Ministro é apelidado de “bêbado na ladeira e trapalhão” do governo
   5 de outubro de 2020   │     20:11  │  14

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, virou o ‘bobo da corte’ do governo e já não é mais levado a sério pelo presidente jair bolsonaro.

A ala militar do governo percebeu desde o ano passado, que Guedes não tinha plano nenhum para a economia e a sua proposta se resumia em vender empresas, especialmente o Banco do Brasil e a BR Distribuidora, duas empresas rentáveis, e recriar a CPMF ampliando o raio de ação para as transações comerciais pela Internet.

Virou motivo de chacota.

Na Câmara, entre a própria base de sustentação do governo, Guedes é conhecido por dois apelidos: “Trapalhão e Bêbado na ladeira”. Ele fica possesso com esses apelidos o que, para quem antes era chamado de “Posto Ipiranga”, é de fato uma desmoralização.

O certo é que ninguém acredita mais no ministro e o pior é que o mercado também já percebeu que Guedes  não tem uma saída para a crise, que vai se agravar por conta da retração causada pela pandemia do coronavírus.

No total, a fuga de capitais na era Bolsonaro já ultrapassa os 120 bilhões de dólares e a tendência é dos investidores retirarem ainda mais seus investimentos, por conta das ofertas mais tentadoras em outros países e também pela desconfiança do mercado quanto a capacidade de Guedes de gerenciar a economia.

Há quem aposte que o ministro da Economia está com prazo de validade prestes a se vencer e,  se ainda se mantém no cargo, isso se deve a cautela para não assanhar ainda mais o mercado. A última lambança de Guedes foi a proposta para financiar o programa que vai substituir o Bolsa Família desviando dinheiro do Fundeb ( Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica ) e o calote nos precatórios já autorizados pela justiça, o que poderia levar o presidente Bolsonaro a ser denunciado por prática de pedalada fiscal.

Guedes é agora o pior adversário do governo. Depois de ter sido chamada de “Posto Ipiranga”, por supostamente ter a solução para tudo, o ministro agora é conhecido como “Bebado na Ladeira”.

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Os parabéns vão para o presidente Jair Bolsonaro, sim!
   3 de outubro de 2020   │     0:51  │  18

O que se ouviu em Brasília, sobre a indicação do presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, foi que: se o Silas Malafaia não gostou da indicação, então é sinal de que o presidente acertou na escolha.

Malafaia tinha um candidato e pediu para Bolsonaro nomeá-lo, mas o presidente, acertadamente, não atendeu. Tratava-se de indicação do segmento “tremendamente evangélico”, mas o presidente optou pelo desembargador do Tribunal Regional Federal da I Região, Kássio Nunes, que a ex-presidente Dilma Rousseff nomeou para o cargo na cota da OAB, como indicação do Piauí – Kássio é piauiense, de família bastante conhecida no Estado..

Kássio Nunes é católico e “tremendamente legalista”, único atributo que deve pesar na escolha de qualquer ministro do Supremo. A crença religiosa não pode e não deve ser atributo para escolher ninguém para cargo público ou privado; ser religioso não é atributo moral a priori pra ninguém.

Mas, interessante é que o presidente dos Estados unidos, Donald Trump, também indicou uma católica para a vaga na Corte Suprema de Justiça americana. Obviamente que embasado no conhecimento científico da candidata e não na crença dela.

Parabéns, então, para o presidente Jair Bolsonaro, porque uma nação se constrói com homens e nunca com religião. Lembro-me da resposta do genial escritor José Saramago, quando alguém perguntou por que ele era um homem tão bom e não acreditava na existência de Deus?

Saramago respondeu que a pergunta não é essa. A pergunta é: como alguém que acredita em Deus pode ser tão ruim?

Logo, a crença religiosa ou a ausência dela não é e jamais será atributo para medir a integridade moral de ninguém. Que o diga a deputada Flordelis, “pastora tremendamente evangélica.

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Secretário do Tesouro alerta Bolsonaro e governo deve recuar outra vez
   30 de setembro de 2020   │     6:04  │  12

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, alertou o governo para a reação negativa da Bolsa de Valores e do câmbio, com a proposta para o novo Bolsa Família, que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentaram à nação esta semana.

A Bolsa registrou queda e o dólar alta, como sinalizando para o nervosismo do mercado. Desde a posse de Bolsonaro em janeiro do ano passado até agora, a fuga de capitais ultrapassou os 100 bilhões de dólares.

O novo Bolsa Família será formado com dinheiro dos precatórios devidos pelo governo a pessoas físicas e jurídicas, e com o remanejamento de dinheiro do Fundeb ( Fundo Nacional de Educação Básica ), o que configura pedalada fiscal escancarada.

O presidente se manteve firme, apesar do risco, mas como ninguém corre risco escancarado deduz-se que Bolsonaro, orientado por Guedes, quer ganhar tempo empurrando mais para frente a votação sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas – que seria esticada para dezembro de 2021, como querem os empresários.

A pauta do Congresso Nacional mostra que a votação está marcada para esta quarta-feira, 30, e comenta-se que o governo, sob o pretexto de consertar os erros na proposta do novo Bolsa Família, conseguirá adiá-la mais uma vez. Assim, de trapalhada em trapalhada, Bolsonaro comanda o governo embalado pela aprovação de 40%.

Essa aprovação está atrelada ao pagamento do auxílio emergencial e Bolsonaro sabe disso, como sabe também que, se tivesse ido na onda de Guedes, estaria agora administrando o caos social. Lembrem-se que o ministro da Economia queria pagar apenas três parcelas de 200 reais a quem estivesse desempregado e, os empregados, teriam os contratos de trabalho suspensos e iriam para casa esperar a pandemia passar sem receber salário algum.

Bolsonaro parece já ter sido alertado de que Guedes não tem plano nenhum para a economia, mas não dá para trocá-lo porque o estrago no momento atual seria desastroso. Ou seja, a crise só iria se agravar.

Vamos aguardar a cena dessa novela, onde o governo se divide entre mocinho – quando agrada a pobre e miserável; e vilão, quando deixa de cumprior com a palavra empenhada e boicota a votação da proposta de desoneração da folha de pagamento das empresas.

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Dólar volta a disparar e derruba a Bolsa, no efeito da pedalada nova
   28 de setembro de 2020   │     22:23  │  12

Afinal, a famigerada pedalada fiscal é crime de responsabilidade ou não é? Se é crime, com pena de impeachment para o presidente, então por que o governo Bolsonaro está propondo “pedalar” com o dinheiro do Fundeb ( Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica ) para financiar o seu programa Bolsa Família, que ele chama de Renda Brasil?

Na ausência de resposta, o mercado reagiu; a Bolsa de Valores despencou e o dólar voltou a subir, estando cotado a 5 reais e 66 centavos.

O governo parece mesmo ter virado o “samba do crioulo doido”, ora fazendo tudo errado, ora tentando camuflar os erros. Mas, tudo isso é fruto da ausência de política econômica, agravada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que já não consegue mais camuflar a sua incapacidade e agora está sendo controlado literalmente.

E nesse quadro de descontrole e falta de comando na economia, Guedes mais uma vez não apresentou ao Congresso Nacional a proposta do governo para a reforma tributária. Tudo porquê, mais uma vez, a tônica da proposta de Guedes é a recriação da famigerada CPMF e não há a mínima chance de ser aprovada, pelo menos este ano.

Mas, fica a pergunta: o presidente Jair Bolsonaro vai pedalar impunemente?

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Governo vai recriar a CPMF, após a eleição
   23 de setembro de 2020   │     17:15  │  27

O presidente Jair Bolsonaro autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a negociar com o Congresso Nacional a volta da CPMF ( Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ).

Quando era deputado, Bolsonaro fez campanha e votou para derrubar a CPMF, alegando que se tratava de bi-tributação e era inconstitucional.

Mas, Bolsonaro mudou de ideia.

Guedes convenceu o presidente de que, para acabar com a desoneração da folha de pagamento das empresas, seria necessário criar o imposto soBre operações financeiras, eufemismo usado para camuflar a nova CPMF.

A proposta para a nova CPMF só deve ser apresentada após a eleição, para não prejudicar os candidatos a prefeitos e vereadores da base governista.

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