O general e o governo do ‘show de besteiras’
   20 de junho de 2019   │     16:27  │  12

por Aprigio Vilanova*

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz concedeu entrevista ao jornalista Bruno Abbud da revista Época e fez duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Para o ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, o governo é um ‘show de besteiras’.

Para o general, o governo perde tempo demais com bobagens e que ao invés de aproveitar a oportunidade para mostrar as coisas boas do governo acaba por cair numa fofocagem desgraçada. Santos Cruz afirmou que todo mundo tem de tomar consciência que é preciso parar com bobagem.

Santos Cruz, ao longo deste tempo que esteve no governo, se envolveu em algumas discussões com o guru do bolsonarismo, o astrólogo Olavo de Carvalho, e com o vereador Carlos Bolsonaro, o zero dois da família do presidente. 

O general disse que discordâncias são normais, mas o que acontece é um ataque a intimidade das pessoas no que ele classificou como uma guerra de baixarias. Bolsonaro após comunicar a exoneração de Santos Cruz da Secretaria de Governo ofereceu ao general a presidência dos Correios. Santos Cruz não aceitou.

A imprensa noticiou que o real motivo da exoneração de Santos Cruz foi o veto a contratação de Olavo de Carvalho pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) para exibição de ‘aulas’ com salário de R$ 400 mil.

Santos Cruz

O general foi o comandante militar da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Congo, o maior conflito armado desde a Segunda Guerra Mundial com mais de seis milhões de mortos. Santos Cruz foi o comandante da Monusco, maior e mais importante missão da ONU, com um contingente de cerca de 22 mil soldados e orçamento anual de US$ 1,5 bilhão. 

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Senado derruba decreto de armas de Bolsonaro
   18 de junho de 2019   │     21:04  │  14

 

por Aprigio Vilanova*

O plenário do Senado da República aprova o decreto legislativo 233/2019 por 47 votas a favor e 28 contrários. O decreto legislativo derruba os dois decretos presidenciais enviados ao Congresso nacional que trata da flexibilização da posse e porte de armas, é mais uma derrota do governo no Congresso Nacional.

O decreto legislativo 233/2019, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é de autoria do senador Randolphe Rodrigues (REDE-AP) e susta o decreto nº 9.785, de 07 de Maio de 2019 que visava flexibilzar aquisição, o cadastro, o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição.

Diversos senadores utilizaram a tribuna do Senado para revelarem que foram ameaçados até de morte para votarem favoráveis ao projeto encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O próprio senador Randolphe Rodrigues teceu várias críticas a postura de Bolsonaro.

Randolphe classificou como grave ameaça ao Estado Democrático de Direito a declaração do presidente que convocou seus adeptos a se armarem para defender um possível golpe. Nas palavras de Randolphe, Bolsonaro pretende criar uma milícia armada para tutelar a democracia brasileira.

O senador Marcos do Val (Cidadania-ES) se colocou a favor do decreto presidencial e avisou aos senadores a presença de um policial americano nas dependências do Senado para prestar esclarecimentos aos senadores.

O senador alagoano Renan Calheiros (MDB) se pronunciou de imediato afirmando que  ao longo de sua vida pública nunca presenciou um lobby tão explícito no Congresso Nacional. A assessoria jurídica da Câmara e do Senado já havia se pronunciado pela inconstitucionalidade do decreto do presidente Bolsonaro.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se pronunciou para se solidarizar com os senados agredidos e ameaçados por externarem suas posições contrárias ao decreto presidencial.

O senador Renan leu uma mensagem do astrólogo, Olavo de Carvalho, na qual o guru bolsonarista diminui o Congresso. Renan alertou ainda que este momento deve servir para mostrar ao presidente que ele não irá governar por meio de decretos e usurpar a competência do poder Legislativo.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Governadores do Nordeste protagonizam momento histórico
   17 de junho de 2019   │     22:27  │  4

por Aprigio Vilanova*

Após o fracasso da substituição dos médicos cubanos por médicos brasileiros no programa Mais Médicos, os governadores do Nordeste se reuniram para discutir a criação conjunta de consórcio e definir programa nos moldes do Mais Médicos.

As etapas formais já foram concluídas para a criação do Consórcio do Nordeste, o objetivo com a criação é representar os governos estaduais no âmbito jurídico. O primeiro projeto discutido pelo consórcio é o de firmar contrato com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A reunião para criação do consórcio aconteceu em São Luiz e contou com a participação de representantes dos 9 estados da região, Alagoas foi representado pelo vice-governador, Luciano Barbosa. 

Barbosa afirmou que “nunca houve uma afinidade tão grande e um trabalho conjunto como tem sido feito hoje com os Estados do Nordeste”. O consórcio não terá atuação limitada somente a questão de saúde, mas também na formulação de estratégias conjuntas na atração de investimentos, intercâmbios estudantis e profissionais e combate ao crime organizado.   

O Fórum dos Governadores do Nordeste continuará com reuniões periódicas no sentido de estabelecer uma articulação nas decisões políticas e estratégicas para a região. As Assembleias Legislativas de cada estado terão que aprovar a criação dos Fóruns para que o Consórcio passe a funcionar efetivamente.   

*jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Gleen intercepta a República, empareda Moro, procuradores e expõe a trama
   15 de junho de 2019   │     16:06  │  24

por Aprigio Vilanova (texto e fotomontagem)*

O advogado especialista em direito constitucional e jornalista, Gleen Greenwald, do site Intercept, ganhador do prêmio Pulitzer e do prêmio Esso de Jornalismo, tem a República de Curitiba nas mãos. As artimanhas nada republicanas entre o então juiz, Sérgio Moro, e o grupo de procuradores da força tarefa da Lava Jato estão aos poucos sendo escancaradas.

Não é necessário ser especialista em direito para entender que o conteúdo até agora publicado pelo Intercept coloca em xeque a atuação de Sérgio Moro e do grupo de procuradores no caso do apartamento triplex atribuído a Lula. As revelações os colocam contra a parede, quer queiramos ou não. É fato e não há contorcionismo interpretativo que possa alterar a realidade.

Sérgio Moro já mudou sua posição inicial e agora a estratégia é colocar sob suspeita a autenticidade das mensagens obtidas por Gleen Greenwald. Logo que as primeiras reportagens caíram na rede, nem Moro, nem Dallagnol levantaram suspeitas acerca da veracidade das trocas de mensagens, muito menos do conteúdo. Se preocuparam em classificar a ação como invasão hacker e que portanto seria criminosa a obtenção do conteúdo. Mudaram.

Mas o estrago a cada dia é maior, a cada declaração do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o Intercep solta conteúdo que desmente as afirmações do ministro e o coloca em saia justa. Não aguentará o bombardeio a que está exposto, como se tornou político terá que prestar esclarecimentos, recorrentemente, a cada declaração desmentida. Dallagnol já sumiu, não posta mais nada em sua rede social e nem publica vídeos tentando desmentir as reportagens.

O ministro Sérgio Moro se antecipou a uma convocação por parte do Congresso e se colocou a disposição para prestar esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), anunciou que pretede ouvir o ministro na próxima quarta (19), às 9h. Desde o anúncio do comparecimento, outras reportagens já foram publicadas, agravando as acusações de interferência e de conluio entre o então juiz e o grupo de procuradores.

A estratégia adotada pelo Intercept,  além do cuidado da apuração e checagem dos fatos aos quais as mensagens fazem menção, é também no caminho de desmoralizar a blindagem que a grande mídia estruturou para proteger a atuação de Sérgio Moro e do modus operandi da Lava Jato.  O próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori zavasck, relator da Lava Jato no STF, já havia tecido diversas críticas à atuação de Sérgio Moro. Até hoje não há explicação para o único acidente aéreo, em 2017, ocorrido no Brasil e que vitimou o ministro Zavascki.

Não há dúvidas que Sérgio Moro e o governo Bolsonaro , diretamente beneficiado pela atuação em conluio da Força Tarefa, estão entrando em parafuso. Fica claro que os membros que compõe a cúpula do governo não estão acostumados com o contraditório e, principalmente, quando o contraditório os encurralam no canto do ringue e os colocam em situação iminente de nocaute. Não é novidade para ninguém que não são afeitos a engrenagem da democracia.

Uma das mais irresponsáveis construção de narrativa adotadas também por jornalistas é a de que Gleen Greenwald e o Intercept estão agindo para destruir a Lava Jato. Este tipo de argumentação além de não encontrar a mínima sustentação lógica, é feita para encobrir os desmandos que estão sendo revelados em doses homeopáticas..

O que o Intercept vem fazendo vai no sentido contrário, atua na direção de fortalecer as instituições e o combate a corrupção.  Afinal, como diz o filme da Lava Jato, a lei é para todos?

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

 

 

 

 

 

 

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Cai o segundo ministro após desentendimentos com a família e olavistas
   13 de junho de 2019   │     18:12  │  13

por Aprigio Vilanova*

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, acaba de ser exonerado do governo Bolsonaro. Agora já são dois ministros que deixam o governo após desentendimentos com a família do presidente e com o guru e astrólogo, Olavo de Carvalho, o primeiro foi Gustavo Bebiano. 

O anúncio da exoneração foi feita nesta quinta(13) em uma reunião com a presença dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. A justificativa apara a exoneração de Santos Cruz foi a de que o general não estava alinhado ideologicamente com o governo.

O astrólogo, Olavo de Carvalho, encabeçou um movimento, desde o início do ano, que pedia a saída do ministro. Olavo acusava o general de fofocar e difamar o governo pelas costas, Santos Cruz respondeu qualificando Olavo de Carvaho de ‘desocupado e esquizofrênico’.  A disputa alimentava uma disputa entre a ala militar e os olavistas no interior do governo.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

Com a sa

 

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