Temendo represália do Irã, Bolsonaro não vai a Davos
   9 de janeiro de 2020   │     20:34  │  20

Brasília – O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete Institucional de Segurança (GSI), vetou a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Davos, na Suíça, para participar da reunião do Fórum Econômico, que reúne os 20 países mais ricos..

O general alertou para os riscos que Bolsonaro correria, depois de ter aplaudido o ataque dos Estados Unidos, que matou o general iraniano Qassem Suleimani.

Mas, a questão não é o apoio aos Estados Unidos e sim o ataque à honra do general iraniano, o que motivou a reação do governo do Irã convocando o embaixador brasileiro para dar explicações.

Foi mais uma demonstração de despreparo do presidente brasileiro, que já atacou a primeira-dama da França, a ex-presidente do Chile, Michelle Barchelê, chamou o Estado Palestino de terrorista e ameaçou fechar a representação palestina no Brasil, criando problemas com os árabes.

O Palácio do Planalto informou que a decisão do presidente Bolsonaro de não ir à reunião em Davos deve-se à questão econômica, ou seja, o governo quer economizar, mas isso não é verdade, basta ver os gastos com o cartão corporativo da presidência, que agora estão sob sigilo  porque já ultrapassaram R$ 2 milhões.

Na verdade, Bolsonaro não vai à reunião em Davos porque há o temor de represália dos iranianos ao ataque ao líder assassinado pelos Estados Unidos. Além de aplaudir o assassinato, Bolsonaro desqualificou Suleimani, dizendo que ele não era general.

Mas, o problema não é a reunião em Davos; o problema é que os iranianos não esquecem o ataque à honra do líder assassinado e, se for assim, Bolsonaro, daqui pra frente, vai ficar sem ir a reuniões fora do Brasil?

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Saída de dólares do Brasil é a maior em 37 anos
   8 de janeiro de 2020   │     22:23  │  12

Brasília – Pela primeira vez, em 37 anos, o Brasil registrou o dado negativo referente à saída de dólares do país, no exercício de 2019.

O próprio Banco Centra viu-se obrigado a admitir que, em 2019, entre entrada e saída de dólares foi registrado o rombo de 44,7 bilhões de dólares.

Entende-se, agora, a tentativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de falsificar o balanço comercial brasileiro, alterando para mais o valor do PIB (Produto Interno Bruto), falsificação que tinha tudo para dar certo se não fosse o jornal inglês The Financial Times – que descobriu a fraude.

Guedes refez os cálculos com os números reais e chegou-se agora a esse outro detalhe sobre a saída de dólares superando a entrada, fato inédito, como já dissemos, em 37 anos.

Diante disso, é suspeito o número oficial de desempregados, que se mantem em 12,7 milhões de brasileiros, quando o correto deve estar se aproximando dos 15 bilhões de desempregados, fora os 27 milhões na informalidade, que também deve ter aumentado substancialmente.

Pelo já apurado, as fake news ( notícias falsas ) também contaminaram a economia. E de noticias falsas em noticias falsas, segue o Brasil.

Para onde? Quem sabe?!

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General diz que Bolsonaro se afastou do combate à corrupção
   6 de janeiro de 2020   │     22:30  │  17

Brasília – Para quem votou no presidente Jair Bolsonaro acreditando que ele iria mesmo combater a corrupção, deve ter sido sim uma frustração constatar que era tudo engodo.

Há ainda os que mantem a crença inútil, mas é porque são empedernidos diante da verdade crua ou porque, como se diz, relutam a darem o braço a torcer.

Sejam quais forem eles haverão de admitir terem sido ludibriados, igual ao general Santos Cruz, um ex-ministro que se demitiu e dizem que o motivo foi a recusa em autorizar o depósito de 300 mil dólares para o astrólogo Olavo de Carvalho, guru do governo Bolsonaro

Santos Cruz, um dos mais preparados generais, comandou as tropas da Organização das Nações Unidas na África, foi adido militar na Rússia e fala inglês, francês e russo fluentemente. Ele se diz agora decepcionado com o governo e mesmo tendo sido convidado para ocupar outros cargos públicos, recusou-os.

Ele ( Bolsonaro ) se afastou do combate à corrupção – disse o general.

Além de não combater a corrupção como prometeu o governo Bolsonaro ainda promove o desmonte de empresas estratégicas, o que compromete a soberania nacional e obviamente contraria o pensamento vigente de proteção às riquezas estratégicas.

Isso, contudo, não começou com Bolsonaro, pois tem origem na Operação Lava Jato. Convém lembrar que o então juiz Sérgio Moro mandou prender o almirante Othon, responsável pelo projeto do primeiro submarino nuclear brasileiro.

Detalhe: o almirante Othon nada tem a ver com as investigações sobre corrupção na Petrobras e, sendo assim, não caberia ser investigado pela Operação Lava Jato.

Sérgio Moro deve ter atendido ao pedido dos Estados Unidos, que não admitem “tamanha ousadia”, que é um país localizado no seu quintal possuir submarino com propulsão nuclear.

Moro prestou grande serviço, mas aos Estados Unidos, ao destruir a inteligência brasileira; e o presidente Jair Bolsonaro, agora, protege a corrupção porque ela chegou à sua casa.

Simples assim.

 

 

 

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Livro com muitas palavras? Não pode!
     │     2:31  │  4

por Aprigio Vilanova

O presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), chegou a estapafúrdia conclusão de que o problema do livro é que ele está repleto de palavras. Tentando entender o quase pensamento presidencial a gente pode levantar diversas conclusões.

A primeira é que o presidente não entende nada de livro e nem de pensamento; para esta primeira constatação não preciso é ser nenhum bom observador para se chegar a esta conclusão.

A segunda é que o hábito da leitura nunca foi o seu forte, mas para chegar a esta nem era preciso tal declaração, basta conhecer o personagem.

A terceira em curso é o do projeto de destruir a educação pública brasileira, criminalizar o professor brasileiro e pasmem: o livro tem bastante texto! O plano do fracasso está caminhando sob os aplausos dos que tem defasagem de leitura.

O Brasil é um dos países que possui a população que menos lê, proporcionalmente; o brasileiro tem um enorme déficit, no que se refere a interpretação de texto. O que faz o presidente? Culpa o excesso de palavras contidas no livro.

A educação pública brasileira passou por um processo difícil de explicar, principalmente para os que acham que os livros tem palavras demais. Os mais saudosos regozijam a excelência do ensino público na década de 1950 e 60; mas são sabem eles que o ensino era pra 30% da população.

O Brasil, após o desmonte ocorrido durante a ditadura militar, sucateou a educação pública. Só após a redemocratização, ocorrida em 1989, é que a educação pública ganhou a dimensão que temos hoje: conquistamos a universalização.

O próximo passo que tem que ser dado é o de garantir a qualidade, mas o que diz o presidente? Muita palavra nos livros, esse é o problema! 

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Lei de abuso de autoridade entra em vigor
   3 de janeiro de 2020   │     1:12  │  15

por Aprigio Vilanova*

Entra em vigor nesta sexta (3) a nova lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso em setembro. A lei foi aprovada após as primeiras divulgações feitas pelo The Intercept, no qual expôs diálogos pouco republicanos envolvendo membros da Força-Tarefa da Lava Jato.

O site vem revelando as entranhas da Operação Lava Jato e escancarou a conduta parcial e, por vezes flagrantemente abusiva, do então juiz Sérgio Moro no processo envolvendo o ex-presidente Lula da Silva.

Moro autorizou grampear o ex-presidente Lula e divulgou conversas com a então presidente, Dilma Rousseff, que tinha foro especial e não poderia ter suas conversas divulgadas.

O mesmo aconteceu com as conversas entre a ex-primeira dama, Marisa Letícia e seu filho Fábio. As conversas também não poderiam terem sido reveladas, pois não tinham nenhuma relação com as investigações. 

Mas não parou por aí, o ex-presidente Lula foi alvo de uma condução coercitiva, mesmo não tendo sido intimado a prestar depoimento anteriormente. Estas são algumas das condutas adotadas pelo então juiz Sérgio Moro que se enquadram como abuso de autoridade.

A lei não retroage, mas serviu para acender o sinal de alerta no gabinete do atual ministro da Justiça e Segurança Pública e na Força Tarefa da Lava Jato.

Clique aqui para conhecer o texto da lei

 

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