Faltam 10 dias para Bolsonaro apresentar provas, que não tem, sobre fraude no TSE
   18 de janeiro de 2022   │     17:51  │  5

Faltam 10 dias para terminar o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para a Polícia Federal ouvir Bolsonaro sobre as provas que ele disse possuir de fraude no sistema eleitoral eletrônico brasileiro.

Numa “live” realizada no ano passado, ao lado do deputado bolsonarista Felipe Barros (PSL-PR), o presidente voltou a fazer denuncias sem provas contra o sistema do Tribunal Superior Eleitoral, que foi desenvolvido por engenheiros militares das Forças Armadas.

A pedido do TSE, o ministro Alexandre de Moraes determinou à Polícia Federal que abrisse inquérito e ouvisse o deputado e o presidente. O deputado já foi ouvido e negou tudo, dizendo que não tinha prova de fraude, e Bolsonaro, ao tomar conhecimento da determinação de Moraes, tentou se explicar citando um episódio ocorrido em Pernambuco, em abril de 2018, e que não tem nenhuma relação com a eleição, além de ter ficado provado que o hacker não conseguiu entrar no sistema de computação de votos do TRE pernambucano.

A explicação do presidente não convenceu Moraes, que manteve a decisão de ouvir Bolsonaro presencialmente, estipulando o prazo de 60 dias e que se vence na sexta-feira da semana que vem, dia 28.

Cabe lembrar que, além do Brasil, o sistema eleitoral eletrônico é usado em 46 países, entre eles a Suíça, o Canadá, a Noruega, a Austrália e Portugal. Nos Estados Unidos, onde o sistema é o defendido por Bolsonaro, e ainda assim os apoiadores do ex-presidente Trump denunciaram fraude, sem provarem as denúncias, a eleição não escolhe apenas candidatos, mas também decide até sobre a legalização da maconha para uso recreativo, como aconteceu na eleição passada.

Ou seja, em alguns estados, o eleitor americano, além de escolher o presidente, chegou a decidir até sobre horário de funcionamento de bares.

Quanto ao voto impresso, que Bolsonaro também defende, é inconstitucional porque quebra o sigilo do sufrágio, além de servir para o eleitor coagido e amaçado, prestar contas aos traficante e milicianos que controlam as comunidades carentes e segregadas pelo estado.

 

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Desemprego no Brasil atingirá 14 milhões de pessoas este ano, segundo a OIT
   17 de janeiro de 2022   │     9:37  │  34

Esqueçam o tal do “crescimento em Vê” da economia, alardeado – e agora não mais -, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Esqueçam a promessa de que a “reforma trabalhista” iria gerar mais emprego. Gerou? Não.

Lembram-se daquela promessa de que a cobrança da bagagem no transporte aéreo iria baratear o preço da passagem? Era mentira, não barateou nada e o preço da passagem aérea no Brasil é um dos mais alto do mundo.

Sendo assim, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), projetou para este ano a taxa de desemprego no Brasil para 14,5% da mão-de-obra ativa, devendo atingir 14 milhões e 100 mil brasileiros, ou seja, quase 2 milhões de brasileiros desempregos além dos números registrados em 2019, quando Bolsonaro tomou posse.

E no desespero para tentar se reeleger a qualquer custo,  Bolsonaro entregou a chave do cofre ao centrão e, agora, quem decide onde, quando e quanto gastar é o ministro do Gabinete Civil, Ciro Nogueira.

O ministro da Economia não gostou, mas engoliu calado, afinal, a política que ele comanda o beneficia diretamente a partir da valorização do dólar; Guedes tem deposito bancário em offshore no paraíso fiscal das Ilhas Britânicas e, assim como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também tem dinheiro depositado em paraíso fiscal, detém o poder de fazer esse dinheiro crescer com uma simples ordem do tipo: valorize-se o dólar em relação ao real.

E assim tem ocorrido, porque o Guedes tem feito “muita besteira” e o dólar ultrapassou os 5 reais.

Na questão do desemprego crescente, o quadro é mais grave porque 25 milhões de brasileiros estão na informalidade, não contribuem com a previdência social, e são “empreendedores” pois vendem picolé, churrasquinho, coco verde, bronzeador, etc., nas praias.

Vai vendo, Brasil.

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Vacinação de crianças superlota postos e encurrala o governo, que atrasou a vacinação
   16 de janeiro de 2022   │     21:22  │  8

A vacinação de crianças, que começou pioneiramente em São Paulo, superlotou os postos e surpreendeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que voltou a atacar o governador paulista João Dória por ele ter-se antecipado ao governo federal.

Negacionista e contrário à vacinação, Bolsonaro tentou liderar a campanha anti-vacina para criança, dizendo que não vai vacinar a filha menor de idade, mas viu que já não exerce mais nenhuma liderança, exceto para o grupo que ainda acredita no que o presidente diz – e, felizmente, é cada vez menor.

Por causa do negacionismo e do boicote do governo à compra da vacina da Pfizer, que não trabalha com intermediário e só negocia direto com os governos, não há vacinas para atender a todos as crianças brasileiras na faixa etária dos 5 aos 11 anos. Por isso, estão sendo vacinadas apenas as crianças com comodidades.

Mesmo assim, surpreendentemente, o posto de vacinação instalado na região nobre do Lago Sul, em Brasília, superlotou e o tempo de espera chegou a 3 horas, na fila; no Guará, cidade satélite no entorno da Capital Federal, o tempo de espera foi menor, mesmo assim chegou a 1 hora, na fila.

Revoltado com  João Dória, que também foi o pioneiro na vacinação de adultos, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tomou as dores de Bolsonaro e criticou o governador, insinuando que Dória quer aparecer para tentar viabilizar a candidatura a presidente da República.

Não sei, o que sei é que, apesar do boicote do governo federal, a vacina está aí e todo brasileiro do bem deve vacinar seus filhos. Uma postagem nas redes sociais deixou o governo ainda mais irritada, por ensinar que “o vírus não é a facada; o vírus existe“, para recomendar a vacinação.

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ONU prevê que PIB do Brasil crescerá 0,5%, quase 4 vezes menor que PIB da Argentina
   14 de janeiro de 2022   │     18:00  │  29

A projeção para o PIB ( Produto Interno Bruto ) do Brasil, este ano, é a menor dos últimos 30 anos, de acordo com projeção do Departamento Econômico da Organização das Nações Unidas (ONU), e confirmada pelo Banco Central brasileiro.

De acordo com estudos da ONU, realizado nos 170 países membros, ( veja relação abaixo ) o PIB brasileiro crescerá apenas 0,5% e vai superar somente o PIB da Guiné Equatorial, Mianmar e Zâmbia, países subdesenvolvidos.

Com isso, enquanto a estimativa de crescimento para a economia mundial, em 2022, é de 4%, para o Brasil é de no máximo 1,7%, de acordo com a ONU.

Para desmentir a argumentação do presidente Jair Bolsonaro, culpando a política do fique em casa, que a economia a gente ver depois, insistindo no look down, que nunca existiu, o PIB da Argentina ( veja relação abaixo ) será de quase quatro veze o PIB brasileiro.

Na verdade, a causa da queda no crescimento da economia brasileira é a política econômica adotada pelo governo, que mantém os preços dos combustíveis, gás de cozinha e da energia elétrica atrelados à variação do preço do barril do petróleo, e à reforma trabalhista, que não resultou em criação de novos empregos, não alavancou a economia e ainda reduziu a arrecadação da previdência social.

Para desmentir o argumento do governo, culpando exclusivamente a pandemia do coronavírus, veja a relação dos 16 países que mais vão crescer este ano, lembrando que a maioria deles adotou o look down, como é o caso da Itália.

Em primeiro lugar vem a Índia, que crescerá este ano 6,7%; em seguida a Arábia Saudita, que vai crescer 5,9%; a China, 5,2%; Indonésia, 4,9%; Reino Unido, 4,5%; Itália, 4,2% União Europeia, 3,9%; Turquia, 3,7%; França, 3,6%; Estados Unidos, 3,5%; Japão, 3,3%; Espanha, 3%; México, 2,9%; Rússia, 2,7%; África do Sul, 2,3%; e Argentina, que vai crescer este ano 2,2%, de acordo com estudo da ONU.

E o Brasil?

Bem, o Brasil, se o governo não fizer mais besteira, a previsão de crescimento do PIB para este ano é de 0,5%, ou seja, é de metade de 1%. Trata-se do tal “crescimento em VÊ” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e que se traduz em “crescimento Vai Vendo, Brasil”, o que eles estão fazendo com você.

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Brasil “cresceu para baixo”, mas cresceu, segundo Bolsonaro. Acredite se quiser
   13 de janeiro de 2022   │     20:37  │  19

As “lives” do presidente Jair Bolsonaro às quintas-feiras viraram pautas de humor jornalístico, mas esta desta quinta-feira, 13, se não superou a todas as outras, é candidata a disputar o título entre as mais hilárias.

Acreditem se quiser, pois nem vou comentar; vou reproduzir na íntegra o que Bolsonaro disse sobre seu governo:

– “Completamos três anos de governo, dois em pandemia. De três anos, dois em guerra, em mar revolto. E, assim mesmo, o Brasil tem crescido. No ano passado, o crescimento foi negativo, mas todos esperavam menos 10%, mas foi menos 4%”.

Entenderam?

Nem eu.

Nem a Matemática Moderna, que tem até “Conjunto Vazio e Conjunto Unitário” – pasmem! -, é capaz de admitir crescimento negativo. Pelo que se sabe, só quem “cresce para baixo” é rabo de cavalo – e, agora, a economia do Brasil na gestão Bolsonaro.

E o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, na “live’ com o Bolsonaro respondendo perguntas combinadas? Eu achei interessante quando o Bolsonaro prestou homenagem às vítimas da tragédia no Haiti, pela passagem dos dez anos da tragédia, e o Tarcísio, que é militar, disse que esteve lá, na época.

Para não ficar atrás, Bolsonaro disse que também esteve, mas omitiu que esteve numa delegação de deputados, e ainda contou que um haitiano “sumiu” com uma nota de 10 dólares que foi lhe dada, numa feira de calçados, para pagar uma sandália que custava 2 dólares.

Gente…é muito engraçada as “lives” do Bolsonaro. Não perco mais uma, porque além de fazer rir ainda fornece a pauta para o blog. Sim, eu sei, tem gente que acredita no que o Bolsonaro diz, mas esses a gente releva porque, nesse mundo velho sem porteira, tem gente capaz de tudo.

Ainda bem que eu ri muito, com a “live”, e até me inspirei para escrever. Não perco mais uma…

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