Reforma da Previdência vira tática de Temer para abafar novas denúncias de Janot
   7 de agosto de 2017   │     13:46  │  75

Brasília – O presidente Temer foi orientado por seu marqueteiro a insistir na discussão da Reforma da Previdência, mesmo sem a mínima chance de aprová-la no momento.

No domingo 6, Temer se reuniu com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senador, Eunício Oliveira, para pedir que eles ampliassem a discussão sobre o tema.

É a tática para abafar o que vem por aí contra ele.

Primeiro, a defesa do presidente tentou impedir o fatiamento da denúncia. Mas, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, negou e manteve as três denúncias – uma delas já foi feita.

Corrupção passiva, obstrução de justiça e formação de quadrilha são as três denúncias que pesam contra Temer e que estão baseadas em provas irrefutáveis.

Para se livrar da primeira denúncia e evitar que a Câmara aprovasse o seu afastamento, Temer gastou quase R$ 4 bilhões liberando emendas parlamentares.  Todavia, a fonte secou e o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, propôs exatamente o contrário, ou seja, suspender a liberação do dinheiro das emendas.

O temor do presidente é que as novas denúncias reabram o caso dos R$ 151 milhões liberados para a empresa Argeplan, que tem como sócio o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo, João Batista Lima Filho, que é apontado como operador de Temer no esquema das propinas nas obras da Usina Nuclear de Angra 3 e a construção de 36 foros – que nunca saíram do papel.

A obra não foi realizada em Angra 3 e os R$ 151 milhões sumiram.

Com a prisão de Geddel Vieira Lima e Rocha Loures, dois dos operadores de Temer no esquema das propinas, e, agora, o anúncio da investigação contra o coronel reformado da PM paulista, o cerco se fechou.

No primeiro momento, orientado pelo marqueteiro, Temer passou a atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas recuou depois de ter sido aconselhado a não se defender atacando.

Janot deixará o cargo dia 17 de setembro, mas, em entrevista à Folha de S Paulo, ele deixou claro que dispõe de “provas robustas” contra Temer e que vai ampliar as denúncias com a inclusão das provas contra o coronel PM Lima, apontado como operador de Temer.

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Temer confirma que vai tirar o diretor da Polícia Federal
   6 de agosto de 2017   │     13:05  │  53

Brasília – O diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, já pode esvaziar as gavetas e arrumar as malas.

O presidente Michel Temer anunciou que vai substitui-lo.

No cargo desde 2011, o diretor-geral da Polícia Federal é considerado “independente demais”.

Temer culpa Daiello pelo vazamento da conversa dele com o empresário Joesley Batista, que originou a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

Ou seja: Temer acha que deveria ter sido comunicado pelo diretor da PF que o Joesley iria gravar a conversa.

O ministro da Fazenda, Torquato Jardim, já está procurando um “nome de confiança” para substitui o diretor-geral.

Entenda-se por “homem de confiança” aquele  capaz de estancar as investigações.

Ocorre que, para Temer, o estrago já está feito. O procurador-geral da República tem mais duas denúncias contra ele, que deverá ser apresentadas até o dia 15 de setembro.

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Vitória de Pirro deixa Temer ainda mais fragilizado
   3 de agosto de 2017   │     1:14  │  75

Brasília – Custou mais de R$ 3 bilhões a “vitória de Pirro” obtida pelo presidente Tener, que é aquela vitória muito cara.

Sim, a oposição também abiscoitou o seu quinhão na farra da liberação das emendas parlamentares, mas uma merreca comparada ao que receberam os 263 deputados da base.

Os 263 votos que livraram Temer nesse primeiro embate – e faltam mais dois embates -, foram amealhados com alto custo.

A dúvida agora é: ele ainda tem dinheiro para comprar os votos e barrar as duas outras denúncias?

Há uma ostensiva divisão na base, que o governo não tem mais como esconder.

O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), queixou-se da truculência e da “falta de educação” como foi tratado pelo governo.

Maia é o primeiro na linha sucessória e genro do ministro para toda obra, Moreira Franco. É um intrincado jogo para quem tem mais duas acusações a enfrentar, uma por obstrução de justiça e a outra por organização criminosa.

Cabe lembrar que a Câmara julga o pedido para processar o presidente e não o cidadão Michel Temer, esse, terá de ajustar com a Justiça depois do mandato.

E qual a estratégia do governo para enfrentar as duas próximas etapas das denúncias? O presidente tem duas dificuldades adicionais, que são:

1)Como compensar os chamados partidos nanicos, que exigem um ministério em troca da manutenção do apoio?

2)Como conviver com o PSDB, com metade da bancada na Câmara negando-lhe apoio?

Por isso, Temer comemora a “vitória de Pirro”, que é aquela onde o vencedor não sabe se comemora ou se lamenta pelo altíssimo custo.

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Jantar de Aécio com Temer foi iluminado pela lanterna dos afogados
   31 de julho de 2017   │     22:47  │  48

Brasília – Menos de 24 horas após jantar com o presidente Temer e prometer reassumir a presidência do PSDB para fechar questão contra o pedido de afastamento do presidente por crime de corrupção passiva, o senador Aécio Neves tomou outro susto.

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, voltou a solicitar a prisão do senador por ter pedido R$ 2 milhões de propina – que ele diz ter sido empréstimo -, à JBS. A irmã de Aécio está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, por ter pedido vinte vezes mais, ou seja, R$ 40 milhões para comprar um apartamento para a mãe, segundo o processo.

No domingo à noite, no jantar no Palácio do Jaburu, Aécio se despediu de Temer repetindo o bordão: “Tamos juntos”. O PSDB tem 46 deputados e 26 deles já declararam que votarão favoráveis ao afastamento de Temer.  

Mas, se o Aécio reassumir a presidência do partido e levá-lo a fechar questão, conforme prometeu ao Temer, todos os 46 deputados estão obrigados a seguirem a orientação do partido – que, no caso, é a orientação que o Aécio prometeu e que é votar contra o afastamento do presidente.

Tudo foi combinado no jantar, mas faltaram combinar com Janot.

A nova denúncia veio como uma bomba de efeito retardado, o que agradou intimamente o presidente em exercício do partido, o senador Tasso Jereissati, que defende o desembarque do governo e integra a ala dissidente. Aécio sofreu outro duro golpe e está atordoado.

Na volta do recesso parlamentar do meio do ano, os embates políticos tendem a recrudescer.

O IMPROVAVEL AFASTAMENTO DO TEMER

Exceto se algo de muito mais grave acontecer, o presidente Temer sabe que vencerá esse primeiro embate contra as denúncias do procurador-geral da República. A oposição não tem os 342 votos necessários para afastar o presidente, mas, Temer já sabe que o preço para se livrar está sendo alto – e ainda faltam mais duas denúncias bem mais graves.

O governo já despejou R$ 3 bilhões e 500 milhões na liberação das emendas parlamentares, que contemplam a oposição em pequeno percentual, enquanto o grosso vai para a base de apoio contra o pedido de afastamento. Para a oposição as emendas liberadas são apenas o biombo que esconde a real intenção.

E para arruinar ainda mais o início da semana, tem a pesquisa do Ibope apontando que 81% dos brasileiros ouvidos defendem o afastamento do presidente.

A dúvida agora é: Temer terá “fôlego” para comprar o apoio contra a segunda e a terceira denúncias que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já têm prontas contra ele e que serão apresentadas até o dia 15 de setembro?

O jantar que o presidente ofereceu ao senador Aécio Neves, domingo, deve ter sido iluminado pela lanterna dos afogados…

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Caríssima, a operação no Rio de Janeiro é inútil
   30 de julho de 2017   │     1:07  │  53

Brasília – O governo está gastando inutilmente mais de R$ 20 milhões por mês numa operação militar no Rio de Janeiro que não vai resolver o problema da violência e do tráfico.

Não é a primeira vez que o governo rasga dinheiro.

Vamos retroagir a 1964, quando o filho do general Amauri Kruel foi denunciado por envolvimento com a bandidagem. O general era secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Na época, o então presidente João Goulart, que era compadre do general Kruel, não conseguiu segurar a pressão e foi obrigado as demitir o general, mas, premiou-o com o comando do mais poderoso Exército brasileiro, o II Exército, sediado em São Paulo.

No dia 1º de abril de 1964, dia do golpe civil-militar, o general Kruel traiu o compadre.

Hoje, o Rio de Janeiro se transformou numa praça de guerra cujo inimigo  se esconde nos morros e se mistura com policiais corruptos. Mais uma vez a sociedade paga a conta, se já não bastasse a conta cara que a sociedade carioca paga pelo assalto nosso de cada dia.

O Rio de Janeiro é um dos lugares mais perigosos do mundo.

E agora, desmoralizado, o governo vai desmoralizar as Forças Armadas. E a sociedade vai pagar a conta dessa guerra que o governo jamais vencerá, enquanto a questão da violência urbana – que se irradia País afora -, não for tratada com inteligência.

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