Terrivelmente evangélico, não. Terrivelmente homem ou mulher
   15 de julho de 2019   │     22:31  │  7

BrasíliaNinguém é terrivelmente católico, nem terrivelmente evangélico. O homem é homem, com agá maiúsculo, filho de uma mulher, porque só a mulher tem o poder da criação.

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decide sobre a lei e só, somente só, sobre a lei. A religião só interessa ao religioso, respeita-se todas as convicções religiosas, mas o presidente da República não pode se apegar em uma religião para fazer proselitismo.

Salvo se o presidente estiver com a mais baixa popularidade da história da República, porque, não por coincidência é o caso do presidente Bolsonaro. Terrivelmente evangélico, não. O homem e a mulher devem ser terrivelmente humanos.

 

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Um país à deriva
   11 de julho de 2019   │     23:36  │  28

BrasíliaO presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou a possibilidade de indicar o filho, Eduardo Bolsonaro, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Se de fato acontecer será vergonhoso.

Eduardo é deputado federal pelo PSL de São Paulo e não tem nenhuma qualificação intelectual para o cargo, além obviamente de a indicação ferir o princípio da moralidade. Nenhum presidente, até hoje sequer cogitou tamanho absurdo.

Trata-se de sinecura, vergonhosa sinecura, além de ato imoral, que compete ao Senado reprovar veementemente.

Não é certo que o presidente ouse semelhante absurdo, mas como tudo tem sido possível no atual governo a esperança é que o Senado nos livre de mais essa vergonha.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, se posicionou afirmando que se trata de um péssimo exemplo. O próprio STF já proibiu a nomeação do filho do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, para a secretaria daquela cidade.

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Deputado humilha Sérgio Moro, que baixa a cabeça
   9 de julho de 2019   │     23:07  │  29

Brasília – Sentado na antepenúltima fileira, o deputado Renildo Calheiros (PcdoB-PE) ouviu atento as respostas evasivas do ministro Sérgio Moro na inquirição durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O ministro deveria responder sobre as gravações que estão sendo divulgadas envolvendo a atuação ilegal, junto com os procuradores, na Operação Lava Jato.

– O senhor não olha nos olhos quando fala. Destacou o deputado.

De fato, quem fala sem olhar nos olhos do interlocutor é porque mente ou é falso. Sem exceção.
Na sua fala, Renildo deu aula de ética e levou Moro a baixar a cabeça diante da humilhação pública.

A intervenção do deputado foi tão contundente, que Moro acabou aceitando o conselho de Renildo e pediu afastamento do cargo de ministro por cinco dias.

É a primeira vez na história da República brasileira que o ministro da Justiça pede licença do cargo, por se sentir acuado diante de denúncias de atuação parcial no processo que deveria ser jurídico e se tornou politíco-partidário.

 

 

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O desespero de Sérgio Moro
   8 de julho de 2019   │     14:00  │  26

Brasília – Sem conseguir abafar os escândalos da atuação parcial nos processos da Operação Lava Jato, Sérgio Moro vai se licenciar do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

Demorou, mas Moro teve mesmo de ceder e acatar ao conselho do deputado federal Remildo Calheiros (PCdoB-PE) para se afastar do cargo.

O Intercept Brasil mostrou – e ainda tem mais para mostrar -, que Moro agiu com parcialidade, isso se o processo que condenou o ex-presidente Lula não fosse vergonhoso.

Não se trata de defender o Lula; trata-se, isso sim, de mostrar que o processo foi forjado. Moro quer a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e não pode permanecer como protagonista de um escândalo judicial.

Mas, está difícil. Os escândalos continuarão sendo divulgados e não dá mais para negá-los. Os diálogos existiram, as conversas são reais e não houve edição, nem montagens. 

Moro quer entregar os anéis, para tentar salvar os dedos. Ou seja, o cargo de ministro do Supremo. 

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As vaias no presidente Bolsonaro
   5 de julho de 2019   │     10:08  │  24

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro não esperava ser vaiado no Mineirão, no intervalo do jogo da selão brasileira com a Argentina. Afinal, num espetáculo cujo ingresso variava de 100 reais a 800 reais, só a elite poderia estar presente.

Mas, as vaias aconteceram e alguém na comitiva presidencial, precavidamente, jogou a bandeira nacional sobre os braços do presidente, antes que Bolsonaro “disparasse” a metralhadora imaginária na direção dos torcedores que o vaiavam.

Tem sido comum vaiar presidente, mas não em começo de mandato e ainda no período de “lua de mel”, que, de ordinário, dura o primeiro ano do mandato.

É certo que a manifestação de desaprovação se confrontou com a manifestação de aprovação, porquanto houve que o aplaudisse, mas o presidente esperava a unanimidade nesse culto de louvação no qual ele acredita.

Depois de tantas mancadas e trapalhadas, convenhamos, Bolsonaro precisa urgentemente entender que não pode se apequenar, porque corre o risco de sucumbir. As vaias no Mineirão, ainda que em contraste com os aplausos, podem descambar num efeito dominó.

Isso porque, na Câmara, os policiais federais, militares e bombeiro gritaram em coro “traidor” definindo o governo que os enganou na questão da reforma da previdência.

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