Presidente compartilha mentira e pede desculpas à nação
   1 de abril de 2020   │     22:09  │  17

Brasília –  Depois de compartilhar e até responder a uma postagem mentirosa de um eleitor seu em Minas Gerais, o presidente Jair Bolsonaro pediu desculpas e apagou o que escreveu nas redes sociais.

Se para o cidadão comum compartilhar notícias falsas ou feke news é crime, para um presidente da República é ainda mais grave porque incita à desordem e até à convulsão social – e, por saber disso ou ter sido alertado, Bolsonaro apagou a postagem.

O eleitor bolsonarista, criminosamente, fez uma filmagem de uma ala vazia da Ceasa mineira para denunciar o desabastecimento e tentar incitar a população à depredação e à desordem.

Ocorre que a ala filmada pelo eleitor bolsonarista é restrita, só funciona uma vez por semana, isto às terças-feiras, porquanto dedicada a pequenos consumidores. A verdadeira Ceasa funciona, e está funcionando, conforme a Globo mostrou, normalmente.

Informado do compartilhamento de uma noticia criminosa, o presidente se apressou em apagar o que escreveu e compartilhou em apoio à mentira, e pediu desculpas.

Mas, não é simples assim porque o presidente é reincidente ao cumulo de ser ele o primeiro no mundo a ter postagens censuradas nas redes sociais por não condizerem com a verdade ou por incitarem à desobediência nesse momento grave devido a pandemia do Coronavírus.

Lamentável, principalmente porque não se sabe mais quando Bolsonaro está dizendo a verdade ou compartilhando mentiras.

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Bolsonaro chora, general o conforta, mas muda todo seu discurso
   31 de março de 2020   │     21:12  │  21

Brasília – No discurso surpreendente do presidente Jair Bolsonaro,  em rede nacional de rádio e televisão, porquanto conciliatório e equilibrado, viu-se um mandatário que se contrapõe a ele mesmo.

Lembrou o poema musical de Vinícius de Moraes, que pergunta: ‘Se foi pra desfazer, por que é que fez?

O jornalista Igor Gielow, colunista da Folha de S. Paulo, divulgou que Bolsonaro chorou numa reunião com ministros do chamado “gabinete de crise”. Diz-se que foi confortado pelo general Braga Neto, ministro da Casa Civil.

O general assumiu  comando da fala do presidente, afastando o protagonismo do filho Carlos Bolsonaro, que só criou e cria problemas para o pai desde a posse.

A radical e surpreendente mudança de postura do presidente mostrou um Bolsonaro desconhecido, no pronunciamento feito à nação. Era nítido que estava sob forte emoção, alguém que acabara de se penitenciar diante dos erros cometidos.

Sequer se referiu ao 31 e março de 1964, ainda que tenha caído exatamente numa terça-feira.

É um sinal de conciliação com a nação, tudo o que ele deveria ter feito desde a posse. Os estragos causados pela sua postura belicista, provocadora e mal-educada, levou à perda de aliados de primeira hora, como o empresário e deputado Luciano Bivar; presidente do partido que o elegeu e um dos financiadores da sua campanha, o advogado Gustavo Bebiano e até o general Santos Cruz, humilhado por ele por ter-se recusado a atender ao pedido imoral para assinar o empenho e liberar dinheiro para Olavo de Carvalho, considerado o Joseph Geoebbls do governo, alusão ao teórico do Nazismo e a cabeça pensante de Hitler.

Espera-se agora que surja finalmente um presidente da República que não se humilhe ajoelhado aos pés de punguistas de Jesus ou de Deus; surja um presidente que, finalmente, aprendeu que não se divide para governar.

O verdadeiro líder une.

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Isolado, Bolsonaro agora é comparado a Nero
   30 de março de 2020   │     7:04  │  30

Brasília – Indo na contramão do mundo, o presidente Jair Bolsonaro agora é o único mandatário que se opõe à quarentena para combater a pandemia do Coronavírus.

Ele alega que é para “proteger a economia e salvar os empregos”, mas na verdade o motivo é outro. O real motivo é que o Brasil, que já vinha em declínio econômico antes da pandemia, levará  no mínimo 5 anos para se recuperar e a reeleição de Bolsonaro está ameaçada com a crise que vai advir inexoravelmente.

Vamos recapitular: no ano passado, ou seja, no primeiro ano do governo Bolsonaro, quando não havia ainda a pandemia do Coronavírus, as trapalhadas do presidente levaram à fuga de R$ 44 bilhões e 400 milhões por parte dos investidores na Bolsa de Valores.

Este ano, ante de eclodir a pandemia, só nos três primeiro meses os investidores retiraram mais RS 44 bilhões e 700 milhões, ou seja, quantia superior a todo o ano de 2019, causando quedas seguidas nos pregões da Bolsa que, pela primeira vez na história, tiveram de paralisar suas atividades para acalmar o mercado.  Isso, além de elevar a desvalorização da moeda brasileira.

Pela primeira vez na história do real, o dólar ultrapassou os R$ 5 reais e não chegou a mais porque o governo usou parte da sua reserva em dólar para segurar o pique.

Todos já perceberam, quando se diz todos é para se referir ao mercado externo, que o Brasil entrou em descompasso e o presidente da República caminha na contramão afugentando os investidores. A capa da influente revista inglesa The Economist é o retrato do conceito que Bolsonaro goza perante o mundo, ou seja, “o BolsoNero”, como se referiu a revista, numa alusão a Nero, que incendiou Roma..

O problema só se agrava e o presidente brasileiro agora está isolado, pois enquanto ele segue na contramão da quarentena, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes renitente, já jogou a toalha e pediu aos norte-americanos para ficarem em casa até o final deste mês de abril.

Ou seja, Bolsonaro se isolou também diante do mundo, como se passando recibo à capa da The Econmist.

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Comandante do Exército recomenda a quarentena
   29 de março de 2020   │     0:42  │  18

Brasília – O general Edson Pujol, comandante do Exército, gravou vídeo no Canal do Exército Brasileiro recomendando à tropa as precauções e os cuidados contra a pandemia do Coronavírus, que atinge a população mundial.

Ao contrário do que o presidente Jair Bolsonaro tem dito e até desdenhado das autoridades sanitárias mundiais, o general faz várias recomendações à tropa, aos militares da reserva e a seus familiares.

A recomendação do general é a demonstração de que a sensatez, a responsabilidade e a sanidade mental se sobrepõe a tudo o que se tem visto por parte do presidente da República, que parece apostar na desgraça e na destruição.

Vejam, ouçam, compartilhem e sigam o que diz o general Pujol, nessa reprodução do seu link:

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A lição que o Coronavírus deu, antes de matar
   27 de março de 2020   │     3:05  │  20

Brasília – A pandemia do Coronavírus serviu para mostrar e escancarar que os Estados Unidos não são – quiçá nunca foram -, modelo de democracia participativa, nem mesmo para os seus cidadãos. Um país que não garante saúde à população não pode ser considerado modelo.

Não se trata de generalizar a crítica ao capitalismo, porque enquanto em todo o Japão ocorreram 45 mortes, nos Estados Unidos já são 1 mil 170 mortes, isso porque lá a medicina é um negócio e negócio é meio de vida para quem o explora e meio de morte para quem é explorado.

Ou seja, direito à saúde tem quem dinheiro tem.

Pasmem! O Brasil atual tem por objetivo a implantação desse modelo criminoso, com a diferença para pior porque os Estados Unidos manipulam o dólar e o Brasil aos trancos e barrancos segura a sua moeda contra a desvalorização.

O modelo nefasto a ser implantado, pelo menos é o que se deduz do objetivo do ministro da Economia, Paulo Guedes, é o de sucateamento dos serviços públicos, principalmente saúde e educação, para implantação do chamado “estado mínimo”. Privatiza-se tudo, mas, antes é preciso alienar a sociedade, como tenta o ministro da Educação, Abraham Weitraub, ao criticar as universidades públicas – o que, obviamente, faz o jogo de dona Elizabeth Guedes, irmã do ministro da Economia e líder da associação das universidades particulares.

Talvez, e torce=se para que sim, a pandemia do Coronavírus venha alertar a sociedade sobre a importância de uma boa educação pública e, mais ainda, de uma boa saúde pública ou de um bom serviço público. Isso porque, os bravos médicos, enfermeiros, enfim, todo o pessoal engajado no combate à pandemia são profissionais oriundos de universidades e hospitais públicos.

Essa é a principal lição que o Coronavírus trouxe, antes de matar.

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