Com a faca no pescoço, Temer promete pela 3ª vez a reforma ministerial
   9 de novembro de 2017   │     21:25  │  74

 

Brasília – O presidente Temer fez a segunda promessa à base aliada no Congresso Nacional, sem ter cumprido com a primeira.

Pressionado pelo “centrão”, após ajudá-lo a escapar da primeira denúncia contra ele, Temer prometeu a reforma ministerial tão ansiada.

Não cumpriu.

Novamente ajudado pelo “centrão”, na votação da segunda denúncia, Temer voltou a prometer a mesma coisa e também não cumpriu.

Agora, colocaram-lhe a faca no pescoço – ou atende o pleito, ou a Câmara não vota a Reforma da Previdência.

É pau pra comer sabão e pão para saber que sabão não se come.

A TERCEIRA PROMESSA

 

O presidente chegou a afirmar que a Reforma da Previdência não seria realizada este ano, mas teve de se desdizer porque o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, reagiu contrariamente.

E o Temer está sendo obrigado a retomar a negociação, mesmo inadimplente com o “centrão”, que lhe impôs a faca no pescoço.

Ele renovou a promessa duas vezes não cumprida e disse à essa base fisiológica que, após o feriado do dia 15 de novembro, anunciará a reforma ministerial.

É pagar para ver.

O “centrão” exige o Ministério das Cidades, uma mina de votos e de dinheiro. Ocorre que o Ministério das Cidades é a mina do PSDB.

E o PSDB está num fingimento tão grande, com a disputa forjada entre a ala que prega o desembarque do governo e a ala que é governo, que isso embaraça ainda mais o presidente.

Ser ou não ser, eis a questão!

Ou seja: prometer e não cumprir, pela terceira vez, ou cumprir e se ferra com o PSDB?

Sabendo disso, o senador Aécio Neves entrou sozinho, ontem 9, andando apressado no Senado e nem aguardou o carro deixá-lo no acesso ao Anexo I.

Ele estava com o celular ao ouvido, não se sabe se falava com alguém ou se fingia.

Menos de 2 horas depois a noticia se espalhou: o Aécio deu o golpe, derrubou o presidente em exercício, Tasso Jereissati, e empossou o Alberto Goldman na presidência do PSDB.

Mas, aqui para nós, foi tudo combinado porque se trata de recado para o Temer, no momento em que o “centrão” pressiona pela mina conhecida como Ministério das Cidades.

ONDE ARRANJAR UM MINISTÉRIO?

A situação do Temer lembra a estória do coroa que ofereceu 1 mil reais para beijar uma jovem, que recusou depois de xingá-lo.

Sai pra lá, velho tarado!

Dez mil reais, eu lhe dou 10 mil reais! Deixe eu lhe beijar! – tornou a propor o coroa.

Por 10 mil reais a garota topou e aí o coroa, depois de beijá-la, entrou em desespero.

Ai, meu Deus! E agora, o que faço? Ai, meu Deus! Ajude-me!

A garota perguntou o que ele estava sentindo, se estava bem, e o coroa respondeu:

Nada não. Estou pensando onde é que eu vou arranjar 10 mil reais para lhe dar…ai, meu Deus! Ajude-me…

Qualquer semelhança entre o Temer e o “centrão”, não é mera coincidência.

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Senador Jereissati vira o Rolando Lero do PSDB
   8 de novembro de 2017   │     23:59  │  15

Brasília – O PSDB transformou o senador Tasso Jereissati no “Rolando Lero”, mas o senador é péssimo ator e não conseguiu desempenhar bem o papel. Ou então, o texto é fraco e o diretor pior ainda.

A cartada está clara, ou seja, está tudo combinado.

Ele, que é o presidente em exercício do partido, se reuniu com o governador de Goiás, Marcondes Perillo, e acertaram que Perillo é o candidato à presidência nacional do partido.

Perguntado se ele, Jereissati, também era candidato, o Jereissati não disse que sim nem não, antes pelo contrário.

É que o Jereissati tem outro papel mais importante para desempenhar e ajudar o PSDB – se isto fosse possível -, a se fazer acreditar que nada tem a ver com o Temer.

Bobagem, porque não existe governo Temer; existe governo do PSDB, pois o Temer, já se sabe, é apenas o “boi de piranha”.

O fingimento dos discursos escancarou, ou seja, o PSDB apoia todo programa econômico, de cortes, venda de estatais, a entrega do pré-Sal, reforma da previdência, reforma trabalhista, privatizações, enfim, todo programa econômico do governo que, não por coincidência, é do PSDB.

Daí, o senador Tasso Jereissati ter virado o “Rolando Lero”, aquele personagem do Chico Anísio, que pensava enrolar o professor.

A política econômica é do PSDB, as relações internacionais são do PSDB, o Banco Central é do PSDB e a articulação política do governo passa pelo PSDB, com o Antônio Imbassahy.

Mas, bateu o desespero porque o ano está terminando e eles não sabem se a jogada vai dar certo. A população assimilou que o governo é do PSDB e que o Temer é apenas o síndico do palácio.

Querem a prova?

Lá vai: o “centrão” na Câmara, formado pelos deputados do grupo pagou levou, ainda não recebeu tudo o que o Temer prometeu.

E não recebeu porque, antes, é imperioso combinar com o PSDB.

Esse “centrão” também não quer o ministro Imbassahy e não trata nada com ele, quando procura o Palácio do Planalto. O Temer prometeu três vezes ao “centrão”, que iria demitir o Imbassahy.

E refugou.

Porque o PSDB é o governo; o Temer é apenas o síndico.

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Renan denuncia calote do governo federal, na compra da CEAL
   7 de novembro de 2017   │     22:15  │  34

Brasília – A privatização do setor elétrico é o sonho acalentado pelo PSDB e, não por coincidência, se iniciou no governo Fernando Henrique Cardoso – que não teve tempo de realizá-lo integralmente.

Mas, foi ele que iniciou.

Aliás, o desmonte das empresas públicas, vendidas depois por uma ninharia, é obra do PSDB e não se restringe ao setor elétrico. Até as universidades públicas, no governo do FHC, passaram privações e ameaças.

Até as Forças Armadas, embora o FHC fosse filho de general, passaram fome no governo FHC. Foi uma humilhação; em Alagoas, no governo do PSDB, os conscritos do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada serviram por apenas 6 meses, senão iriam passar fome.

Não havia dinheiro para o rancho, fardamento e a munição, e os conscritos treinavam tiros imitando o estampido com a boca: pá!

O PSDB está para o serviço público, assim como o cavalo de Átila está para a grama. Por onde passam é só destruição e miséria.

Refém do PSDB e sem nenhuma autoridade para decidir, o Michel Temer havia prometido aos líderes sindicais que apoiam o governo que não mexeria no imposto sindical, mas o PSDB reagiu contrariamente e o Temer teve de voltar atrás.

Mexeu sim.

Agora, o Temer decide privatizar o setor energético, para completar o projeto do PSDB iniciado pelo FHC, sem quitar as dívidas com os estados onde as empresas elétricas foram federalizadas.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), denunciou a trama em pronunciamento no Senado, citando o caso da antiga Companhia de Eletricidade da Alagoas (CEAL), que foi federalizada fiado, em 1997 – e o governo federal nunca pagou -, virou Eletrobrás, e estar à venda.

Dizem que o preço da energia elétrica vai baixar, mas é blefe, igual ao blefe da redução do preço da passagem aérea com a cobrança das bagagens.

 

 

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A amnésia de Cunha é a mesma amnésia providencial do PSDB
   6 de novembro de 2017   │     23:15  │  52

Brasília – O Eduardo Cunha está para o Lúcio Funaro, assim como o peixe está para a água.

Há muito tempo atrás.

Funaro ajudou Cunha a levantar o dinheiro, com o qual o então presidente da Câmara comprou o impeachment da presidente Dilma.

O próprio Cunha, sem entrar em detalhes, disse ao juiz Vasllisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal, no seu depoimento nesta segunda-feira 6, que usou o dinheiro para pagar alguns dos seu pares – que, não por coincidência, votaram favoráveis ao impeachment.

Mas, Cunha não reconheceu a própria grafia sobre o número da conta bancária na Suíça, onde Funaro depositava a parte que lhe cabia na propina amealhada de negociatas no Fundo de Investimento do FGTS, na Caixa Econômica, de acordo com as denúncias.

Pediu uma perícia.

Contudo, aparentando nervosismo, defendeu-se acusando o atual ministro Moreira Franco, que também está citado no processo, mas sem a graduação que Cunha lhe atribui, porquanto estão todos nivelados na denúncia por formação de quadrilha.

Cunha também esqueceu que fez dezenas de perguntas comprometedoras para o presidente Temer e que o juiz Sérgio Moro, exatamente por considerá-las “tentativa de constranger o presidente” recusou-as.

Deve ser amnésia providencial.

Tudo a ver, essa amnésia providencial, porque a mesma amnésia acometeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente em exercício do PSDB, Tasso Jereissati, quando dão prazo para o partido deixar o governo.

Pior é que eles sabem que o governo é o PSDB; o Temer é apenas o boi de piranha – aquele que o boiadeiro (PSDB) sacrifica, para tentar salvar a boiada.

 

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Cunha vai negar que conhece Funaro, seu irmão siamês de todo mês?
   5 de novembro de 2017   │     23:07  │  51

Brasília – O juiz federal Vasliney de Souza, da 10ª Vara sediada aqui, deve ouvir nesta segunda-feira 6, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Trata-se do processo sobre a quadrilha que atuava na Caixa Econômica Federal, de acordo com a denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que inclui o presidente Michel Temer, os ministros Elizeu Padlha e Moreira Franco, e mais Geddel Vieira Lima, Henrique Alves, Lúcio Funaro e o próprio Cunha – esses quatro últimos, já estão presos.

A expectativa é se Cunha terá coragem de negar as denúncias de Funaro, diante das provas apresentadas.

Cunha e Funaro eram irmãos siameses; todo o dinheiro que o Cunha amealhava nos golpes que dava, o Funaro cuidava de “lavá-lo”. No caso em questão, os golpes envolvem o Fundo de Investimento do FGTS, uma mina que eles exploraram.

Somente na Capital Federal, há mais de 10 anos os dois se reuniam religiosamente pelo menos duas vezes por mês. Ainda havia os encontros extras no Rio de Janeiro e em São Paulo, o que soma os mais de 700 encontros que o Funaro chutou, com margem mínima de erro, porque os dois eram irmãos siameses e se viam frequentemente.

Sem falar, obviamente, nos contatos pelo telefone, quando o Cunha tentava disfarçar a voz.

Mas, o Cunha vai dizer que não conhece o Funaro, que nunca tratou de atos ilícitos com Funaro e que nunca participou de reunião com Funaro, para tramarem os golpes.

É praxe, negar.

Ocorre que as provas são irrefutáveis, se os dois hoje são inimigos é devido à síndrome da separação conjugal, quando, de ordinário, o ex-casal viram inimigos. Havia sim entre os dois um casamento para essa operação no submundo da política.

Vamos aguardar para saber o que o Cunha vai dizer, por exemplo, sobre a conta bancária em nome de “Jesus.com”, onde o dinheiro ilícito era lavado e cuja operação bem que poderia ser chamada de “engana Jesus”.

 

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