Até o tempo está contra o presidente Michel Temer
   8 de junho de 2017   │     10:04  │  27

por Aprigio Vilanova

A cada dia que passa as denúncias contra o presidente ganham volume e gravidade.

Por mais tentativas que haja, no sentido de manter uma imagem de normalidade no governo, o certo é que, até os índios isolados, em algum rincão da Amazônia, já sabem que Temer não governa mais.

O governo entrou numa espiral que o coloca numa posição defensiva e a cada denúncia que vem a público, vem também as versões estabanadas de Temer para justificar o injustificável. O que governo que vive refém da justiça, agora é refém também da Câmara dos Deputados.

O mapeamento, a partir do toma lá da cá, que o governo adotou para garantir a aprovação da reforma da previdência na Câmara, se torna agora na principal estratégia do governo para impedir a abertura da investigação contra Temer pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, vai encaminhar, ao STF, a denúncia que pede a investigação de Temer, a denúncia do PGR é só questão de tempo e nada tem em relação com o julgamento que se desenrola no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

E não bastaram as revelações que implicam atos nada probos do presidente, existe sempre uma versão divulgada que não se sustenta por um dia. Foi assim para explicar a visita do falastrão Joesley Batista, nas palavras de Temer, no porão do Palácio do Jaburu.

Foi assim também para explicar o uso do jatinho de Joesley Batista em viagens de Temer e família para Comandatuba, na Bahia. O presidente disse que viajou para a Bahia no avião das Forças Armadas Brasileira (FAB).

Após Joesley entregar à PGR, os diários de bordo em que constam registros com o nome de Temer e família, o presidente Temer divulgou nova explicação em que confirma a viagem, mas afirma que não sabia a quem pertencia a aeronave e que também não fez nenhum pagamento.

Nas investigações, existe o registro de um telefonema do presidente Temer para Joesley, agradecendo as flores que a primeira-dama, Marcela Temer, recebeu após deixar Comandatuba.

 

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A pergunta que embaralhou Temer e o receio da Federal ter as respostas
   7 de junho de 2017   │     1:29  │  36

Brasília – As 84 perguntas que a Polícia Federal fez ao presidente Michel Temer, que deveria respondê-las em 24 horas, teve o prazo para as respostas dilatado para até sexta-feira 9 pelo ministro Edson Fachin.

Fachin é o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal e havia estipulado anteriormente o prazo de 24 horas para as respostas. Mas, as perguntas são de fato complicadas para Temer.

Por exemplo: a Polícia Federal perguntou por que Temer não denunciou o empresário Joesley Batista, quando ele afirmou que havia comprado dois juízes.  Se a defesa de Temer repetir que o presidente considera Joesley “um falastrão” vai sustentar um argumento pueril.

Afinal, Joesley foi recebido por Temer fora do expediente, teve acesso pelo portão dos fundos do palácio onde apenas os muitos íntimos têm acesso. Além disso, tem os diálogos que não justificam o conceito de “falastrão”,  mas, pelo contrário, sugere cumplicidade.

Foi quando o Temer disse “tem que manter isso, viu”, para se referir à manutenção da mesada milionária para ao ex-deputado Eduardo Cunha em troca do silêncio, ou seja, para Cunha não fazer delação.

Nesse momento, Temer não estava tratando com um “falastrão”, como sugere a investigação.

As 84 perguntas que a Polícia Federal fez para o Temer é nitroglicerina pura, porque a PF já sabe muitas das respostas e pretende apenas confrontá-las para concluir se Temer faltou com a verdade ou escondeu detalhes que os investigadores já conhecem.

Temer está preocupado e não foi à solenidade promovida pelo Sesc, na Capital Federal, com a justificativa de que estava acompanhando o julgamento do pedido da cassação da chapa DilmaTemer no Tribunal Superior Eleitoral.

Não é verdade, até porque o julgamento começou nesta terça-feira 7, mas não tem prazo para terminar – se terminar, porque já se tem como certo que um ministro vai pedir vistas do processo sem prazo para devolvê-lo.

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Em depressão, Temer apela dramaticamente para o PSDB
   4 de junho de 2017   │     15:11  │  38

Brasília – Nesta segunda-feira 5, a bancada do PSDB de São Paulo decide se deixa de apoiar o governo Temer.

A disposição da bancada paulista do PSDB de desembarcar da nau do Temer levou o presidente às pressas até o governador Geraldo Alckmin.

A bancada paulista do PSDB tem 15 deputados e não está uníssona com o governo; alguns acreditam que o partido afundará junto com Temer.

O jornalista Lauro Jardim divulgou no seu Twitter, que Temer está deprimido e sustenta que somente morto deixará o governo – ou seja, não renuncia como estão lhe propondo.

Os 15 deputados que compõem a bancada paulista do PSDB na Câmara estão divididos, mas o peso maior é a sobrevivência do partido na eleição de 2018.

Eles decidem nesta segunda-feira se pulam do barco ou afundam juntos.

E bem não desembarcou de volta na Capital Federal, Temer foi obrigado a voltar a São Paulo poucas horas depois para discutir a defesa dele com o advogado. A prisão de Rocha Loures, o seu lugar-tenente para todas as tarefas, deixou Temer preocupado.

Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal, quase às carreiras, carregando uma mala com R$ 500 mil para Temer, segundo as denuncias ao Supremo Tribunal Federal e que levaram o ministro Edison Fachin a decretar a sua prisão.

Mas, o Temer não renuncia porque perderá o foro privilegiado e será julgado na Instância inferior. Não se trata de apego ao cargo nem “decisão republicano”, quando o Temer diz que não renuncia – na verdade, trata-se de manter a blindagem.

Por isso, já está sendo discutido o grande acordo com o Judiciário e o próprio Ministério Público, com vistas a uma anistia que separaria Temer da mala do Loures, ou seja, livraria um e puniria o outro.

Ou livraria os dois, para prevenir a delação do Loures.

A semana promete; além da reunião da bancada paulista do PMDB na Câmara, tem a decisão sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer e cujo relator, o ministro Herman Bejamin, já sinalizou que pedirá a cassação.

O clima não está mesmo confortável na República.

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Novo pedido de prisão de Aécio vai acionar mais um aparelho na UTI do tucano?
   2 de junho de 2017   │     17:56  │  32

por Aprigio Vilanova

A Procuradoria-Geral da Republica (PGR) concluiu a denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e enviou para o sistema do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PGR pede a abertura de processo contra Aécio Neves por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O novo relator do inquérito do senador afastado é o ministro, Marco Aurélio Mello, que adiantou que encaminhará a análise ao plenário da Corte.

Após as denúncias reveladas com os áudios das gravações envolvendo o senador afastado Aécio neves e Joesley batista aconteceu uma revira volta no tratamento dado pela maior parte da imprensa nacional a Lava Jato.

Com a delação dos irmãos Batista e do ex-executivos da JBS, as interceptações das ligações do telefone do senador, os documentos coletados com as buscas e apreensões, pode-se dizer que a Operação Lava Jato atingiu quase que mortalmente o senador Aécio Neves.

Como, na política, não é possível decretar a morte de ninguém, Aécio está respirando por aparelhos.

São muitos aparelhos ligados que pretendem manter vivo Aécio Neves, o primeiro funciona no Senado. Pouco se fala do pedido de cassação, protocolado pela REDE e pelo PSOL, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Enquanto isso o pedido de cassação do mandato de Aécio aguarda ser colocado em discussão.

O outro aparelho pode ser acionado assim que Marco Aurélio Mello enviar ao plenário da Corte a decisão sobre o pedido de prisão solicitado pela PGR.

Fim do foro

No julgamento acerca da restrição do fim do foro privilegiado, ontem (01/06), o ministro Alexandre de Moraes pediu vista do processo e adiou, por tempo indeterminado, a decisão no STF.

A tirar pelos posicionamentos dos juízes, seria aprovada a restrição do foro privilegiado a atos restritos ao cargo e cometidos no exercício da função.

Não custa lembrar que Alexandre de Moraes é militante do PSDB, se licenciou para assumir a vaga deixada após a morte de Teori Zavascki.

O fim do foro privilegiado levaria os processos de centenas de acusados para a primeira instância em Curitiba.

Retórica

Muito se fala que os inquéritos a Aécio e Temer derrubam a retórica petista de que a operação Lava Jato promove uma perseguição aos ex-presidentes Lula e Dilma e ao próprio Partido dos trabalhadores (PT).

Mas é preciso atentar para o fato de que a bomba que atingiu Aécio e levou a prisão da irmã, Andréa Neves, e do primo, Frederico Pacheco, nada tem a ver com a Lava Jato de Curitiba.

A decisão de denunciar o senador afastado e que pode ferir de morte qualquer pretensão política de Aécio, se deve aos procuradores da Lava Jato, em Brasília.

A decisão do ministro, Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) em desmembrar o inquérito que investiga o senador afastado, Aécio Neves (PSDB-MG), pode colocar o ministro Alexandre de Moraes numa saia justíssima.

Com o desmembramento autorizado por Fachin, o sorteio realizado, na primeira turma do STF, escolheu, Marco Aurélio Mello, como novo relator do inquérito de Aécio Neves.

Gilmar

Nas interceptações dos telefonemas de Aécio foram registradas conversas com o ministro do STF, Gilmar Mendes. Em uma conversa Aécio fala para Gilmar Mendes pressionar o senador Flexa Ribeiro para convencê-lo de votar favorável a lei de abuso de autoridade.

Gilmar ligou para Flexa Ribeiro e na votação o senador votou favorável ao projeto

 

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Resumo Hoje: PGR pede prisão de Rocha Loures; Alexandre de Moraes adia fim do foro; e o PIB precário
   1 de junho de 2017   │     23:12  │  18

por Aprigio Vilanova

Vista

O Supremo Tribunal Federal (STF) havia retomado o julgamento que discutia a restrição do foro privilegiado. O ministro relator, Luis Roberto Barroso, encaminhou o voto pela restrição do foro privilegiado apenas aos casos de crimes cometidos em decorrência do exercício da função.

Mas o ministro, Alexandre de Moraes, após discursar por duas horas, pediu vista dos autos do processo e não há data para retomada do julgamento. O ministro, Marco Aurélio Mello, e as ministra,s Rosa Weber e Carmem Lúcia (presidente do STF) resolveram adiantar os votos favoráveis a restrição.

A aprovação a restrição do foro privilegiado remeteria centenas de inquéritos, que correm no STF, para a Vara de Curitiba.

Prisão

A Procuradoria-Geral da República solicitou novamente a prisão de Rodrigo Rocha Loures, o ex-deputado flagrado pela Polícia Federal saindo as pressas com a mala dos R$ 500 mil da propina da JBS.

O governo ainda não encontrou um lugar para garantir foro privilegiado à Rocha Loures, o ex-assessor de Temer é acusado de ser o intermediário com a JBS. Nas gravações de Joesley, Temer indica Rocha Loures para resolver os problemas da empresa com o governo.

Os áudios revelam uma grande intimidade de Rocha Loures com o presidente Temer, ao ponto de Rocha Loures agendar encontros para o presidente, inclusive o encontro nos porões do Jaburu.

Delação de Rocha

Rocha Loures já deu a entender que um acordo de delação premiada não está fora dos planos. A defesa de Rocha Loures advertiu que a estratégia inicial é de uma defesa técnica, mas o acor de colaboração não é descartado.

Há quem diga que, Rocha Loures, anda preocupado com a gestação da esposa que está próxima do parto.

Conselho

O governo Temer anunciou o Conselho Nacional do Trabalho, responsável por revisar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O conselho será composto por 30 membros. 10 representantes do governo, 10 representantes dos trabalhadores e 10 representantes dos patrões.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o conselho poderá analisar o projeto de reforma trabalhista. Parece que o mais lógico seria o caminho inverso, primeiro cria-se um Conselho; daí e de muito debate saí um texto para a reforma.

PIB

Dados do IBGE revela que o PIB cresceu um porcento no primeiro trimestre. O governou comemorou e Temer anunciou o fim da recessão. Mas não demora muito e todos os analistas dizem que não é bem isso.

Em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 0,4 porcento, em doze meses a economia encolheu 2,3 porcento.

A alta se deve unica e exclusivamente a super safra de grão e as exportações. O agronegócio cresceu 13,4 porcento em relação ao trimestre anterior. A indústria encolheu 1,1 por cento em relação ao mesmo período de 2016 e o setor de serviços reduziu 1,7 porcento.

 

 

 

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