Justiça autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal da mãe de Renan
   20 de setembro de 2021   │     10:40  │  13

A pedido do Ministério Público, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe do filho “zero quatro”, Jair Renan Bolsonaro, o mais novo empresário no ramo de negócios de eventos e comunicação no país.

Para evitar que a investigação chegue diretamente ao presidente e, com isso, leve o processo para a Procuradoria-Geral da República, não houve o pedido para quebra de sigilo de pessoas e empresas que atuaram com Bolsonaro. Mas, a investigação vai de maio de 2005 a maio de 2021, incluindo o período em que Cristina esteve casada com o presidente – os dois se divorciaram litigiosamente em junho de 2008.

Cristina, que este ano se mudou para Brasília e mora numa mansão no Lago Sul, que está em nome de um corretor de imóveis, é investigada pela prática de crime de peculato no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, o filho “zero três” do presidente.

O divórcio litigioso do casal teve acusações de furto de cofre e omissão de patrimônio. No período em que estiveram casados, Bolsonaro e Ana Cristina adquiriram cinco terrenos, uma sala comercial em Resende-RJ, uma casa em Bento Ribeiro, na zona norte do  Rio, e o pagamento foi realizado com dinheiro em espécie, ou seja, sem depósito ou transferências bancárias.

O presidente está nos Estados Unidos, onde discursará nesta terça-feira, 21, na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, e foi informado por sua assessoria da decisão judicial envolvendo diretamente o filho, o vereador Carlos Bolsonaro, e a ex-mulher.

Na famosa reunião ministerial em abril do ano passado, quando Bolsonaro disse que não iria esperar que ‘fodessem” um filho ou um amigo dele para trocar a direção da Polícia Federal, o presidente não contava com a possibilidade de as investigações serem conduzidas  de forma independente, ou seja, pelo Ministério Público e a Polícia Civil.

Mas, por orientação da sua defesa, o presidente não vai se pronunciar.

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Vaiado, Bolsonaro entra pelos fundos do hotel em Nova Iorque
   19 de setembro de 2021   │     23:18  │  13

Depois de tentar entrar no Hotel Intercontinental Barclay, um dos mais luxuosos de Nova Iorque, o presidente Jair Bolsonaro foi obrigado a contornar o quarteirão para entrar no hotel pelo portão dos fundos.

Na frente do hotel, um grupo de manifestantes aguardava o presidente com cartazes chamando-o de “genocida e criminoso”. Bolsonaro estava acompanhado da mulher, Michele, e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, e se surpreendeu com a manifestação.

Diferente da primeira vez que esteve em Nova Iorque para abrir a reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 2019, este ano o presidente conheceu uma recepção hostil, o que é o sinal antecipado da repercussão ao seu discurso marcado para terça-feira, 21.

Bolsonaro é reconhecido mundialmente como negacionista da pandemia causada pelo coronavírus e opositor ferrenho da política ambientalista para preservação das florestas, especialmente a Floresta Amazônica. Várias toras de madeiras extraídas da floresta brasileira e exportadas ilegalmente, este ano, foram apreendidas pela fiscalização no Estado do Colorado-EUA.

A expectativa sobre o que Bolsonaro vai dizer no seu discurso nesta terça-feira é ainda maior agora, depois de ter sido surpreendido com a recepção negativa que o impediu de ter acesso ao hotel pela entrada principal. É a primeira vez que um chefe de estado, que vai participar da assembleia da ONU, se vê obrigado a entrar num hotel pela porta dos fundos.

Também se comenta que o presidente dos Estado Unidos, Joe Bidern, que discursará logos após Bolsonaro, só acessará a tribuna após o presidente brasileiro se retirar. Bolsonaro, que obteve autorização para participar da assembleia da ONU sem apresentar o atestado de vacina contra a Covid, no entanto, não poderá ter acesso a restaurantes e, se o fizer, terá de ficar numa ala isolada dos demais clientes.

Vai vendo, Brasil!

 

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Convocação de ex-mulher de Bolsonaro divide a CPI da Pandemia
     │     17:31  │  7

Aprovada enquanto o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente, presidia a sessão da CPI da Pandemia na semana passada, a convocação de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, dividiu a comissão e o presidente Omar Aziz disse que não vai convocá-la para depor.

Ana Cristina é mãe de Jair Renan, o filho “zero quatro” do presidente Bolsonaro, e foi citada pelo lobista Marconne Albernaz como a pessoa que intermediou a nomeação de Márcio Roberto Teixeira Nunes para o cargo de diretor do Instituto Evandro Chagas, órgão do Ministério da Saúde, no Pará.

Para conseguir a nomeação, Márcio Roberto pagou 400 mil reais a Marconne, que é amigo do filho e da ex-mulher do presidente Bolsonaro. Mas, Márcio Roberto acabou preso pela Polícia Federal, acusado de desviar 1 milhão e 400 mil reais do instituto no Pará.

No esquema descoberto pela Polícia Federal, e que a CPI teve acesso, há conversas telefônicas entre Marconne Albernaz e a advogada Karina Kufa, que defende o presidente Jair Bolsonaro, no processo de crime de peculato – as famosas “rachadinhas” -, e que será objeto de outra CPI.

Ao se posicionar contra a convocação da ex-mulher do presidente para depor na CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz alegou que Ana Cristina já é objeto de investigação sobre “rachadinha”, e também na suspeita sobre a compra de uma mansão no Lago Sul, e que pode ter sido registrada em nome de um “testa de ferro”.

A CPÌ está na reta final e o senador Renan Calheiros, relator, sustenta que já existe elementos que comprovam a prática de crimes de prevaricação e corrupção passiva e ativa, envolvendo, inclusive, o presidente Bolsonaro. No relatório, constará que Bolsonaro ligou diretamente para o primeiro-ministro da Índia pedindo para ele interceder em favor da venda da vacina Covaxin, que tinha o pagamento de propina no valor de 45 milhões de dólares, com aval do Fid Banka ( banco de mentira, na tradução do inglês), que não é banco e não pode dar aval para operações financeiras.

Será mais uma semana agitada na CPI da Pandemia, nessa reta final.

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Na ONU, Bolsonaro tentará apagar a imagem de negacionista
   18 de setembro de 2021   │     19:30  │  12

Diante das provas que pululam mundo à fora, sobre o seu negacionismo diante da pandemia causada pelo coronavírus, e até mesmo diante das denúncias já encaminhadas ao Tribunal Penal Internacional de Haia sobre genocídio indígena, será impossível o presidente Jair Bolsonaro convencer com seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) de que agiu corretamente no combate a praga da Covid -19.

Mas, ele tentará, claro, porque não poderia ser diferente. Bolsonaro, como tem sido a praxe para todos os presidentes brasileiros, abrirá a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, na terça-feira, 21, com um discurso que até ele mesmo se recusou a detalhar prevendo a repercussão negativa à priori. Foi isso o que ele próprio falou para apoiadores, na sexta-feira, 17.

O conceito de negacionista está tão estereotipado em Bolsonaro, diante do mundo, que o presidente dos Estados Unidos. Joe Biden, decidiu trocá-lo pelos presidentes da Argentina e do México, na reunião da Cúpula do Clima. O presidente brasileiro não foi convidado e esse é o sinal mais reluzente da pouco importância que é dada ao presidente brasileiro, algo sem dúvida inédito.

Contudo, não poderia ser diferente.

E o que Bolsonaro vai dizer na ONU? Que agiu corretamente para combater a pandemia? Que não defendeu a política genocida da imunidade de rebanho? Que não sabotou a compra de vacina? Que não desrespeitou as recomendações para distanciamento social e o uso de máscara? Que nunca patrocinou aglomerações? Que não fez chacotas com quem se contaminou com o coronavírus? Que nunca desdenhou das mortes e nunca disse que “não era coveiro”, para contar cadáveres?

Claro que o presidente brasileiro fez isso e muito mais; por exemplo: demorou nove meses para responder à oferta de vacinas pela Pfizer, enquanto negociava em tempo recorde – apenas 40 dias -, a compra da vacina indiana Covaxin, chegando a ligar diretamente para o governo indiano intercedendo no negócio, que se sabe agora, tinha o pagamento de 45 milhões de dólares de propina. O Brasil poderia ter sido o primeiro país a iniciar a vacinação da população, se o governo brasileiro tivesse atendido as ofertas da Pfizer.

Essa realidade não pode ser apagada, daí o discurso de Bolsonaro já ser considerado vazio. Há também a possibilidade de o presidente culpar o Supremo Tribunal Federal por tê-lo impedido de agir no combate a pandemia, mas isso não é verdade; o que o Supremo decidiu, acertadamente e, com isso, impediu que mais brasileiros morressem, foi determinar que a ação seria conjunto com os estados e municípios. Ou seja, o Supremo nunca impediu o governo federal de agir.

Agora imagine o combate à pandemia comandado por um negacionista! Pense na paz de cemitério…

 

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Preço do quilo de pé de galinha dispara, e vai vendo Brasil!
   17 de setembro de 2021   │     20:01  │  30

Depois de Cuiabá, onde famílias estão disputando ossos destinados à ração de cachorro, para se alimentarem, a opção pelo pé de galinha levou à corrida aos açougues e ao consequente aumento do produto antes rejeitado.

O quilo de pé de galinha aumentou 100%, passando de 2 reais e 50 centavos para 5 reais, e por enquanto é a única – e talvez última -, opção às família pobres de terem acesso à proteína.

O ovo, que antes era opção, agora também está com preço proibitivo para grande parte da população levada nos últimos anos à miséria. Segundo dados do IBGE, 20 milhões de famílias sobrevivem com menos de 400 reais por mês.

Enquanto isso, o “crescimento em vê” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, virou motivo de chacota, e passou a ser “crescimento em VVB”, ou “Vai Vendo Brasil”, para usar o jargão do senador bolsonarista Marcos Rogério, na CPI da Pandemia.

E como nada é tão ruim, que não possa piorar, Paulo Guedes pediu autorização ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para realizar “pedalada fiscal” e dar o calote no pagamento dos precatórios, que o próprio Supremo já decidiu ser inegociável e inadiável.

Vai vendo, Brasil.

Nada, porém, se dá por falta de aviso. É verdade que muita gente foi ludibriada na boa fé, mas outras ainda se deixam levar pelos discursos negacionistas do governo, e às vezes até mentirosos, como é o caso de quando se refere ao combate à pandemia causada pelo coronavírus.

Por exemplo, o presidente Jair Bolsonaro disse na sua “live” da quinta-feira que a Organização Mundial de Saúde proibiu a vacinação contra a Covid para crianças, e é mentira – a OMS nunca proibiu, daí, os prefeitos agiram corretamente ao não obedecerem a ordem para suspender a vacinação.

Das ossadas para ração de cachorro, que viraram proteína humana, ao quilo de pé de galinha que disparou nos açougues, tem agora o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com o qual Bolsonaro pretende financiar o Bolsa Família, penalizando a classe média.

Vai vendo, Brasil…

 

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