Perguntas acerca da prisão dos suspeitos da morte de Marielle?
   13 de março de 2019   │     2:56  │  13

por Aprigio Vilanova*

A prisão dos dois suspeitos de terem participado da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes deixa algumas questões para serem esclarecidas:

1- Os acusados receberam informação privilegiada informando-os da operação em curso, os dois saíram de casa na madrugada na tentativa de fugir da polícia, mas os agentes já haviam montado campana e conseguiram efetuar as prisões. É preciso descobrir de onde partiu o vazamento, quem é o responsável ou responsáveis?

2 – O governador eleito, Wilson Witzel (PSC), durante a sua campanha participou de um comício no qual o ponto alto foi a quebra de um simulacro de uma placa de rua que homenageava Marielle Franco. Mas agora Wilson Witzel diz que o assassinato de Marielle foi um grave atentado a democracia. O que fez o governador mudar tão rápido de ideia? E o que está por trás da insinuação do governador sobre a possibilidade de um acordo de delação premiada?

3 – Nas primeiras declarações acerca da prisão dos suspeitos, o presidente Bolsonaro e o ministro Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, relativizaram as prisões e fizera questão de frisar que esperam uma resposta da Polícia Federal (PF) acerca do mandante do atentado ao então candidato Bolsonaro.

Ora, a PF é subordinada ao Ministério da Justiça que por sua vez é subordinado ao presidente Bolsonaro. Desde a prisão de Adélio Bispo, a PF está investigando o caso e revirou a vida do autor do atentado. Dois inquéritos já foram abertos e até invasão ao escritório de advocacia dos responsáveis da defesa de Adélio Bispo aconteceu. Nem Bolsonaro e nem Augusto Heleno confiam no trabalho que está sendo realizado pela PF, forte reduto do Bolsonarismo?

São muitas perguntas que precisam serem respondidas. O fato é que os presos são criminosos conhecidos no Rio de Janeiro, estão envolvidos com grupos de milicianos e sabem demais. É acompanhar e aguardar o desenrolar dos fatos.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Ex-policial suspeito na morte de Marielle é vizinho de Bolsonaro
   12 de março de 2019   │     9:28  │  35

por Aprigio Vilanova*

A Polícia Civil do Rio de janeiro, por meio de Divisão de Homicídios, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) efetuou a prisão de dois suspeitos na execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Foram presos o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, que segundo a denúncia é acusado de ser o executor dos 13 disparos que atingiram Mareielle e Anderson e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz acusado de dirigir o veículo que perseguiu a vereadora.

O sargento reformado, Ronnie Lessa, foi preso quando saia de sua casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.O condomínio é o mesmo onde residiu, até ser eleito, o presidente Jair Bolsonaro.

Os policiais que participaram da prisão de Ronnie Lessa, montaram campana na porta do condomínio, Ronnie Lessa foi preso quando saia de casa.

Os ex-policiais presos são acusados de serem os autores materiais do duplo homicídio, a polícia precisa agora, é descobrir e prender os autores intelectuais deste crime que ganhou repercussão internacional e é considerado como um grave crime contra a democracia.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG 

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Entrevista: O português brasileiro para além de Portugal
   10 de março de 2019   │     15:31  │  1

por Aprigio Vilanova*

A professora e antropóloga, Raquel Rocha, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) concedeu entrevista para falar sobre a importância das línguas africanas e indígenas para a construção do português falado no Brasil.

Clique no vídeo e assista

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

**Entrevista publicada originariamente no site ocho2.com.br

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O 8 de março tem origem na luta das operárias russas de Petrogrado
   8 de março de 2019   │     23:07  │  8

por Aprigio Vilanova*

Há quem acredite que o 8 de março, data destinada à mulher, tenha relação com o consumismo típico de datas comemorativas criadas para aquecer as vendas nos estabelecimentos comerciais.

É comum, principalmente no ocidente, associarmos a sua origem ao incêndio ocorrido em uma fábrica nos Estados Unidos que vitimou 125 mulheres, mas o mais curioso é que este incidente aconteceu em 26 de fevereiro.

O 8 de março ficou convencionado como o dia de jornada de lutas das mulheres devido ao protesto da mulheres operárias russas da cidade de Petrogrado contra a fome e a primeira guerra mundial.

Logo após o triunfo da Revolução Bolchevique ficou oficializada a data para a celebração da “Mulher trabalhadora e heróica”.  Mas só em 1975 é que a Organização das Nações Unidas (ONU) institui a data como dedicada ao Dia Internacional da Mulher.

Historiadores afirmam que esta manifestação foi a fagulha que acendeu o pavio para a Revolução Russa em 1917. O fato é que o mês de março sempre foi um mês emblemático para luta das mulheres por direitos iguais.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Bolsonaro faz ‘live’ no Facebook, explica frase e critica de cartão de vacina
   7 de março de 2019   │     20:13  │  7

Reprodução do Facebook

por Aprigio Vilanova*

O presidente Jair Bolsonaro voltou as redes sociais nesta quinta (7), desta vez para anunciar que irá realizar inserções ao vivo uma vez por semana para tratar sobre temas do governo. Bolsonaro anunciou que toda quinta, por volta das 18h30, serão realizadas as inserções.

O objetivo, segundo o próprio presidente, é o de esclarecer as ações governamentais, mas não foi o que aconteceu na primeira ‘live’. O teor do discurso de Bolsonaro passou longe de tratar das questões mais importantes para a população brasileira.

Bolsonaro escalou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), gen. Augusto Heleno, para explicar a frase infeliz pronunciada nesta manhã na cerimônia de comemoração de 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou: “Democracia só existe se as Forças Armadas quiserem”. A declaração causou polêmica. A palavra democracia é a junção de duas palavras gregas: demos, que significa povo e cratos que significa poder.

Portanto democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo de modo direto ou indireto, qualquer interpretação ou afirmação fora desta premissa deve ser de pronto repelida.

Mas para além da polêmica gerada com a frase, o que ficou claro é que passados mais de dois meses o novo governo continua sem projeto para o país. Bolsonaro está preocupado com o cartão de vacinação distribuído no governo Dilma Rousseff. Segundo Bolsonaro, o cartão contem imagens inadequadas para as crianças.

Outro tema abordado na transmissão do presidente Bolsonaro foi o número de lombadas eletrônicas nas vias brasileiras. Para Bolsonaro existe lombada eletrônica em excesso. Nada foi dito sobre programa para geração de emprego e renda, diminuição das desigualdades, investimentos em educação e saúde.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG    

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