Quer dizer que ele vai dar o golpe e se auto-proclamar ditador, é isso?
   19 de janeiro de 2021   │     12:30  │  15

Isolado mundialmente e sem o comando interno do país, no combate à pandemia causada pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro ora mente, quando culpa o Supremo Tribunal Federal, ora ameaça a democracia insinuando que pode dar um golpe e se auto proclamar ditador.

Pois então, que dê o golpe só para sentir a reação interna e, principalmente, externa, com as medidas de bloqueio comercial que levariam o país à bancarrota.

Ele não tem conhecimento, porque não ler nada, e pensa que o golpe de 1964 foi uma decisão exclusiva de um grupo que reuniu civis e militares. Bolsonaro não sabe que, na época, assombrava os Estados Unidos a chamada guerra fria e a revolução cubana bem ali, a menos de 1 mil quilômetros da Flórida.

Quem comandou o golpe de 64 no Brasil foi o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, e sem ele, nada teria sido feito. Ainda assim, foi necessário se preparar a opinião pública, juntar parte da população contra o que eles denominavam de “ameaça comunista” e, sobretudo, usar as igrejas como biombos para esconderem as maus intenções.

O que na verdade está acontecendo com o presidente é a preocupação dele com a reeleição, devido ao fato de não ter preparo intelectual para participar dos debates, e de ser obrigado a arranjar uma nova desculpa, igual à facada – ainda que haja controvérsias sobre a facada, pois tem quem não acredite no ataque.

Os que não acreditam na facada e acham que foi armação, fiam-se na entrevista do Gustavo Bebiano, que era o responsável pela segurança do então candidato, mas no dia do ataque em Juiz de Fora tinha sido afastado pelo Carlos Bolsonaro, que assumiu o comando da segurança junto com o delegado da Polícia Federal, Alexandre Ramage.

O filho do presidente não gostou da entrevista de Bebiano revelando esse detalhe, que deveria ficar em sigilo, e pediu sua demissão, no que foi atendido pelo pai.

O país vive esse momento crucial, como um país que parece desgovernado sendo atacado com o discurso de ódio e de mentiras. Talvez o presidente entenda que é o momento propicio para dar o golpe e virar ditador, mas é bom que antes ele combine com o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, porque sem o apoio norte-americano será um malogro.

 

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Bolsonaro se torna cabo eleitoral de Dória, que agradece e fatura
   18 de janeiro de 2021   │     10:40  │  16

O presidente Jair Bolsonaro não suporta ouvir pronunciar o nome do governador de São Paulo, João Dória, e só se refere a ele usando termos impublicáveis.

Com a vacina produzida com apoio de Dória, sem nenhuma ajuda do governo federal, a relação entre os dois azedou de vez, mas o presidente foi aconselhado a se calar para não agravar ainda mais o quadro.

Por isso que o presidente, pela primeira vez desde a posse, não posta nada nas redes sociais, colocando-se sob silêncio inusitado. Bolsonaro tem sido o cabo eleitoral de Dória, que descobriu  como provocar e irritar o presidente sem nenhum esforço.

Com certeza, na eleição em 2022 Bolsonaro não participará de debates e terá desde já de encontrar uma desculpa convincente capaz de camuflar o gesto de fraqueza.

Imagina Bolsonaro debatendo com o Dória, a lapada que não iria levar.

O presidente poderia estar faturando com esse momento, mas ele foi sempre o negacioista da pandemia. Bolsonaro, além de negar a gravidade da situação, estimulou a disseminação do vírus e chegou a debochar das mortes, afirmando que todo mundo morre um dia.

O presidente também chamou de “maricas” aqueles que se cuidavam usando máscaras e fazendo o distanciamento social. Foi um “competente” agente disseminador do vírus, com os maus exemplos que promoveu.

Num momento tão complicado para o mundo, e não apenas para o Brasil, a presença de um presidente desagregador agravará ainda mais o quadro e trará consequências extremamente negativas interna e externamente.

Se internamente a imagem de Bolsonaro se dilui, externamente o conceito sobre o presidente brasileiro é de alguém despreparado e incapaz, que vive de arrumar confusão, inclusive, arrumar confusão para os negócios externos do país.

Claro, o João Dória agradece porque quanto mais Bolsonaro se desgasta, melhor para ele.

 

 

 

 

 

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Dòria vence Bolsonaro e inicia vacinação contra o coronavírus
   17 de janeiro de 2021   │     23:30  │  13

Enfim, começou a vacinação contra o coronavírus e começou mesmo por São Paulo. Vitória do governador João Dória, que lutou e venceu o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro.

Quando viu que perderia a disputa para Dória, o presidente determinou o confisco das vacinas produzias pelo Instituto Butantan, em parceria com a China.

Mas, o governador paulista não entregou toda a produção, estimada em 6 milhões e 800 mil doses, retendo parte dela para começar a imunização da população de São Paulo.

Parabéns para o governador.

Provocado desde o início pelo governo federal, inclusive com ataques diretos do presidente Bolsonaro, o governador paulista ainda teve de rebater o ministro da Saúde, para dizer que Pazullo “mentiu” quando disse ter ajudado o governo de São Paulo a produzir a vacina.

De fato, não ajudou em nada e ainda tentou atrapalhar o governador, que arcou sozinho com todas as despesas. Não é verdade, portanto, que o governo federal ajudou o governo paulista a produzir a vacina e o mérito é exclusivo do Dória.

Parabéns, São Paulo, pela vacina e por obrigar o governo federal a, finalmente, trabalhar em busca da vacinação.

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“Fizemos a nossa parte”, diz Bolsonaro, que estimulou o contagio na pandemia
   15 de janeiro de 2021   │     14:14  │  29

Referindo-se à tragédia causada pela pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo fez a parte dele.

Mas, que parte o presidente se refere?

Refere-se à parte que desdenhou da pandemia e estimulou a  contaminação e as mortes, é isso? Se for isso, aí tá certo.

Bolsonaro chamou de maricas os que se preveniram contra o contágio, saiu às ruas debochando das medidas de restrição, estimulou contágios, não usou máscaras e demitiu dois ministros da Saúde, que eram médicos, entregando o ministério a um general que não sabe sequer cuidar de logística e deixou o país – pasmem! -, sem seringas para aplicação da vacina.

Também desdenhou das mortes e fez chacotas com os mortos, dizendo que todo mundo ia morrer um dia, Foi incapaz de solidarizar-se com as famílias enlutadas, riu e debochou dos lutos, alimentando e fomentando o ódio que dividiu os brasileiros.

Graças aos governadores e ao Supremo Tribunal Federal, que contiveram o genocídio estimulado pelo presidente, o número de mortes não é ainda maior. Mas, as mais de duzentas mil mortes registradas não são suficietes para aplacar essa sanha genocida e o país vive agora essa tragédia.

Ainda que morressem “apenas umas oitocentas pessoas”, como dizia o Bolsonaro, desdenhando da tragédia, ainda assim era para todos estarem enlutados. Salvo se o país estiver mesmo sob a égide da Besta do Apocalipse.

Triste Brasil, transformado agora num imenso cemitério. Ah, sim. Eles fizeram a parte deles, que foi desdenhar da pandemia, estimular a contaminação e celebrar as mortes.

 

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“Elegi-me prefeito no velho esquema, com defuntos votando”
   14 de janeiro de 2021   │     20:17  │  11

Lembrei-me do escritor Graciliano Ramos, quando ouvi o presidente Jair Bolsonaro criticar a urna eletrônica e defender o voto no papel.

Graciliano se elegeu prefeito da cidade alagoana de Palmeira dos Ìndios, em 1928, e escreveu no seu famoso relatório de prestação de contas dizendo que se elegeu prefeito beneficiado por fraudes.

-Elegi-me prefeito no velho esquema, com defuntos votando e relatórios fraudados -, escreveu Graciliano.

Bolsonaro critica a urna eletrônica, que não pode ser fraudada, e defende o voto na cédula de papel, que pode ser fraudado, basta apenas corromper o escrutinador.

Aliás, na eleição em 1994, a última eleição com cédulas de papel, Bolsonaro se reelegeu deputado federal no Rio de Janeiro, mas foi envolvido no esquema de fraude de cédulas falsas.

Quem quiser se aprofundar no caso é só pesquisar a reportagem do Jornal do Brasil, que aponta Bolsonaro e mais três deputados no esquema de cédulas falsas descoberto pela justiça eleitoral carioca.

Será que a defesa do voto impresso não passa de saudosismo de uma época em que defunto votava e o voto poderia ser facilmente fraudado? Sabe-se que, nessa época, mais importante que o eleitor era o escrutinador, que poderia ser subornado para fraudar os mapas de votação.

Isso era praxe e muita gente ganhou dinheiro fraudando os mapas de votação..

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