A falta de projeto lidera as pesquisas para presidente
   2 de outubro de 2018   │     11:41  │  28

por Aprigio Vilanova*

Esta eleição é um momento atípico no processo eleitoral brasileiro. A polarização que aconteceu, em 2014, se acentuou e ganhou novos contornos. Pelo que tudo indica teremos no segundo turno a disputa entre o campo progressista e o anti-petismo.

Estas são as duas forças que dominam o cenário político. Na primeira existe um projeto nacional de desenvolvimento com inclusão social, no outro espectro existe o anti-projeto progressista. Ou seja, existe um projeto de país de um lado e, do outro, apenas a negação.

Para quem se preocupou em analisar o plano de governo do candidato Jair Bolsonaro (PSL) se deparou com a inexistência de um programa para o país, existe a preocupação em negar qualquer política que possa ser entendida como do campo progressista.

Além, é claro, de explorar, a partir de um viés moralista, propostas que estão no imaginário de uma parte da população como símbolos ameaçadores de destruição da família e de atentado a moral e aos bons costumes dos cidadãos de bem.

A máquina de propaganda construída a partir do terrorismo psicológico se mostra eficaz em sua jornada. É criada a expectativa de estado permanente de atenção para perigos imaginários e esta população entorpecida não atenta para os reais perigos que a espreitam.    

A tentativa vem surtindo efeito, instalasse um estado permanente de ameaça, a população acuada acredita viver a véspera do ataque do monstro vermelho e, pronto, caminho pavimentado para ascenção de um populista autoritário de direita.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Mulheres, o mundo é todo seu!
   1 de outubro de 2018   │     2:20  │  21

por Aprigio Vilanova (texto e fotos)*

Ato organizado pelas mulheres em Maceió

Mesmo que você não apoie, mesmo que você seja de um outro campo político, é impossível não reconhecer que, o movimento organizado pelas mulheres contra a candidatura de Jair Bolsonaro e as idéias extremistas que colocam em jogo as conquistas humanistas, protagonizaram um movimento inédito na política nacional. 

O movimento que ficou conhecido como #elenão revela um momento no qual uma boa parte da população brasileira saiu as ruas para influir no processo político, e pelo que tudo indica será uma influência decisiva, um movimento suprapartidário  protagonizado por mulheres.

Não há duvida que o movimento que aconteceu neste final de semana já entrou para a história da política nacional. Em Alagoas, para quem acompanha a movimentação política, chegou a conclusão de que se trata da maior manifestação já registrada. Maior do que a manifestação que derrubou o governador Divaldo Suruagy.

As mulheres demonstraram, na prática, a capacidade de organização política que sempre tiveram na teoria. Não há dúvida de que retomarão o espaço que sempre foi seu, no início das organizações sociais o poder era matriarcal, ou seja, estruturado a partir da figura materna.

A mulher era a base da organização familiar e definia a linha parental, os homens se resumiam ao papel de tios. Essa foi a primeira organização familiar, uma organização fundamentada na figura da mulher, a sociedade matriarcal.

Claro que a história da sociedade matriarcal como no início dos povos não se repetirá, mas é questão de tempo que as mulheres retomarão seu espaço de poder. Por mais que as estruturas sociais se fundamentem no machismo patriarcal, o caminho retornará ao poder feminino. 

Viajando no tempo e chegando ao nordeste brasileiro a gente chega a conclusão que o poder da mulher sempre foi muito forte, apesar do machismo imperante. Mais que qualquer região brasileira, no nordeste impera a força feminina.  

A figura da mulher, no nordeste, impera como a representação de poder de fato, mesmo que de direito esteja longe do exercício pleno. Ainda não presenciei uma família na qual a mulher não mande, ainda que este exercício de poder precise ser camuflado.

Não é a tôa que ficou reservado a mulher o poder da procriação. Para alguém minimamente religioso há de reconhecer a força que está na capacidade de gerar a vida. As mulheres, cada dia mais, estão entendendo seu lugar no mundo e estão exercendo sua força.  Esperemos um mundo melhor, ele virá. 

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

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Fux proibe entrevista de Lula e Bolsonaro só aceita se ganhar
   29 de setembro de 2018   │     5:39  │  31

por Aprigio Vilanova*

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu a autorização do também ministro, Lewandowisck, em conceder o direito de se manifestar ao ex-presidente Lula. Alem de proibir, Fux, decidiu que se a entrevista já estiver sido realizada, não poderá ser veiculada.

A decisão do ministro, Luz Fuz, terá que ir ao plenário do STF para referendar a decisão de Lewandowisck ou a decisão de Fux. Luiz Fuz, na decisão que proibiu a entrevista afirmou que: ” “Determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar qualquer entrevista.

A Folha de São Paulo já considera como o mais grave ato de censura protagonizado desde a ditadura militar.  Fux proibiu a divulgação de qualquer material que tenha sido gravado por Lula sob pena de enquadrar como desobediência civil.

O ministro Fuz atendeu a um pedido protocolizado pelo partido Novo, solicitando o impedimento de que o ex-presidente Lula possa conceder entrevista. Pelo que fica claro, a decisão de Fuz, é flagrante descumprimento dos preceitos constitucionais.

Ao mesmo tempo, Jair Bolsonaro, que está se recuperando em hospital, afirma que não aceitará uma provável derrota nas eleições. Pelo que transparece a frágil democracia brasileira corre sério riscos.

*Jornalista Frmado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Lula concederá entrevista a jornalistas da Folha
   28 de setembro de 2018   │     12:59  │  18

por Aprigio Vilanova (texto e foto)*

Lula na passagem da caravana por Maceió

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowisck, concedeu liminar autorizando os jornalistas, Mônica Bergamo e Florestan Fernandes Júnior, da Folha de São Paulo, autorizando a entrevista com o ex-presidente Lula.

A 12ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná, havia, antecipadamente, proibido a possibilidade do ex-presidente conceder entrevistas. Na decisão, a 12ª Vara Federal  entendeu que não havia previsão constitucional que embasasse o direito de Lula ser entrevistado.

Lewandowisck, na decisão, ressaltou que o STF garantiu a plena liberdade do exercício da imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia. Na deliberação, o ministro do STF afirmou que: “ao censurar a imprensa e negar ao preso o direito de contato com o mundo exterior, viola frontalmente o que foi decidido na ADPF 130”.

O ministro ressaltou que existe inúmeros precedentes, nos quais o STF garantiu o direito de pessoas presas concederem entrevistas e que, “não raro os meios de comunicação entrevistam presos por todo o país, sem que isso acarrete em maiores problemas ao funcionamento do sistema carcerário”.

A decisão de Lewandowsck garante aos jornalistas acesso com todos os equipamentos necessários para a captação de áudio, vídeo e fotojornalismo.

*É Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

       

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Bolsonaro desdiz Mourão, erra a Constituição e as cláusulas pétreas
   27 de setembro de 2018   │     21:58  │  12

por Aprigio Vilanova*

Na tentativa de desfazer o mal-entendido da fala de seu vice, Hamilton Mourão, o candidato Jair Bolsonaro se pronunciou em sua conta no Twitter. No post, o candidato incluiu o artigo 7º da constituição no rol das cláusulas pétreas, ou seja, aquelas que o constituinte definiu como imutáveis enquanto esta Constituição estiver vigorando.

O artigo 7º faz referência aos direitos e garantias fundamentais e dos direitos sociais. Este artigo, além de outros direitos, garante o décimo terceiro salário como direito social, está expresso que se trata de direito social.

Acontece que as clásulas pétreas são expressamente definidas no parágrafo 4º, do artigo 60. O parágrafo 4º, deixa explicito quais são as cláusulas pétreas que não podem ser modificadas.

reprodução

A Constituição faz referência aos direitos e garantias individuais como uma das cláusulas pétreas, portanto o que está disposto no artigo 5º da Carta Magna, as outras estão elencadas nos incisos de I a III.

*Jornalista Formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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