China exige retratação do filho de Bolsonaro
   19 de março de 2020   │     1:53  │  25

Brasília – O deputado Eduardo Bolsonaro criou mais um problema para o pai e, obviamente, para o país.

De forma irresponsável, ele culpou a China pela pandemia do Coronavírus. Não apresentou as provas porque não as tem e também porque não é verdade.

Imediatamente, o governo chinês reagiu e exige uma retratação publica pelo que considera insulto – e é mesmo -, do filho do presidente que fala pelo pai, como o próprio pai já admitiu.

É possível que não admita dessa vez, claro, porque o filho ultrapassou o limite da decência e da civilidade.

Imagine que foram os chineses, após apelo dramático do governo Bolsonaro, que salvaram do malogro o leilão de áreas do Pre-Sal.

Mas, tem sido assim desde a posse. Para recapitular, Bolsonaro prometeu transferir a embaixada brasileira para Jerusalém e fechar o escritório da Palestina no Brasil.

Resultado: não fez e não fará o que prometeu e, pior, criou problemas com os árabes, parceiros comerciais, que reagiram eliminando 27 frigoríficos nos contratos para exportação de carne.

Bolsonaro também criou problemas com a França e se tornou mundialmente conhecido como “o presidente das queimadas na Amazônia”.

O pior é que o presidente não se posicionou repreendendo o filho nem se desculpou com o embaixador chinês, pela infeliz e irresponsável postagem. Quem o fez foi o presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Por essa e outra, parece mesmo que o presidente não precisa de oposição. Quando não é ele próprio que faz declarações desastradas, são os filhos.

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Desconfiados, investidores somem e dólar passa dos 5 reais
   18 de março de 2020   │     18:38  │  5

Brasília – Apesar dos números apontando o agravamento da pandemia de Coronavírus e, pior, apesar de dois ministros, o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e almirante Bento Albuquerque, das Minas e Energia, estarem com a doença, o presidente Jair Bolsonaro teima em minimizar os efeitos da doença que acomete o mundo.

Ele é o único presidente a sustentar essa posição e até se expor publicamente, indo na contramão de uma crise que, se para os outros países tem efeitos restritos à pandemia da doença, para o Brasil vem agravar o que já estava ruim muito antes da pandemia.

Ou seja, se a pandemia deu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a desculpa para justificar a crise econômica grave que o país enfrenta desde o início de 2019, está faltando combinar com o mercado – que, obviamente, tem outra explicação para a queda dos investimentos e a fuga dos investidores.

Vamos recapitular: não havia ainda a pandemia de Coronavírus e em plena lua de mel com o novo governo, isto em 2019, os investidores retiraram R$ 44 bilhões e 200 milhões investidos na Bolsa de Valores brasileira. Este ano, só nesse primeiro trimestre e ainda sem a crise causada pelo Coronavírus, eles retiraram mais R$ 44 bilhões e 700 milhões – e isto, em apenas três meses.

A sinalização para este ano é de estagnação econômica e a previsão de crescimento do PIB ( Produto Interno Bruto ), estimada pelo governo em 2,2%, será na verdade de 0,5%, o menor PIB dos últimos 30 anos. Agrava-se o quadro com a escalada do preço do dólar em relação ao real, que é o maior da história desde a criação do Plano Real.

O valor de 1 dólar atingiu 5 reais e 14 centavos, mesmo com o governo torrando as reservas na moeda americana. Já são quase 50 bilhões de dólares que o governo Bolsonaro usou, apenas para evitar que a moeda americana dispare descontroladamente. O governo usou esse dinheiro para tentar conter a escalada da moeda americana e não conseguiu.

Tudo isso é reflexo dos posicionamentos do presidente que – pasmem -, em plena crise causada pela pandemia do Coronavírus, usou seu tempo na entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira, 18, para explicar que não desacatou a orientação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandete, “nem tem nada contra o ministro”.

Num ambiente governamental tão conturbado como esse, com o próprio presidente protagonizando desavenças e inseguranças, a pandemia de Coronavírus é mesmo uma tolice porque ela passa, mas o governo não demonstrou ainda que vai finalmente governar e pacificar o país.

Aliás, essa incerteza é que vem alimentando a fuga de capitais, o sumiço dos investidores e a escalada do preço do dólar para além do valor tolerável.

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Desmoralizaram o Brasil perante o mundo. Era esse o projeto?
     │     1:14  │  24

Brasília – Depois de apoiar, participar e aplaudir a manifestação contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro convida os presidentes desses poderes para uma reunião nesta quarta-feira, 18, no Palácio do Planalto.

Por educação e para demonstrar ao Brasil e ao mundo – sim, porque a imagem do Brasil no mundo, hoje, é péssima -, o senador David Alcolumbre, o deputado Rodrigo Maia e o ministro Dias Tóffolli, devem ir.

Mas, precavidos porque, das outras vezes que Bolsonaro os reuniu, logo após eles irem embora, o presidente desceu a lenha pelas redes sociais.

Tem sido assim.

O presidente apostou errado e acumula tantos erros, que até o Bejamin Netaniahu sumiu porque os compromissos que Bolsonaro assumiu com ele, de fechar a representação diplomática da Palestina no Brasil e transferir a sede da embaixada brasileira pra Jerusalém, não cumpriu e nem vai cumprir.

Bolsonaro está arrastando o que resta do Brasil – sim, o que resta porque ninguém vai investir num país sem comandante -, para a encruzilhada, que vai engoli-lo.

Ainda que o PT tenha feito”merdas” – e fez -, não dá mais para atribui-lo as culpas, se está há 4 anos fora do poder e se o governo atual se mantem se, e somente se, graças as reservas em dólares que herdou.

Ah! Que bom que apareceu o Coronavírus e o governo, apesar do Bolsonaro desdenhar da epidemia, como tem desdenhado, pode ir justificando para os incautos os erros que cometeu desde janeiro de 2019.

Lembrem-se: ninguém embarca num avião sem piloto, ninguém embarca num navio sem comandante, assim como ninguém investe num país com um presidente que se ajoelha aos pés de um punguista de Deus e, pior, não sustenta a palavra que empenha.

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Ex-bolsonarista, deputada pede para general Mourão assumir o governo
   16 de março de 2020   │     18:25  │  24

Brasília – Responsável pela denúncia que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e eleita deputada estadual pelo PSL em São Paulo, com expressiva votação, a advogada Janaína Paschoal foi uma ferrenha defensora do então candidato a presidente Jair Bolsonaro.

Se engajou na campanha presidencial e fez discursos inflamados para defender Jair Bolsonaro, mas, agora também jogou a toalha. Depois dos deputados Alexandre Frota e Joice Hansselmann, ela também descobriu que Bolsonaro não tem condições de presidir a nação e vai levar o Brasil a uma crise séria se não for afastado.

-“Esse senhor ( Jair Bolsonaro ) não tem as mínimas condições de ser presidente e o vice Mourão ( general Hamilton ) deve assumir” -, disse a deputada em entrevista à jornalista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergmon.

A deputada e advogada mostrou que o presidente cometeu crime de responsabilidade quando expôs a si e aos outros ao risco de contaminação com o Coronavírus, ao participar da manifestação no domingo, 15, mesmo  sabendo que doze pessoas da comitiva presidencial que o acompanhou na viagem à Flórida estão com a doença.

Isso, além de indiretamente desmentir o ministro da Saúde, Henrique Mandeta, que orientou à população a ficar em casa e evitar aglomerações.

Que ninguém desdenhe da deputada Janaína, porque existe de fato um grupo influente que retirou seu apoio ao presidente, ainda que não se manifeste como opositores, e, entre esses estão generais  preocupados com o que descobriram dentro do próprio governo – e, por isso, pularam fora forçando suas demissões, até de certa forma sendo humilhados.

Na última entrevista que concedeu, antes de morrer precocemente, o advogado Gustavo Bebiano, “o homem que sabia demais” sobre Bolsonaro, disse no programa Roda Viva, da TV Cultura, que a orientação do Olavo de Carvalho, o pensador influente e guru do governo, é fortalecer as polícias militares, porque possuem mais de 700 mil homens, ou seja, quase três vezes o efetivo das Forças Armadas.

Considerando que Olavo de Carvalho já chamou o general Villas Boas de “aleijado” e atacou o general Hamilton Mourão, de fato, tem algo de muito estranho acontecendo nos bastidores. Bebiano também denunciou que o presidente nomeou um delegado da Polícia Federal, por indicação do filho, só para “vigiar” o general Augusto Heleno no Gabinete de Segurança Institucional.

Tem algo de estranho nos ares da Capital Federal, isso tem. Daí, a sugestão da deputada  Janaína Paschoal para Bolsonaro ser afastado camufla um sentimento que se faz corrente em doses homeopáticas, mas já não é tão camuflado assim.

Isso, agravado com a crise na economia, que vai se arrastar este ano, completando 4 anos seguidos de “Pibinho”. Este ano, o ministro Paulo Guedes anunciou que o Produto Interno Bruto será de 2,4%, mas, igual o PIB do ano passado que ele também superestimou, não deverá na realidade atingir 1,5% no melhor dos otimismos.

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Autor do Plano Real vê economia em declínio e crise aumentando
   15 de março de 2020   │     18:36  │  9

Brasília – O economista André Lara Rezende, um dos autores do Plano Real, advertiu para a crise que vai advir caso o governo insista na tese ultrapassada do “estado mínimo”. Ele criticou a política econômica adotada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sustentando que não vai alavancar a economia.

Ex-dirigente do Banco Central, ele lançou livro sobre o modelo econômico baseado na tese do “Laissez Faire”, do economista Milton Friedman, para mostrar que funcionou apenas na década de 1960, mas, hoje, levou o Chile à crise e está levando o Brasil à estagnação econômica, com desemprego alto e a fuga de capitais.

Não por coincidência – digo eu -, Paulo Guedes é um dos economistas conhecidos como “Chicago Boys”, responsáveis pela crise econômica que eclodiu no Chile.

Para tentar evitar que a crise se agrave, o governo brasileiro já torrou 44 bilhões de dólares da reserva que o país mantém desde 2010 e, ainda assim, não foi capaz de evitar a fuga de capitais – o que nada tem a ver com a epidemia do Coronavírus -, que já soma R$ 44 bilhões em apenas três meses, além da disparada do preço do dólar – que já bateu a cada dos 5 reais.

Na sua análise, o economista André Lara Rezende sustenta a necessidade do governo brasileiro retomar a confiança dos investidores estrangeiros no país, sem o que será impossívl a retomada do crescimento.

Ou seja, no ano passado o PIB ( Produto Interno Bruto ) do país foi o menor já registrado desde 1989, “um pibinho” de apenas 1,1% de crescimento, e este ano já é certo que também não vai atingir a meta de 2,2% e deverá ficar no máximo em 1,6%, com a desconfiança que se mantém e as crises alimentadas pelo próprio governo afugentando os investidores e criando o clima de desconfiança generalizada no país.

Dizem que 2020 será mais um ano perdido.

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