Ministro sente o peso da educação nas ruas e na Câmara
   15 de maio de 2019   │     21:48  │  5

por Aprigio Vilanova*

Terminou há pouco a reunião geral que convocou o ministro da Educação, Abraham Straumb, para prestar esclarecimentos, na Câmara dos Deputados, sobre os cortes no orçamento da Educação. 

O ministro Straumb insistiu na narrativa de que não se trata de cortes, mas sim de contingenciamentos e condicionou a suspensão do bloqueio à aprovação da Reforma da Previdência.

Mas tratando-se de corte ou contingenciamento, o fato é que a medida conseguiu desagradar até a base que teoricamente se alinha as posições do governo Bolsonaro. A aprovação da convocação do ministro, hoje (15), com 307 votos é o exemplo mais elucidativo do desagrado. 

Straumb também revelou que o suposto contingenciamento é fruto de decisão originada no ministério da Economia, portanto ordem do ministro Paulo Guedes.

Inanição

Os reitores das Universidades e Institutos Federais revelam que estas verbas que não chegarão fere de morte as pesquisas desenvolvidas e mais da metade dos cursos de pós-graduação no país. A medida do governo retira a verba de custeio das instituições: contas de água, luz, material de consumo, trabalhadores terceirizados e projetos de pesquisa.

Telefonema

A reunião de líderes da base do governo com o presidente Bolsonaro que aconteceu nesta segunda (14) continua gerando mal estar entre os deputados da situação e o executivo.

O deputado Daniel Coelho (Cidadania – PE) afirmou que durante a reunião o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, entrou na sala nervoso, suado e desautorizando a posição de Bolsonaro que havia dito aos deputados que não haveria corte no orçamento da Educação.

Para Coelho, o ministro Lorenzoni presta verdadeiro desserviço ao governo e suas atitudes acabam por desarticular os deputados na Câmara. 

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Quem está mentindo?

*jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

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Quem está mentindo?
   14 de maio de 2019   │     23:41  │  7

por Aprigio Vilanova*

Já está claro que não existe o mínimo entendimento entre os grupos que compõem o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A mais nova polêmica é sobre o corte no orçamento do Ministério da Educação (MEC).

Toda imprensa noticiou, após a informação passada pelo líder do PSL, na Câmara dos Deputados, delegado Waldir, que o presidente Bolsonaro havia telefonado para o ministro da Educação, Abraham Straumb , para suspender os cortes no MEC.

Horas depois o ministério da Educação divulga nota informando que não houve o telefonema e que os cortes estão mantidos. Foi o suficiente para o bate-boca envolvendo os membros do governo, incluindo os deputados da base aliada.

A deputada, Joice hansselman, publicou em seu Twitter uma postagem afirmando que não há recuo e que qualquer informação diferente não passa de ‘boato barato’.

Já o delegado Waldir que revelou a imprensa o telefonema de Bolsonaro ao ministro da educação, manteve a informação com o conteúdo do telefonema. Waldir afirmou que não é surdo, nem cego e que viu e ouviu o presidente orientando o recuo do corte orçamentário do MEC.

O deputado do PROS, capitão Wagner, que também esteve na reunião com o suposto telefonema, espera que os outros parlamentares presentes indaguem o ministro acerca do telefonema. Na avaliação de Wagner ou o ministro está mentido ou o presidente forjou o telefonema.

O ministro Abraham Straumb estará presente, nesta quarta (15), na Câmara dos Deputados para explicar o corte de gastos no orçamento do MEC.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

 

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Diante da pressão, Bolsonaro recua
     │     20:24  │  2

por Aprigio Vilanova*

Após a repercussão negativa acerca do corte de verbas da educação e a ampla mobilização das universidades contra a tesourada no orçamento do Ministério da Educação (MEC), o presidente Jair Bolsonaro telefona para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, determinando a suspensão do corte.

A informação foi divulgada pelo líder do PSL, partido de Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, o deputado delegado Waldir, do PSL de Goiás. Segundo informações, o ministro tentou contra-argumentar, mas Bolsonaro sustentou a sua decisão.

A decisão de Bolsonaro se dá na véspera de um grande movimento que se organiza nas universidades, em todo o país, contra a política de cortes no orçamento da educação brasileira. Mas o problema para o governo já está feito, a mobilização tende a crescer e promete ser a primeira grande greve enfrentada pelo governo Bolsonaro.

O que está faltando agora é saber como será feito o anúncio por parte do governo da desistência da tesourada no MEC. 

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG  

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Projeto de Moro proíbe Moro de assumir vaga no STF
   13 de maio de 2019   │     12:44  │  10

por Aprigio Vilanova*

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) revelou que existe um compromisso com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para a indicação à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), que se abrirá com a aposentadoria compulsória do ministro decano, Celso de Mello.

O anúncio foi feito por Bolsonaro em entrevista à Rádio Bandeirantes neste domingo (12). O próprio Sérgio Moro já chegou a declarar que a indicação para virar ministro do STF seria como ganhar na loteria.   

Mas a questão é que segundo o projeto anticorrupção enviado ao Congresso Nacional pelo próprio Sérgio Moro esta indicação ficaria inviabilizada de imediato. Segundo o pacote, fica vedada, por até quatro anos, a indicação para vaga no STF o postulante que tenha mandato eletivo federal ou cargo de Procurador-Geral da República, Advogado-Geral da União ou Ministro de Estado.

Portanto, para ganhar esse prêmio da loteria, Sérgio Moro terá que torcer para que o pacote anticorrupção não seja aprovado na íntegra pelo Congresso Nacional. O próprio presidente Bolsonaro já havia declarado seu apoio irrestrito ao projeto.

A vaga com a aposentadoria do ministro Celso de Mello só estará disponível a partir de 2020. Segundo a jornalista Daniela Lima o Congresso discute uma nova revisão da PEC da Bengala que altera de 75 para 80 anos a idade para a aposentadoria compulsória de ministros da Corte.

 

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Alcolumbre busca Renan
   11 de maio de 2019   │     1:31  │  15

por Aprigio Vilanova*

A disputa pela presidência do Senado causou muitas celeumas, o jovem Davi Acolumbre (DEM-AP), no afã de se mostrar como alternativa para o casa alta do Congresso esqueceu que o embarque de corpo e alma no projeto Bolsonaro é prejudicial.

A imprensa já noticia a aproximação de Alcolumbre com o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Não é para menos, Alcolumbre entendeu que a postura que deve ser adotada não pode ser a do cheque em branco ao Executivo.

As medidas adotadas pelo governo Bolsonaro só afastam o povo da aceitação política, e cada dia mais fica revelado, Alcolumbre entendeu que não pode embarcar em algo que tende a afundar.

Qual a primeira atitude? Buscar se aproximar do senador Renan Calheiros para assim tentar se desligar do peso de se tronar o presidente do Congresso Nacional de Bolsonaro. Qualquer político com o mínimo de inteligência sabe que precisa se desvencilhar desse problema.

O problema é Bolsonaro, o governo é um desastre e assim será até quando durar. Não há na história brasileira presidente que construa um projeto tão impopular como o de Bolsonaro e Paulo Guedes. Alcolumbre já pulou do barco.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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