E a polícia pode fazer greve?
   15 de maio de 2014   │     15:54  │  3

Brasília – Um país onde o policial e o médico fazem greve não é um país sério. Greve da polícia significa o estimulo ao crime assim como a greve do médico público significa o estimulo à morte.

São duas categorias que exercem funções insubstituíveis e quando deixam de trabalhar a consequência é trágica, porquanto implica em que alguém vai morrer.

E se a consequência da greve dessas categorias é a morte de alguém, das duas uma: a morte por omissão de socorro deixou de ser crime ou essas categorias devem estar constitucionalmente impedidas de promoverem movimentos paredistas.

Mas, e se esses profissionais estão com os soldos e vencimentos defasados?

Aí é um problema para a justiça resolver e nesse particular a justiça terá de ser célere e definitiva, ou seja, toda sentença terá de ser cumprida imediatamente ainda que caiba recurso.

O que não pode, de maneira alguma, é essas duas categorias paralisarem as suas atividades porque isso implica no estimulo à morte – e matar alguém deve ser crime, seja com o uso de armas ou pela omissão.

Infelizmente, o país está entorpecido pela rara oportunidade de conviver com uma estabilidade política e econômica jamais vivenciada.

A violência se institucionalizou de uma maneira que não se vislumbra a saída para o caos e, ao mesmo tempo, se permite tamanha incoerência que se ilustra na fábula da greve dos gatos para deleite dos ratos.

A greve é um instrumento legitimo do trabalhador, mas a legitimidade de um movimento não pode jamais ameaçar a segurança ou a saúde do todo que se materializa na sociedade.

Mas, diante do que a sociedade está passando com a violência que ninguém estanca e sequer ameniza, o mais grave é que a greve caminha para o tanto faz como tanto fez.

Ou seja: pelo menos se pode justificar o aumento da violência pela greve da polícia. Muito pior será depois quando a greve acabar e a violência continuar, como tem continuado, nessa escalada rumo ao infinito.

COMENTÁRIOS
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  1. Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    ERRATA
    O texto aqui transcrito foi pescado do nosso modesto, simples, singelo e sincero Blog http://gouveiacel.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html
    Vejamos mais, a saber: GREVE NÃO É MOTIM*
    “Sr Editor,
    “Será que o editorial do ano I, volume I desse neo matutino não se equivocou com a vírgula, ela não está demais na frase título? Deveria ser este o título: GREVE NÃO É MOTIM! Ou GREVE, não é motim! Repito: GREVE NÃO É MOTIM. Muito pelo contrário, a greve é um direito social do espoliado, perseguido e discriminado trabalhador, é uma árdua e dolorosa conquista social, jurídica e trabalhista do pobre, porém honrado e honesto trabalhador, que dela dispõe, como último recurso e em última trincheira, em suas negociações legais, justas e legítimas, nas negociações com o patronato inflexível e insensível, não é motim, como dito pelo editorial, mesmo que seja usada por algumas categorias tidas como essenciais, mas proibidas por lei de disporem desse direito, o que já as tornam vergonhosa, inaceitável e odiosamente discriminadas, diminuídas ou os tornam como subespécie da raça humana ou cidadãos de segunda categoria, como dito por um autor que é servidor público militar, pois mesmo sendo considerada essencial não é remunerada como tal.
    Eles não devem fazer nenhum movimento reivindicatório ainda que seja por melhores ou mais dignos salários, como aduz o editorial, vez que, em assim fazendo, é ilegal, motim, sublevação, insubordinação e indisciplina graves. Mas não é grave nem ilegal ou mesmo insubordinação ou indisciplina sobreviver e arriscar suas próprias vidas pelos míseros salários de fome que certos governos lhes retribuem como óbolo da contraprestação de seus serviços “essenciais”.
    É certo de que é o povo quem os pagam, através de seus impostos, mas não é ele quem decide o valor mensal a que faz jus o castrense estadual e sim o gestor dessa arrecadação. Aliás, pelo povo, sociedade e comunidade em geral, há um consenso de que auferimos miseravelmente pelo risco de vida que corremos, mas os governos dizem que não há recursos para nós e dizem que nunca há verba suficiente para aumentar os salários dos serviços “essenciais”, mas sempre há para os pequenos salários dos ministros, dos desembargadores, dos parlamentares (senadores, deputados e vereadores) dos magistrados, dos conselheiros, dos promotores, dos procuradores, dos secretários e dos comissionados do governo, ou não?
    Espero que se registrem esse meu protesto se é que nos querem como cidadãos e respeitando aos direitos humanos dos demais cidadãos, então que nos tratem e nos respeitem como cidadãos também em direitos, pois em deveres e obrigações já somos bastante assoberbados, no sentido de sobrecarregados e cheios de obrigações e afazeres, e bastante diferentes dos demais cidadãos. Chega de rigorosas exigências sem a devida e igualitária contraprestação em direitos.
    É como dissera certo pensador: “Soldados! Não vos entregueis a esses brutais que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada; que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como carne para o canhão. Não sois máquinas. Homens é que sois” Portanto nos tratem como homens e seres humanos que somos.”
    Maceió, 27.08.2001
    Jonilson Falcão de Guerra
    jofego@zipmail.com.br
    *N.A.: Texto enviado, pelo autor, a um semanário local, com cópia a este Autor, à época, não publicado – olhe-se a data acima, que, hoje, aqui e agora EDITAMOS na íntegra. A história se repete; só se mudam as personagens! À época, algumas personagens defendiam, abertamente e na mídia, aos direitos paredistas das categorias de trabalhadores tidas como essenciais, inclusive dos militares estaduais. Hoje, os chama de baderneiros! Vá entender?
    Aliás, os Sem Terras, Sem-Tetos e SEM NADA e TUDO de todos os gêneros podem de tudo, pois “movimento social e vítimas do Estado”, mas castrense estadual parece SER pior que eles, pois NADA PODEM e NEM DEVEM, para alguns açodados falantes e sempre contrários aos nossos pleitos legais!
    Abr
    JG
    P.S.: Bob, havia-me dito que não mais voltaria a ler seus posts, mas és insistente em repudiar aos briosos policiais, consoante tua cartilha, né?

  2. Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    O texto aqui transcrito foi pescado do Blog http://gouveiacel.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html
    Vejamos mais, a saber: GREVE NÃO É MOTIM*
    “Sr Editor,
    “Será que o editorial do ano I, volume I desse neo matutino não se equivocou com a vírgula, ela não está demais na frase título? Deveria ser este o título: GREVE NÃO É MOTIM! Ou GREVE, não é motim! Repito: GREVE NÃO É MOTIM. Muito pelo contrário, a greve é um direito social do espoliado, perseguido e discriminado trabalhador, é uma árdua e dolorosa conquista social, jurídica e trabalhista do pobre, porém honrado e honesto trabalhador, que dela dispõe, como último recurso e em última trincheira, em suas negociações legais, justas e legítimas, nas negociações com o patronato inflexível e insensível, não é motim, como dito pelo editorial, mesmo que seja usada por algumas categorias tidas como essenciais, mas proibidas por lei de disporem desse direito, o que já as tornam vergonhosa, inaceitável e odiosamente discriminadas, diminuídas ou os tornam como subespécie da raça humana ou cidadãos de segunda categoria, como dito por um autor que é servidor público militar, pois mesmo sendo considerada essencial não é remunerada como tal.
    Eles não devem fazer nenhum movimento reivindicatório ainda que seja por melhores ou mais dignos salários, como aduz o editorial, vez que, em assim fazendo, é ilegal, motim, sublevação, insubordinação e indisciplina graves. Mas não é grave nem ilegal ou mesmo insubordinação ou indisciplina sobreviver e arriscar suas próprias vidas pelos míseros salários de fome que certos governos lhes retribuem como óbolo da contraprestação de seus serviços “essenciais”.
    É certo de que é o povo quem nos paga, através de seus impostos, mas não é ele quem decide o valor mensal a que faz jus o castrenses estadual e sim o gestor dessa arrecadação. Aliás, pelo povo, sociedade e comunidade me geral há um consenso de que auferimos miseravelmente pelo risco de vida que corremos, mas os governos dizem que não há recursos para nós e dizem que nunca há verba suficiente para aumentar os salários dos serviços “essenciais”, mas sempre há para os pequenos salários dos ministros, dos desembargadores, dos parlamentares (senadores, deputados e vereadores) dos magistrados, dos conselheiros, dos promotores, dos procuradores, dos secretários e dos comissionados do governo, ou não?
    Espero que registrem esse meu protesto se é que nos querem como cidadãos e respeitando aos direitos humanos dos demais cidadãos, então que nos tratem e nos respeitem como cidadãos também em direitos, pois em deveres e obrigações já somos bastante assoberbados, no sentido de sobrecarregados e cheios de obrigações e afazeres, e bastante diferentes dos demais cidadãos. Chega de rigorosas exigências sem a devida e igualitária contraprestação em direitos.
    É como dissera certo pensador: “Soldados! Não vos entregueis a esses brutais que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada; que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como carne para o canhão. Não sois máquinas. Homens é que sois” Portanto nos tratem como homens e seres humanos que somos.”
    Maceió, 27.08.2001
    Jonilson Falcão de Guerra
    jofego@zipmail.com.br
    *N.A.: Texto enviado, pelo autor, a um semanário local, com cópia a este Autor, à época, não publicado – olhe-se a data acima, que, hoje, aqui e agora EDITAMOS na íntegra. A história se repete; só se mudam as personagens! À época, algumas personagens defendiam, abertamente e na mídia, aos direitos paredistas das categorias de trabalhadores tidas como essenciais, inclusive dos militares estaduais. Hoje, os chama de baderneiros! Vá entender.(?)
    Aliás, os Sem Terras, Sem-Tetos e SEM NADA e TUDO de todos os gêneros podem de tudo, pois “movimento social e vítimas do Estado”, mas castrense estadual parece SER pior que eles, pois NADA PODEM e NEM DEVEM, para alguns açodados falantes e sempre contrários aos nossos pleitos legais!
    Abr
    JG
    P.S.: Bob, havia-me dito que não mais voltaria a ler seus posts, mas és insistente em repudiar aos briosos policiais consoante tua cartilha, né!?

  3. jose luiz

    isso porque não é o senhor que vive com salario de dois mil reais, trabalhando em quarteis imundos e com escala mensal de no minimo 240hs sem estrutura nas ocorrencias com efetivo nas cidades do interior-al apenas dois homens sendo desmoralizado toda hora, olhar o quintal dos outros é muito bom.

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