FHC quer Luciano e João para transformar o Brasil num grande Caldeirão do Huck
   8 de maio de 2017   │     14:15  │  92

por Aprigio Vilanova

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, que o apresentador Luciano Huck e o prefeito de São Paulo, João Dória, representam o novo. A declaração do ex-presidente não repercute bem.

Para o ex-presidente, a solução nacional é o Caldeirão do Huck. Após a declaração muitos já imaginam os programas da plataforma do Caldeirão. Primeiro Luciano Huck despacharia direto do antigo Projac, atualmente Estúdios Globo.

FHC já articula alguns programas de governo com Huck, para a área da educação todos os investimentos irão para o Soletrando, as crianças do Brasil se tornarão especialistas em soletrar.

Huck irá implementar o Lar Doce Lar nacional como programa de habitação. O cidadão escreve uma carta para a produção do Caldeirão e espera ser sorteado. Os contemplados terão seus nomes anunciados, em cadeia nacional, durante o programa.

O combate às desigualdades sociais será feito com o programa Quem Quer Ser um Milionário?. O “novo”, como definiu FHC, acredita que será o quadro mais disputado e promete muito suspense, parece que vai deixar esse quadro só para o final que é para manter a audiência.

A indústria automobilística será contemplada com o quadro Lata Velha Zero. Será que no turismo, Huck pretende utilizar o banco de dados que conseguiu oferecendo mulheres brasileiras para turistas estrangeiros, durante a Copa do Mundo, em 2014?

É mesmo uma piada de extremo mau gosto, mas FHC não atira no escuro. O PSDB está perdido após as pesquisas divulgadas nas últimas semanas. O quadro mostrou que todos os caciques tucanos estariam fora do segundo turno das eleições presidenciais.

O fenômeno ascendente do não-político como solução para a crise de legitimidade de nossas instituições é ingênuo. Não há solução fora da política, portanto um indivíduo que se coloca como um não-político e disputa um cargo público é no mínimo um demagogo.

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Odebrecht opera obras na Petrobras desde 1954, mas é tudo culpa do Lula
   7 de maio de 2017   │     19:09  │  22

Por Aprigio Vilanova

Na próxima quarta (10/5) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestará depoimento, na 7ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba. O depoimento de Lula foi adiado, segundo o Juiz Sérgio Moro, por necessidade de aprimoramento no esquema de segurança para o depoimento.

Parece que o esquema de segurança que foi aprimorado não garante muita segurança. A própria Lava Jato, apoiada em grandes veículos de imprensa, constrói este ambiente de acirramentos.

O juiz Moro publicou um vídeo nas redes sociais pedindo para que os militantes antipetistas não compareçam ao tribunal no depoimento do ex-presidente Lula. É esperada uma grande participação popular em apoio ao ex-presidente Lula.

Alguns meses atrás o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) prestou depoimento para o juiz Sérgio Moro. Em nada parecia um interrogatório, o clima era de descontração, risadas de ambos, causos pitorescos, um ambiente amistoso para o ex-presidente FHC.

Para inquirir o ex-presidente Lula o clima promete ser justamente o oposto. Não há espaço para intimidades, afinal de contas não há intimidade. O clima do interrogatório será quente e o humor do juiz Sérgio Moro não estará dos melhores.

Mas FHC foi o presidente brasileiro que antecedeu o ex-presidente Lula, e também estaria comprometido até o ultimo fio de cabelo se a investigação da operação Lava Jato não tivesse um alvo bem definido.

O Emilio Odebrecht, pai de Marcelo Odebrecht, afirmou, face a face ao juiz, que este tipo de esquema opera há pelo menos trinta anos. Na certa o ex-presidente da Odebrecht quis omitir o período ditatorial.

A relação entre a Odebrecht e a Petrobras remete a fundação da petrolífera. Juracy Magalhães, militar radicado na Bahia, foi nomeado, em 1954, primeiro presidente da Petrobras. É aí que começa a relação Odebrecht e Petrobrás, a empreiteira baiana começa a ganhar obras para construir gasodutos.

Juracy Magalhães é o embaixador do Brasil no Estados Unidos da célebre frase: “ O que é bom para o Estados Unidos, é bom para o Brasil”.

A construtora perdeu espaço na presidência de Juscelino Kubistchek e ficou de fora da construção de Brasília. Mas o salto veio com a ditadura militar, a empreiteira ganhou a obra para construir a sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, em 1967.

Durante a ditadura civil-militar ganhou a construção do Aeroporto Internacional do Galeão e a Usina Nuclear de Angra dos Reis. Em 1973 se tornou a terceira maior empreiteira do país, até então ocupava a posição de 19ª.

O historiador Pedro Henrique Campos, estudou a fundo as relações entre o poder público e as empresas de construção civil no país durante a ditadura. O estudo apresentado por  Pedro Henrique Campos é fruto de sua tese de doutorado.

Para Pedro Henrique Campos, foi aí que a Odebrecht virou “adulta”. Então qual o motivo de querer limitar a investigação das empreiteiras ao período petista?

 

Clique aqui e leia a tese de doutorado de Pedro Henrique Campos

 

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Centrais sindicais se unem e programam “Ocupa Brasília”
   5 de maio de 2017   │     16:20  │  84

As centrais sindicais se reuniram, nesta quinta (5/5), para organizar as estratégias de atuação contra as reformas trabalhista e da previdência em votação no Congresso Nacional. Na reunião firmaram um calendário de atividades.

Em nota conjunta, assinada por todas as centrais sindicais, ficou decidido que entre os dias 15 e 19 de maio, será realizado o movimento “Ocupa Brasília”. As centrais sindicais prometem fazer uma manifestação para barrar as propostas das reformas.

Os organizadores avaliaram a greve geral, realizada sexta (28/4), como a maior mobilização de trabalhadores da história do Brasil e, somado a isso, os dados divulgados demonstrando a insatisfação da população com as reformas são fatores imperativos, na avaliação das centrais, para intensificar a mobilização dos brasileiros. 

Na próxima semana, de 8 a 12 de maio, irão pressionar, em Brasília e nas respectivas bases, os deputados federais que se posicionaram favoráveis às reformas. As centrais ainda afirmaram que caso o movimento “Ocupa Brasília” não seja suficiente para barrar as reformas, uma nova greve geral será mobilizada.

Centrais que assinaram a nota: CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros, CSP Conlutas – Central Sindical e Popular, CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil, CUT – Central Única dos Trabalhares, Força Sindical, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, UGT – União Geral dos Trabalhadores.

 

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Pressão de Renan faz governo recuar e Temer sofre derrota dupla no Senado
   3 de maio de 2017   │     22:57  │  52

Por Aprigio Vilanova

O texto da reforma trabalhista chegou ao Senado, mas não irá tramitar como desejava o governo. A intenção governista era atropelar o regimento e impedir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de analisar a constitucionalidade do texto.

A CCJ é presidida pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA), um dos principais aliados de Renan Calheiros. O presidente da comissão tem como prerrogativa indicar o relator da matéria e colocar em pauta. Edson Lobão tanto pode atrasar a tramitação como também indicar um relator alinhado a Renan.

A articulação política do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fez o governo recuar, na sessão de hoje, o vice-presidente da Casa, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), fez um acordo com a oposição e o texto da reforma tramitará também na CCJ.

O governo manobrava para que o texto fosse analisado apenas nas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), perdeu a primeira queda de braço. A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) visitou o senador Renan Calheiros na intenção de evitar um racha na bancada de senadores do PMDB.

Desde que o governo apresentou os textos das reformas, o senador Renan se posicionou contrário e a partir daí deu-se inicio a queda de braço entre o senador e o presidente Temer. A vida do governo não será fácil no senado.

A derrota de hoje atinge também o cronograma da reforma da previdência na Câmara. A primeira votação da reforma da previdência no plenário da Câmara está condicionada a aprovação da reforma trabalhista no Senado.

 

Centrais

Na manhã de hoje (03/05) as lideranças das principais centrais sindicais do país estiveram em Brasília se reuniram com Renan Calheiros (PMDB-AL), Randolphe Rodrigues (REDE-PA), Roberto Requião (PMDB-PR), Gleisi Hoffman (PT-PR), Lindeberg Farias (PT-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), além de outros parlamentares.

A reunião aconteceu no gabinete da liderança do PMDB. Os participantes declararam a necessidade de resistir às mudanças que o Planalto tenta impor a toque de caixa e já sinalizam uma grande mobilização nas próximas semanas.

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O pito de Gilmar Mendes às “brincadeiras juvenis” na Lava Jato
     │     10:35  │  53

Brasília – A decisão dos procuradores da Operação Lava Jato pedindo a prisão do José Dirceu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal julgava o pedido de liberdade dele, soou como provocação.

Custa acreditar que se tratou de coincidência, porque coincidência não existe; a coincidência só poderia existir se dois corpos pudessem ocupar o mesmo lugar, ao mesmo tempo, e não pode.

Logo, coincidência não existe.             

Para Gilmar Mendes, tratou-se da tentativa de constranger o Supremo. Mas, à parte o constrangimento alegado, que o ministro definiu como “brincadeira juvenil”, as consequências que poderão advir abrem-se em leque.

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, protagonista maior do impeachment da presidente Dilma, se alegrou com a decisão que pode beneficiá-lo por via de consequência. Afinal, o pau que bate em Chico também bate em Francisco.

No momento conturbado que o país enfrenta, com reflexos graves na economia, as turbulências políticas alimentam a instabilidade. As propostas de reformas que o PSDB inventou e patrocina, especialmente as reformas trabalhista e da previdência, aumentam as dificuldades.

Se não bastasse isso, tem-se a questão judicial.

E quando não der mais para culpar o passado recente, nem mesmo escondendo o depoimento do senador Aécio Neves à Polícia Federal, para explicar a denúncia de recebimento de propinas em obras de Furnas, o que restará a fazer é aguardar a premonição da presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, sobre o surgimento de um novo país depois da Operação Lava Jato.

Tomara que esse novo país traga embutida a verdadeira nova República, porque todas as demais que se esmeraram de nova estavam apenas camuflando velhos hábitos e velhos vícios.

Nesse particular o ministro Gilmar Mendes tem razão, porque esse novo país jamais surgirá com “brincadeiras juvenis”.

 

 

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