orientou o empresário Joesley Batista a manter o pagamento da propina para o Eduardo Cunha e o Lúcio Funaro?

Não.

2)O Geddel assinou uma Medida Provisória beneficiando o lobby dos portos?

Não.

3)Foi o Geddel que saiu correndo com uma mala com 500 mil reais de propina para ele mesmo?

Não.

4) O Geddel já foi presidente da Câmara?

Não.

5) O Geddel orientou o empresário Joesley Batista a entrar pelos fundos da casa dele e se identificar com o nome falso para o segurança?

Não.

Pois então…

Sendo assim, o Geddel não parece ser o chefe da quadrilha; com 100% de certeza e sem margem de erro, definitivamente, o Geddel não é o chefe da quadrilha.

Oh, céus! E quem será o chefe da quadrilha?

Sei não…é melhor perguntar lá no Posto Ipiranga…

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Decisão de Raquel Dodge favorece Temer
   20 de outubro de 2017   │     1:00  │  50

Brasília – Não se sabe se era isso o que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, queria, mas o fato é que a denúncia dela contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima favoreceu o presidente Temer.

Diferente da denúncia feita pelo ex-procurador Rodrigo Janot, que apontou Temer como o chefe da quadrilha que atuava na Câmara, Dodge disse que Geddel “parece ser o chefe da quadrilha”.

Se este for o entendimento, então o foco da denúncia de Janot será mudado.

O governo vai enfrentar na quarta-feira, 25, o embate na Câmara sobre a denúncia contra Temer e os ministros Elizeu Padilha e Moreira Franco, e, na dúvida, mandou os oito ministros que são deputados reassumirem as vagas.

É que, embora seja difícil a oposição obter os 342 votos necessários ao afastamento do presidente, o placar favorável ao governo será menor do que o obtido na primeira denúncia – que foi rejeitada.

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O silêncio ensurdecedor para ouvir o Aécio dizer que não é o Aécio
   19 de outubro de 2017   │     0:32  │  28

Brasília – O senador Aécio Neves voltou ao Senado e deveria ter permanecido em silêncio, mas decidiu falar.

O silêncio diria muito mais.

Enquanto o Aécio falava, o senador Tasso Jereissati, presidente em exercício do PSDB, fazia muxoxos.

No final da sessão, Jereissati voltou a aconselhar o Aécio a renunciar a presidência do PSDB para não levar o PSDB a chafurdar no mar de lama podre.

O PSDB sequer estaria no segundo turno da eleição presidencial em 2018 e isto é a decretação da falência do PSDB.

A ilustração desse dilema está no senador José Serra, verdadeiro “papagaio de pirata”, que reapareceu na retaguarda do Jereissati, fingindo não olhar para a câmera da televisão.

Mais patético impossível.

Até bem pouco o Serra era ministro do Temer e lugar-tenente do Aécio. Deve estar apostando na amnésia coletiva…

Vamos separar apenas a questão da decisão do Senado, que foi correta, ao negar autorização para o Supremo Tribunal Federal condenar o Aécio.

Foi correta porque o artigo 53 da Constituição Federal não permite e ponto final.

Se é errado, primeiro reforme-se o artigo 53 da Constituição.

Há também o precedente do senador Delcídio do Amaral, mas nesse caso o culpa foi do PT.

Na época, o senador Renan Calheiros era presidente do Senado e convidou todos os partidos para discutirem a solução para o Delcídio.

O ex-presidente Sarney estava presente e concordou com a solução.

E ficou acordado, inclusive com o aval do PT, que o Senado não daria autorização para processar o Delcídio.

Qual foi a surpresa, na manhã seguinte, o PT expulsou o Delcídio e o entregou às feras.

Diferente do Aécio.

Mas, o Aécio calado faz um barulho danado; falando, causa constrangimentos.

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Após a operação “Salva Aécio”, a operação agora é: “Salva Temer”
   18 de outubro de 2017   │     7:50  │  26

por Aprigio Vilanova

O plenário do Senado derrubou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão foi proferida pela Primeira Turma do STF.

Aécio Neves obteve 44 votos favoráveis ao restabelecimento das atividades parlamentares e 26 votos contrários. Com a votação, o senador tucano já pode reassumir o mandato.

Mas nem tudo será flores para a volta de Aécio, a bancada tucana está rachada e a saída de Aécio da presidência da sigla é uma exigência.

TEMER – Por outro lado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, retoma hoje (18) a discussão sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Na sessão de ontem, que durou mais de dez horas, 37 deputados já se posicionaram contrários a Temer e 12 favoráveis ao presidente.

Mas é importante lembrar que, tal qual a primeira denúncia, independente do resultado da votação do relatório de Bonifácio Andrada (PSDB-MG), na CCJ, que orienta pela rejeição da denúncia, a decisão só virá com a votação no plenário da Câmara.  

 

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Semana decisiva para saber se pau que bate em Chico, bate mesmo em Francisco
   15 de outubro de 2017   │     23:54  │  41

Brasília – Em casa que falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão.

Essa é a exata definição do momento político atual da República brasileira, que começou errada – foi proclamada pelos monarquistas, num golpe sórdido -, e segue até hoje tropeçando nas suas próprias contradições.

A traição, assim como os golpes, são tão comuns na República brasileira, que se confundem com a República.

E de absurdos em absurdos se chegou à crise generalizada atingindo os três poderes.

Vejamos:

O Supremo Tribunal Federal decidiu não decidir sobre a manutenção da “punição” para o senador Aécio Neves, flagrado acertando o pagamento de propina e sugerindo que o portador para recebê-la fosse alguém que se possa mantar, antes de fazer delação.

Mais grave é impossível.

Mas, a palavra final – ou a batida do martelo, que o Supremo não usou e transferiu a competência para o Senado -, depende dos senadores.

Aliás, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, antecipou que a decisão do Supremo só seria acatada se deixasse ao critério do Senado decidir.

E assim se fez.

Nesse momento conturbado, onde todos reclamam sem razão, o Executivo não poderia ficar de fora e também fez a sua parte nessa mixórdia generalizada.

Na terça-feira 17, a Câmara aprecia o relatório do deputado Bonifácio de Andrade favorável ao presidente Temer, cujo advogado entrou em conflito com o presidente da Câmara., Rodrigo Maia, que se sentiu agredido.

Tudo porque a TV Câmara exibiu o depoimento do doleiro Lúcio Funaro, que tinha sido liberado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Funaro contou sobre a compra de deputados para votarem favoráveis ao impeachment da presidente Dilma.

A semana começa assim, porque “o pau que bate em Chico, nem sempre bate em Francisco”. Se batesse realmente, o País não estaria vivendo esse conflito generalizado

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