A mala dentro da mala e a mala com a mala dentro
   28 de novembro de 2017   │     22:06  │  68

Brasília –  As duas malas de dinheiro apreendidas no bunker do Geddel Vieira Lima, em Salvador, não sumiram; as duas malas estavam dentro de outras duas malas, foi isso o que a Polícia Federal em Brasília explicou.

Era a mala dentro da mala e a mala com a mala dentro.

Em Salvador foi registrado o embarque de 9 malas de dinheiro, mas em Brasília só chegaram 7 malas, que estavam custodiadas pela Polícia Federal.

Parece piada, mas é sério. Como duas malas abarrotadas de dinheiro podem sumir assim, em pleno voo direto, ou seja, sem escala nem conexão?

Não sei; só sei que foi assim.

Mas, a própria Polícia Federal em Brasília já explicou que as duas malas não sumiram, elas apenas viajaram dentro de outras malas.

A semana, que começou com os procuradores da Operação Lava Jato tentando preparar o espirito nacional para a denúncia vazia, ou seja, sem as provas do crime, contra o Lula, ganhou mais esse capitulo – o sumiço de duas malas abarrotadas de dinheiro em pleno voo, mas que não sumiram; as duas malas foram encontradas sãs e salvas.

Resolvido o problema da mala, fica o problema dos procuradores da Lava Jato – afinal, como denunciar o Lula sem apresentar as provas do crime?

Ou seja, as malas.

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A condenação do Lula e o dilema do PSDB, ser ou não ser
   27 de novembro de 2017   │     23:26  │  50

Brasília – Enquanto o PSDB se reunia em São Paulo para discutir 2018, a força tarefa do Ministério Público Federal se reunia no Rio de Janeiro para apressar os passos da Operação Lava Jato – senão, 2018 vira pesadelo.

Vira pesadelo para ambos, para o PSDB e para a força tarefa do Ministério Público.

Em todas as pesquisas para presidente da República divulgada até agora o PSDB está em quarto lugar, ou seja, alijado da disputa presidencial.

Isso é o fim do partido, que terá de se reinventar das cinzas.

A esperança agora do PSDB é que a Operação Lava Jato condene o Lula, mesmo sem as provas, para eliminar o principal obstáculo na disputa presidencial em 2018.

E o PSDB viu a reunião dos procuradores no Rio como bom sinal nessa direção.

Para o PSDB, a candidatura do Jair Bolsonaro é apenas balão de ensaio fácil de furar. O PSDB acha que pode ir à disputa com a Marina Silva, uma aliada à distância, mas fiel, e tudo estaria facilitado.

Mas, será coincidência o fato de o PSDB precisar desesperadamente da Operação Lava Jato? São coincidências os sinais na direção de ajudar o PSDB a sobreviver à derrocada?

A outra preocupação do PSDB é apagar a marca registrada do partido no governo Temer.

Os tucanos acham que é possível e apostam na tática de fingir uma divisão entre o PSDB do governo e o governo do PSDB.

 

 

 

 

 

 

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O jornal impresso está se suicidando (um breve estudo)
   26 de novembro de 2017   │     21:16  │  19

por Aprigio Vilanova

As empresas precisam se adequar ao novo padrão de consumo de informações, notícias e aliar impresso e eletrônico. O mundo digital não deve ser encarado como concorrente cruel da plataforma analógica, o impresso deve ser um contraponto a velocidade das transmissões de dados do ambiente digital.

A defasagem da veiculação das notícias, que o rádio e a televisão impuseram ao jornal impresso, agora acentua-se com a revolução digital. Não há mais espaço para a reprodução de um modo de fazer jornalismo que data da década de 60 com a chegada, ao Brasil, do New jornalism.

O mundo factual das notícias, por tudo que estamos vivenciando, foi dominado pela internet e suas redes sociais virtuais. Não há volta, o ambiente digital não tem limite de tempo e espaço e para ele tudo deve convergir.

Neste cenário, a produção atual da mídia impressa perdeu sua razão de existir, é verdade que as revistas semanais sofrem menos que os impressos diários, isto se dá justamente pelo conteúdo das publicações.

Os jornais impressos novamente estão sendo colocados a repensar seu lugar no mundo, os que não entenderem as exigências, não entenderem o seu tempo e as necessidade de mudar, podem morrer por suicídio.  

JORNALISMO EM TEMPOS DE MULTIMEIOS

Interatividade é a palavra-chave – a internet, principalmente com o surgimento das redes sociais digitais, ampliou as possibilidades de interação entre o público e o veículo. Na era da interatividade, o público deixa de ser co-produtor passivo da informação e passa a condição de produtor colaborativo nos “mundos virtuais”. Interagem, criticam, replicam, constrói novos sentidos aos conteúdos produzidos. A ampliação da interatividade inaugurou novas condições e desafios para o jornalismo.

A primeira é fundamentalmente na configuração dos profissionais da notícia, os ciberjornalistas (multimídia), trabalhar em multiplataformas já se faz uma exigência irrevogável. O mercado exige um novo profissional e não permite o domínio de parte da produção da informação, a formação multimídia é ponto de partida. O novo profissional da informação precisa estar apto a produzir conteúdo em multímeios.

A segunda é no que podemos chamar de jornalistas cidadãos, antes leitores passivos, atualmente agentes construtores de sentidos. Não é raro os momentos em nossa história recente em que as redes sociais pautaram as mídias tradicionais.

JORNALISMO, REDES SOCIAIS E FAKE NEWS

JUNHO DE 2013 – O evento que ficou conhecido como as jornadas de junho, protestos contra o aumento de tarifas do transporte público, foi inicialmente ignorado pela mídia tradicional, em contrapartida, vídeos, fotos, áudios, textos circulavam na velocidade de um clique nas redes sociais, forçando a mídia tradicional a repercutir o movimento.

A mídia se viu obrigada a se refazer enquanto mediadora entre os acontecimentos e a população. Este momento é simbólico porque colocou em xeque a capacidade da imprensa em informar, colocou em xeque a produção jornalística, foram várias as vezes em que a informação circulou primeiro nas redes sociais.

Vale lembrar que é nesse contexto que emerge o fenômeno do midiativismo (Mídia Ninja, Jornalistas Livres entre outros). Atualmente estes mecanismos inaugurados com a cobertura dos protestos de junho de 2013 são amplamente utilizados nas grandes redações do país.

A TV, os sites de informação, as rádios se apropriaram da transmissão ao vivo, com celular ou um tablete e uma boa conexão de internet é o suficiente para iniciar uma transmissão de qualquer parte do mundo. 

O Jornal impresso precisa aliar toda estas possibilidades em sua plataforma digital e isto não se trata de transpor pura e simplesmente o conteúdo de uma plataforma para outra.

TWITTER

O caso do Twitter, por exemplo, é por demais emblemático. A cada dia mais as corporações, instituições, políticos, artistas estão aderindo a esta ferramenta e lança novamente um desafio para a mídia em geral. O que antes necessitava da mídia tradicional para intermediação com o público, atualmente não existe mais.

Mas nem por isso o jornalismo perde seu poder de intermediar os acontecimentos, mas principalmente o papel de problematizar a enxurrada de informações a que estamos submetidos diariamente. A crise que vive o jornalismo não é de importância, nem de utilidade, mas sim na prática.

Cada dia mais o bom jornalismo vai se faz necessário, com o bombardeio de informações ganha cada vez mais importância a credibilidade da fonte de informação. 

Para vários especialistas as empresas precisam deixar claro as suas posições políticas e mercadológicas, sob o risco de verem desmoronar suas estruturas sob um mundo onde as informações já não podem ser mais controlada.

Este expediente adotado pela mídia de tentar uma provável neutralidade é uma herança dos métodos escusos da ditadura militar e precisa ser rompido. Em todo lugar do mundo os jornais tem posicionamento político, nos Estados Unidos, por exemplo, declaram apoio a candidatos.

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E o relatório final da morte de Zavascki?
   22 de novembro de 2017   │     14:15  │  88

por Aprigio Vilanova

A morte do ministro, Theori Zavascki, do Superior Tribunal Federal (STF), completou dez meses (19/11) sem o relatório final da investigação acerca da tragédia.

A última notícia oficial, divulgada pelo CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão subordinado a FAB (Força Aérea Brasileira), foi em setembro e informava que a comissão de investigação aguarda a decisão do juiz federal de Angra dos Reis sobre o compartilhamento de laudos da PF (Polícia Federal) para finalização do relatório final.

Nota emitida pelo CENIPA em setembro

Desde então, o caso está parado aguardando a decisão judicial do Tribunal Federal de Angra dos Reis. A investigação segue em sigilo de justiça a pedido da PF e do MPF (Ministério Público Federal) sob a justificativa da preservação e eficiência da perquirição.

Zavascki era o relator no STF da Operação Lava Jato e estava prestes a homologar a delação do grupo Odebrecht.

Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro, dias antes, havia feito uma postagem em sua rede social revelando ameaças que sua família vinha sofrendo e foi o primeiro a confirmar a morte de Zavascki.

 

clique aqui e veja o post do blog de setembro com mais informações

 

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Suplente de deputado é o número 2 da Polícia Federal. Agora vai…
   20 de novembro de 2017   │     23:39  │  59

Brasília – Nunca, na história da Polícia Federal, a posse de um diretor provocou tanta repercussão.

Pior: repercussão negativa, que atingiu toda a cúpula da PF, porque o suplente de deputado-delegado Sandro Avelar (PMDB-DF) é o número 2 da PF.

Ele foi indicado pelo Tadeu Felippele, ex-assessor de Temer, acusado pelo lobista Lúcio Funaro de receber propina da Odebrecht.

Essa gravíssima situação envolvendo a instituição Polícia Federal aconselhava cautela. Mas, não foi o que se viu.

Também pela primeira vez na história da PF, o diretor-geral  Fernando Sergóvia, toma posse em solenidade concorrida com a presença de investigados por roubo pela própria PF.

Alguém já viu algo semelhante na história mundial?

Digamos que, por força maior e alheio à vontade deles, faltaram à posse de Sergóvia, apenas o Eduardo Cunha, o Geddel Vieira Lima, o Eduardo Alves, o Josesley Batista e o Nilson Funaro, mas porque estão presos.

Digamos que, no pensamento da mesa, eles estavam presentes.

Se isso já não bastasse, o diretor Fernando Sergóvia, não se sabe se planejado ou por vacilo, saiu em defesa de Temer mesmo diante das provas irrefutáveis no caso do lugar-tenente Rocha Loures, correndo com a mala de R$ 500 mil de propina para o chefe.

Pasmem! O novo diretor da PF considerou as provas dos R$ 500 mil insuficientes para comprovar o crime.

Para o diretor da PF, R$ 500 mil é uma titica que passeia de mala pela Avenida Paulista. É isso?

Outro fato inédito é que, pela primeira vez, um presidente da República vai à posse de um diretor da PF. E ainda mais, um presidente investigado por corrupção, vai à posse do chefe da investigação.

Rui Barbosa, quando se encontrou com Pedro II num café em Paris, se aproximou dele e lhe pediu perdão por ter defendido a proclamação da República.

De fato, essa é a égide dos Podres Poderes, como cantou o gênio Caetano Veloso.

 

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