Ney Latorraca e Bete Mendes no cinema em Maceió
   18 de julho de 2017   │     8:00  │  15

Por Aprigio Vilanova

Estreou na última sexta (14/7), no Centro Cultural Arte Pajuçara, e segue em cartaz nesta terça e quarta (18 e 19/7), o filme Introdução a Música do Sangue, de Luiz Carlos Lacerda, ou simplesmente Bigode, autor de filmes premiados como For All – Trampolim da Vitória e Leila Diniz.

Bigode assina o roteiro do filme baseado no argumento do escritor mineiro, Lúcio Cardoso. O filme retrata o ambiente rural do interior do Brasil, onde uma família vive sem energia elétrica e o aparecimento de um jovem peão faz desencadear os conflitos da trama.

O filme vem recebendo elogios do público e da crítica especializada, para o cineasta alagoano, Cacá Diégues, se trata de “um outro, belo e pungente modo de falar de nossas dores”. Nelson Pereira dos Santos, um dos fundadores do Cinema Novo, disse que: “a fotografia ajuda a construir a atmosfera poética do filme”.

O enredo revela as angústias da família que vive entre o desejo e a repressão existentes no limiar das realidades arcaica e contemporânea do Brasil profundo. A fotografia do filme é toda feita em luz natural fruto do estudo de Allison Prodlik com inspiração nas obras do famoso pintor holandês Rembrandt.

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Preocupado, Temer vai atacar Janot para inviabilizar denúncia sobre formação de quadrilha
   17 de julho de 2017   │     10:23  │  44

Brasília – O presidente Temer traçou duas estratégias para tentar esvaziar as duas outras denúncias do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele.

A primeira estratégia é partir para o ataque contra Janot, que deixará o cargo dia 17 de setembro, mas até lá pode fazer estragos no governo.

A segunda estratégia é desviar a atenção da sociedade para a proposta da reforma da Previdência.

Se a estratégia der certo, Temer acredita que se livrará do processo que tramita contra ele no Congresso Nacional e que pode lavá-lo a ser cassado.

Do contrário, o governo se fragilizará ainda mais e ficará difícil deter o processo contra ele na Câmara. O próprio presidente Rodrigo Maia tem admitido que, se o governo conseguiu se livrar dessa primeira denúncia por corrupção, dificilmente vai se livrar das outras duas denúncias que envolvem formação de quadrilha e obstrução de justiça.

O segundo semestre será decisivo para Temer.

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Denuncia vazia contra Lula leva à fragilidade da argumentação de Moro
   14 de julho de 2017   │     0:29  │  59

Brasília – A sentença apresentada pelo juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Lula a 9 anos e meio de prisão surpreendeu, mas pela pobreza da fundamentação e a ausência das provas cabais.

Em mais de 280 páginas, a única prova apresentada foi a matéria publicada em jornais “assegurando” que o tríplex era do Lula. E somente só.

O tríplex que o juiz concluiu, por ter ouvido dizer, que pertence ao Lula, na verdade pertence à Caixa Econômica Federal. Não há nenhum registro capaz de embasar a sentença do juiz, que tem o direito de não acreditar, mas não tem o direito de sentenciar ninguém sem as provas do crime.

Por isso, a sentença de Moro está sendo considerada peça política e essa não é a sua atribuição.

Depois de uma exaustiva investigação, o máximo que o juiz conseguiu foi convencer o empresário Leo Pinheiro a mudar a versão inicial, que negava ser o Lula o dono do tríplex, para a afirmação sem as provas de que o imóvel pertence ao Lula.

Antes, o empresário Joesley Batista desdisse o que tinha dito antes sobre a conta bancária no exterior para Lula e a Dilma. A conta era no nome dele, Joesley, mas o dinheiro não lhe pertencia.

Não dava mesmo para acreditar na versão do empresário, até porque do mesmo modo que só é dono quem registra, também não se pode atribuir a outrem, sem apresentar as provas, a titularidade de uma conta bancária.  

Tratava-se, como de fato se tratou, de história inverossímil e o empresário se retratou.

O Leo Pinheiro, portanto, não foi o primeiro a mudar a versão para contar uma estória. A declaração de que o tríplex pertence ao Lula, sem apresentar as provas, não tem nenhum valor jurídico e não se entende como o juiz Sérgio Moro aceitou semelhante aberração.

Só existe uma maneira de entender a sentença do juiz, que é pela decisão meramente política, que por sua vez se justifica na dianteira que o Lula mantém na disputa presidencial de 2018.

A sentença contra o Lula confunde-se com um ato meramente político-eleitoral. O que estranha é que o ato veio travestido numa toga.

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Sentença contra Lula já era conhecida desde quando o Mar Morto ainda estava vivo
   12 de julho de 2017   │     15:41  │  91

Brasília – Que o juiz Sérgio Moro iria condenar o ex-presidente Lula no processo sobre a compra – que oficialmente não existiu -, do tríplex no Guarujá, isso todos já sabiam.

A novidade seria o juiz não condená-lo.

A Operação Lava Jato, que já consumiu milhões de reais em pagamento de diárias, gratificações e horas extras, perderia o sentido de existir se não atingisse o principal objetivo – que é prender o Lula.

Mas, o juiz teve a cautela de permitir que o Lula recorra da sentença em liberdade. Sabia decisão, porquanto o Lula preso vira mártir.

Curioso é que, a alegação do “crime” que o Lula praticou – e não há provas de que praticou -, é a mesma alegação que pesou contra o Juscelino Kubistchek – que foi irresponsável e criminosamente acusado de ter comprado um apartamento em Copacabana.

Trata-se da história se repetindo como farsa.

E, como coincidência não existe, a sentença do juiz veio abafar a repercussão da aprovação da reforma trabalhista, que vai aumentar a miséria social e revogar os já precários direitos trabalhistas.

Mas, por que o juiz demorou tanto para dar uma sentença a qual já se conhecia desde quando o Mar Morto ainda estava vivo?

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A lição de Collor e Renan
   11 de julho de 2017   │     23:49  │  16

Por Aprigio Vilanova

O senador Fernando Collor protagonizou um dos momentos mais emocionantes durante a votação que aprovou a reforma trabalhista do governo de Michel Temer.

O senador alagoano fez um resgate do processo de implementação das leis trabalhistas e deu uma aula de história para os que assistiam a sessão que aprovou a reforma.

Collor ensinou aos desavisados que a luta histórica dos trabalhadores brasileiros teve suas demandas transformadas em direitos na gestão de seu avô e primeiro ministro do trabalho, Lindolfo Collor.

Lindolfo foi o responsável pela elaboração da legislação social brasileira, a primeira na América do Sul, e segundo o ex-reitor da PUC, Pe. Fernando Bastos Ávila, foi o maior avanço social no Brasil depois do fim da escravização.

Isto tudo muito antes da consolidação das leis trabalhistas (CLT) que só veio acontecer em 1943.

O senador Renan Calheiros manteve sua posição contrária as reformas e lembrou que: “por vezes a virtude está na minoria” e com certeza a virtude, nesta votação, esteve com a minoria.

Para Renan o ataque aos direitos dos trabalhadores começou com a aprovação a toque de caixa da lei que ampliou a terceirização e a reforma trabalhista proposta por Temer é mais um golpe aos trabalhadores do país.

Já o senador Benedito de Lira seguiu ao pé da letra as exigências do governo Temer.

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