O presidente Henrique Meireles e o mordomo Michel Temer
   18 de setembro de 2017   │     1:41  │  34

Brasília – O presidente da República de fato, Henrique Meireles, avisou ao presidente de direito Michel Temer, que, na verdade, é apenas o mordomo, que não libera mais dinheiro para comprar deputado.

E agora?

Ah! A salvação será a Raquel Dodge, porque pensam eles que a Raquel Dodge será a engavetadora-geral da República.

Será, Raquel?

O diretor da Polícia Federal será substituído. Mas, substituído por quem? Pelo sargento Garcia?

Na Capital Federal o que se comenta é isso. E já se diz que: igual à Operação Mãos Limpas na Itália, a Operação Lava Jato vai se desmoralizar por si só.

Será?

Temer viaja nesta segunda-feira para os Estados Unidos para dizer o que o Meireles mandou dizer. Senão, ó!

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Todos os homens do presidente estão presos ou denunciados
   15 de setembro de 2017   │     0:11  │  115

Brasília – A denúncia contra o presidente Temer por formação de quadrilha era certa.

E tanto era certa, que o ministro Gilmar Mendes pressionou publicamente o ministro Edson Fachin, para que aceitasse o pedido de afastamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Chegou a afirmar que o Supremo Tribunal Federal estava sendo constrangido e não apenas o ministro Fachin.

Não deu certo.

Pela resposta de Fachin viu-se que Gilmar estava só e que o papel que desempenha como articulador oculto do governo é incompatível com a função de magistrado.

-“Não me constranjo por julgar de acordo com as provas dos autos” – respondeu Fachin.

E são essas provas dos autos que levaram Janot a fazer mais uma denúncia contra Temer, agora por formação de quadrilha.

A nota do governo rebatendo a denúncia peca porque quem se defende atacando é porque é culpado.

O empresário Joesley Batista, que antes tinha a prerrogativa de entrar no palácio pela porta dos fundos e identificando-se com o nome errado, por orientação, agora é bandido – e antes, não era?

O Lúcio Funaro, um expert em aplicações na bolsa de valores e lobista conhecido de Temer, tanto é assim que Joesley recebeu a orientação para “manter isso” referindo-se à compra do seu silêncio, agora é um simples desconhecido.

Claro que tudo tem de ser minuciosamente apurado e não bastam as prisões de Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves para sacramentar a culpabilidade de Temer.

É imperioso apurar tudo nos mínimos detalhes, porque os homens que cercam o presidente estão presos ou denunciados.

Cabe ao ministro Edson Fachin, que aceitou a primeira denúncia, decidir se aceitará a segunda denúncia contra Temer.

Se aceitar, o governo está diante do impasse: como comprar os votos para barrar o pedido de afastamento na Câmara, se ainda não quitou a fatura da primeira compra?

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Tudo certo como 2 + 2 são 5
   14 de setembro de 2017   │     2:11  │  58

Brasília – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não é suspeito para denunciar o presidente Temer, mas a denúncia propriamente dita só será julgada na semana que vem – quando Janot não será mais o procurador-geral da República e estará procurando o que fazer.

Complica-se o resultado final que todos já sabem, porque está tudo certo como 2 mais 2 são 5.

Condenado com base na convicção, sem provas, o Lula reencontrou o juiz Sérgio Moro em Curitiba e depois da audiência foi à rua discursar para a plateia.

Diga aí! Há paralelo na história da República brasileira?

Independentemente de gostar ou não do Lula, e não estamos tratando de pessoas, mas de História, existe algo igual na República?

Na história não se conhece alguém tão diuturnamente bombardeado e que resista desafiando as provas.

Sim, porque convicção é a prova de quem não tem prova alguma.

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Os podres poderes podres
   13 de setembro de 2017   │     1:51  │  71

Brasília – “Diz para o teu chefe, o Padilha, que vou arrebentar todo mundo”.

O recado foi dado pelo lobista Lúcio Funaro, para o seu advogado levar, depois de sair condenado da audiência da qual lhe prometeram sair livre.

Padilha é o ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, que deve ter repassado o recado para Temer.

Funaro abriu a boca e entregou o grupo que Temer lidera e que tem origem e base na Câmara, desde a década de 1990.  Desse grupo, três – Eduardo Cunha, Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima -, estão presos.

Concomitantemente, a Polícia Federal concluiu que Temer lidera o grupo do PMDB na Câmara responsável pelo desvio de R$ 31 milhões e, isto, enquanto presidente da República.

Assim como, também na condição de presidente, recebeu e orientou o empresário Joesley Batista a comprar o silêncio de Eduardo Cunha e Funaro.

Interessante é que havia o pacto de silêncio entre Joesley e Funaro, depois o pacto financeiro de R$ 100 milhões para Funaro não delatar, e que também não foi cumprido.

Deu-se então o estouro, que pode se agravar se Geddel também decidir delatar.

Nesta 4ª feira, 13, o Supremo Tribunal Federal decide se suspende os processos contra Temer e se afasta o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cujo mandato acaba dia 17.

E o Supremo também está na mídia, seja pelas citações de ministros, seja pelo papel não usual do ministro Gilmar Mendes em relação ao Executivo. E logo um Executivo várias vezes denunciado.

Nesse quadro podre da política e dos Poderes republicanos, a legenda perfeita está na música do Caetano Veloso, “Os podres poderes”.

Senão, vejamos:

Facínoras roubam do País a verdade e criminalizam ações legais” – Sustenta a nota do governo.

Defesa de corruptos é tentar desqualificar quem os investiga” – Diz Rodrigo Janot.

Não me constranjo por julgar de acordo com as provas dos autos. Minha alma está em paz” – Disse o ministro Edison Fachin, ao responder à pressão do ministro Gilmar Mendes para anular toda a delação de Joesley Batista.

Não parece os Podres Poderes Podres?

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Estado emocional de Geddel preocupa governo, que teme delação
   12 de setembro de 2017   │     1:23  │  62

Brasília – Chorando muito e recusando se alimentar, o ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a preocupar o governo.

Geddel está para Temer assim como Palocci está para Lula.

Em relação a Temer a comparação é pior porque Geddel integra o grupo da Câmara, que Temer lidera desde quando foi presidente e do qual  três ex-deputados estão presos, e os demais, inclusive Temer, denunciados.

Eduardo Cunha, Eduardo Alves e Geddel estão presos, Temer e os ministros Elizeu Padilha e Moreira Franco, estão denunciados. Sem citar o ex-deputado Rocha Loures, que cumpri prisão domiciliar.

O presidente Temer se esforça para aparentar normalidade, mas ontem ( segunda-feira, 11) se reuniu fora da agenda com com o senador Edison Lobão (PMDB-MA) para sondar o clima no Senado e pedir apoio.

Pediu para conversar com o senador Renan Calheiros, que lidera a dissidência do PMDB no Senado, acreditando – ou fingindo acreditar -, que vai tirar de letra a nova denúncia contra ele que o procurador Rodrigo Janot deve apresentar antes de deixar o cargo.

E, ainda, que a prisão de Geddel não abalou o governo, quando a verdade é o oposto.

Temer e Geddel são ligados desde quando Geddel se elegeu deputado federal pela primeira vez. No governo Fernando Henrique Cardoso, os dois costuraram o acordo para levar o PMDB a apoiar a reeleição de FHC em troca de vantagens financeiras.

No famoso episódio do escândalo dos “anões do Orçamento”, em 1994, Geddel era um dos comandantes do golpe. Ou seja, se decidir contar o que sabe, juntando-se ao que o lobista Lúcio Funaro já contou e o que o empresário e ex-amigo Joesley Batista tem para contar, uma delação de Geddel seria igual ao efeito de um furacão.

Para tentar controlar a Polícia Federal, o governo vai trocar o diretor e nomear outro da estrita confiança do ministro da Justiça, Torquato Jardim. E o governo conta com apoio da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela “não procure” por coisas que tirem o sossego do governo.

Aliás, a solenidade de posse da nova procuradora, quem marcou a horário para começar foi o governo, sob a alegação de que Temer está com viagem marcada no mesmo dia para a reunião da ONU, em Washington.

 

 

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