Presidente passa recibo, com firma reconhecida e digitais
   13 de abril de 2021   │     13:05  │  6

Existem duas possibilidades para o presidente Jair Bolsonaro aplicar a tática de dividir para governar, que são:

1)É o atalho para o golpe.

2)É apenas mais um exemplo de incapacidade gerencial.

Fico com as duas, acrescentando que também na segunda opção deve-se acrescentar a falta de adestramento; o capitão, na verdade, nunca comandou nada.

Mas, ambas têm reflexos comprometedores, que podem resultar na reação internacional adversa diante da incapacidade do presidente de ser o governante de fato. Bolsonaro até agora só criou problemas para ele e para o país, e isso influi decisivamente até para quem almeja o golpe.

De crise em crise, desde que tomou posse até amanhã e depois…, o presidente se arrasta e nem mesmo o teatro montado diariamente, na frente do Palácio do Alvorada, parece não lhe estimular; o presidente não parece mais à vontade e se comporta como quem sabe mesmo que é tudo armação ilimitada.

De fato, quem duvidar que não é armação tente participar se não estiver previamente cadastrado e sob controle.

Tem agora a CPI da Pandemia, que Bolsonaro teme porque sabe que vai concluir que o governo negligenciou na compra de oxigênio para o Amazonas, e negligenciou mesmo; que o presidente desdenhou da pandemia e estimulou a contaminação – e desdenhou e estimulou mesmo; não há como negar.

O presidente tenta confundir os brasileiros, e muita gente se deixa enganar, quando pede para a CPI investigar também governadores e prefeitos, mesmo sabendo que a CPI investiga fatos e não ilações. Bolsonaro teria de apontar nomes e fatos, sem os quais – ele sabe disso -, não se instala CPI.

O pior é que o presidente passou recibo com firma reconhecida.

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Brasil sob a égide da fome, peste e guerra
   12 de abril de 2021   │     15:29  │  17

Depois de 15 anos de trégua, a fome voltou a atingir brasileiros que vivem na miséria absoluta. O número é ameaçador, aproximando-se de 10% da população do país sem emprego, sem renda e muitos sem moradia, vivendo nas ruas.

Para complicar a situação tem a pandemia causada pelo coronavírus e  agravada pela postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro, que boicotou a compra de vacinas e estimulou a contaminação e a automedicação, com medicamentos sem eficácia e reprovados pela Organização Mundial de Saúde.

Finalmente, se não bastasse a fome que está de volta e a “peste”, como se pode comparar a pandemia, o presidente fomenta a guerra contra os poderes constituídos da República, atacando o Supremo Tribunal Federal, que tem tido uma atuação impecável no combate a pandemia, e o próprio Congresso Nacional, pilares indispensáveis à democracia.

Com medo do que a CPI da pandemia possa apurar e descobrir comprometendo o governo, Bolsonaro ameaça agora “sair na porrada” com o senador Randolphe Rodrigues, um dos políticos mais íntegros da história do Congresso Nacional.

A política negacionista do governo brasileiro tem preocupado o mundo, porque o Brasil se tornou centro irradiador de variantes do coronavírus desconhecidas internacionalmente. França, Inglaterra, Alemanha e os Estados Unidos monitoram o Brasil, temendo que surja aqui uma variante ainda mais devastadora da doença.

Mas, não foi por falta de aviso.

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Bolsonaro passa recibo e Dória fatura irritando o presidente
   11 de abril de 2021   │     19:35  │  9

– Calma, Bolsonaro. O Butantan está desenvolvendo uma vacina anti-rábica. Vou vaciná-lo…

Essa postagem do governador de São Paulo, João Dória, no twitter, deixou o presidente Jair Bolsonaro possesso. Sem argumento para rebater, ele voltou a atacar o ex-aliado chamando-o de patife.

Bolsonaro não suporta ouvir alguém pronunciar o nome de Dória e a ordem é só se referir ao governador paulista com pejorativos; ninguém ousa pronunciar o nome do governador perto do presidente.

O pior é que o presidente perdeu espaço para o governador; Dória faturou na pandemia e se hoje os brasileiros estão sendo vacinados deve-se ao governador de São Paulo. Enquanto Bolsonaro boicotava a compra da vacina e estimulava a contaminação com a sua prática negacionista, Dória reverteu em seu favor o erro inicial quando saiu de férias e viajou para os Estados Unidos.

Diferente do presidente, o governador se penitenciou e pediu desculpa pelo erro; já Bolsonaro, que errou e continua errando, sendo responsável indireto pelas mais de 350 mil mortes, não aprendeu e ainda passou recibo quando anunciou que estava produzindo vacina numa universidade que pertence ao governo de São Paulo.

A briga é boa, apesar de colocar lado a lado o que produz vacinas e o que boicotou a vacinação, numa prática genocida que vai enlutar mais de 400 mil lares até o meio do ano.

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Por que Bolsonaro está desesperado com a criação da CPI?
   10 de abril de 2021   │     22:22  │  15

Até agora não entendi o desespero do presidente Jair Bolonaro, com a decisão do ministro do  Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso, mandando o Senado instalar a CPI para apurar a atuação do governo no combate à pandemia causada pelo coronavírus.

O pedido para criação da CPI estava sedo boicotado desde janeiro, o que obrigou um grupo de senadores a apelar para o Supremo. Aliado do governo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tinha engavetado o pedido.

O que Bolsonaro quer esconder?  Sabe-se que o presidente é negacionista e adotou a política genocida responsável por mais de 340 mil mortes, devendo chegar a 400 mil mortes até o meio do ano.

O presidente desdenhou da ´pandemia, fez piada com os doentes, disse que não era coveiro para contar cadáver e quando indagaram quando iria comprar vacina, respondeu desrespeitosamente: pergunte a sua mãe.

Além desses absurdos, que já são suficientes para desqualificar o presidente, existe crimes que o governo quer esconder? Pela reação descabida do presidente, essas dúvidas se robustecem e ficarão ainda mais agravadas, caso se confirme a informação de que o governo trabalha para convencer pelo menos seis senadores a retirarem suas assinaturas, inviabilizando a CPI.

Tem algo de podre sim, senão o presidente não estaria tão desesperado, ao ponto de atacar uma decisão correta – corretíssima -, do ministro Barroso, que cumpriu rigorosamente com a lei. Bolsonaro não tem mais como argumentar contra a CPI, porque até o desafio que ele fez para se investigar também prefeitos e governadores, foi automaticamente atendido.

E agora, o que o presidente vai dizer?

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Por que Bolsonaro reage à criação da CPI? O que o governo teme?
   9 de abril de 2021   │     13:54  │  22

Não entendi, porque ninguém honestamente pode entender, a reação destemperada do presidente Jair Bolsonaro contra a decisão correta, ainda que tenha demorado, do ministro Luiz Roberto Barroso, para autorizar a criação da CPI destinada a investigar a política negacionista e genocida do governo para combater a pandemia causada pelo Covid -19.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, aliado do presidente, deu uma justificativa chinfrim tentando justificar o injustificável. Ele disse que a prioridade é o combate à pandemia, o que é o óbvio ululante, mas cabe aí duas perguntas:  a CPI por acaso vai investigar rachadinhas ou vai investigar quem contribuiu para as mais de 340 mil mortes causadas pela pandemia? A segunda pergunta é: a CPI atrapalha o combate à pandemia?

Resposta: não, pelo contrário, a CPI vai mostrar exatamente quem atrapalhou, impediu ou boicotou o combate a pandemia. Deve ser por isso essa reação destemperada do presidente que, como sabemos, é um negacionista e um estimulador da contaminação, quando desrespeitou as medidas protetivas, boicotou o isolamento, atrasou a compra de vacinas e fez piadas de mau gosto com os que se protegem da pandemia.

Bolsonaro demitiu dois médicos, que eram ministros da Saúde, e nomeou um general que assumiu o Ministério com 15 mil mortes e o entregou com mais de 320 mil mortes.

Na falta de uma justificativa plausível, só posso entender esse “medo” da CPI pelos maus feitos que serão descobertos. Mas, isso é um problema dos maus feitores, não é problema da sociedade sadia, que quer saber, precisa saber e deve saber porque levaram o país a essa situação desesperadora, com o recorde de mortes, combinada com a falta de medicamentos, oxigênio e até de máscaras nos hospitais.

Deve ser esse o temor, que justifica essa reação descabida contra a CPI.

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