Depois da eleição, o bicho vai pegar
   17 de outubro de 2020   │     8:26  │  17

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a CPMF para ‘incrementar os investimentos e aumentar a oferta de empregos’. Em troca, ele se comprometeu a apoiar a desoneração da folha de pagamento das empresas.

Mas, isso só será discutido após a eleição, para não prejudicar as candidaturas a prefeitos e vereadores apoiadas pelo governo.

Em entrevista para a XP Investimentos, Guedes declarou que”estamos subsidiando capital e taxando o trabalho. É inaceitável. Então, enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro a segunda melhor, que é esse imposto de merda”, ou seja, a volta da CPMF.

Preparem-se, então, porque depois da eleição o bicho vai pegar.

 

 

COMENTÁRIOS 17

Bolsonaro engoliu atravessado operação da PF contra aliado
   16 de outubro de 2020   │     4:28  │  20

Visivelmente irritado e sem poder disfarçar o constrangimento, o presidente Jair Bolsonaro tentou amenizar o efeito bombástico da operação da Polícia Federal contra o amigo “hétero” e vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), chamando de ‘minha Polícia Federal”.

Não é “minha Polícia Federal”, porque a Polícia Federal é uma polícia de Estado e não de governo, e Bolsonaro sentiu isso duramente com essa operação contra o velho amigo e companheiro de bancada na Câmara, que ele indicou pessoalmente para vice-líder do governo.

O presidente trocou o diretor-geral da PF exatamente porque não tinha controle sobre as operações que eram realizadas. Mas, não foi por falta de aviso; ele jamais poderá controlar a PF, exceto por vazamento sobre operações, o que iria configurar crime de obstrução de justiça.

Tentando disfarçar a irritação, mas sem conseguir, Bolsonaro falou para um grupo de apoiadores visivelmente constrangido. Nem mesmo o fato de a PF não liberar à imprensa as imagens da cena patética e constrangedora do senador com dinheiro enfiado na cueca, entre as nádegas, amenizou o constrangimento do presidente.

Durante o flagrante, o senador também pediu ao delegado que comandou a operação – na verdade, implorou -, para não ser exposto no flagrante tão humilhante, dentro da própria residência, tendo os móveis revirados e ele sendo obrigado a baixar as calças, enquanto os agentes recolhiam 30 mil reais em notas de 200 reais, além de outros 90 mil reais escondidos na casa.

A irritação do presidente é ainda maior por a operação da PF ter se dado no dia seguinte a declaração dele de que a Operação Lava Jato havia acabado, porque não há mais corrupção no governo. Também porque mostrou que ele, nem nenhum presidente, tem poder de controlar uma instituição que é de Estado e não de governo.

Bolsonaro teme que o episódio seja explorado pelos adversários, especialmente pelo ex-aliado Sérgio Moro, que comemorou a operação como se fosse uma vitória sua.

 

 

 

COMENTÁRIOS 20

Vice-líder de Bolsonaro escondeu R$ 30 mil na cueca
   15 de outubro de 2020   │     6:11  │  22

Surpreendido logo cedo com cerca de 20 agentes da Polícia Federal batendo à porta da sua casa em Boa Vista, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo Bolsonaro, não teve tempo de correr nem de esconder os R$ 100 mil guardados no guarda-roupa.

Ele ainda tentou esconder parte do dinheiro na cueca, mas os policiais desconfiaram do volume que sobressaia à seu físico – o senador pesa pouco mais de 70 quilos -, e pediram para ele tirar o pijama.

Na cueca do senador os agentes da PF encontraram R$ 30 mil em notas de 100 reais, que somados aos R$ 70 mil no guarda-roupa totalizaram R$ 100 mil. Assustado, o senador não soube explicar a origem do dinheiro, nem o motivo de tentar esconder os R$ 30 mil na cueca.

O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o caso, mas fontes do governo estranharam a operação, que ocorreu logo após o presidente ter afirmado que acabou com a Operação Lava Jato porque não há mais corrupção no governo.

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso, e contou com apoio do Ministério Público, que apura desvio de dinheiro de Emendas Parlamentares para combater a pandemia causada pelo coronavírus.

O senador Chico Rodrigues prometeu explicar a origem do dinheiro, inclusive, o motivo de não depositá-lo em sua conta bancária.

COMENTÁRIOS 22

Reforma administrativa vai manter marajás e maranis no serviço público?
   9 de outubro de 2020   │     10:31  │  15

É mais fácil o camelo passar no fundo da agulha, do que a reforma administrativa atingir os marajás e as maranis do serviço público dos 3 Poderes e mais o Ministério Público.

Sendo assim, a reforma administrativa atingirá apenas os barnabés dos pés rachados do Poder Executivo.

Isso não é praga; isso é o que se comenta à boca miúda nos corredores do Congresso Nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, garante que a reforma é “pra valer”, mas há controversias.

Se você acredita que a reforma administrativa atingirá os marajás e as maranis do serviço público nos 3 Poderes da República, deixe o seu Ok nos comentários. Se, igual a mim, você não acredita, então, estenda-se no comentário porque o pior nãopassou; o pior está sendo embalado.

COMENTÁRIOS 15

Renan articula jantar da conciliação de Guedes com Maia
   7 de outubro de 2020   │     0:34  │  11

Depois de se submeter a uma cirurgia para retirada do rim direito, o senador Renan Calheiros (AL) voltou a todas à atividade política de bastidores. Ele e a senadora Kátia Abreu (TO), articularam o encontro do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, esta semana.

O encontro se deu na residência do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, ligado ao Renan, onde foi servido um jantar. O presidente Jair Bolsonaro não foi, mas mandou o secretário de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, que chegou acompanhado do ministro da Economia.

O senador Eduardo Braga, outro ligado a Renan, também compareceu. Braga deve ser indicado relator da sabatina do desembargador Kássio Nunes, indicado por Bolsonaro para a vaga do ministro Celso de Mello, no Supremo Tribunal Federal, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e os ministros do TCU, José Múcio, e Vital do Rego, compareceram ao “jantar da conciliação”. Guedes e Maia posaram juntos para as fotos e vídeos, e pediram desculpas mutuamente.

O ministro da Economia acusou o presidente da Câmara de se aliar à esquerda para travar as privatizações. A proposta de Guedes é para vender empresas lucrativas, como o Banco do Brasil e a BR Distribuidora, até porque ninguém vai comprar empresa que dá prejuízo, e há forte reação na Câmara, mas não é provável que Maia componha com esse grupo.

Assim, o “jantar da conciliação” entre Guedes e Maia pode até não render dividendos para o ministro, mas serviu para recolocar o senador Renan no protagonismo político, ainda que à distância da presença física do presidente Bolsonaro – que, pelo menos, já mandou o secretário para o jantar que o próprio Renan articulou, na casa do amigo.

O deputado Arthur Lira, que trama para influenciar na eleição para a Camara, ainda tentou convencer o Guedes a não ir ao jantar da conciliação, mas não conseguiu convencer o ministro.

COMENTÁRIOS 11