Lava Jato desembarca no STF, a PF gravou Aécio Neves e pegou Gilmar Mendes
   20 de maio de 2017   │     14:05  │  80

por Aprigio Vilanova

Com a Operação Patmos, desencadeada pela Polícia Federal (PF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), a Lava Jato atinge em cheio a mais alta corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia federal interceptou ligações entre Aécio Neves e Gilmar Mendes. As gravações do senador afastado, Aécio Neves (PSDB-MG), com ministro do STF, Gilmar Mendes, escancara a promiscuidade das relações de nossas autoridades.

Em uma das interceptações telefônicas, o senador afastado Aécio Neves articula com Gilmar Mendes apoio a aprovação da lei de Abuso de Autoridade e pede para Gilmar Mendes ligar para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e convencê-lo de votar favorável ao projeto que ao final acabou sendo aprovado.

Gilmar Mendes chegou a cancelar o depoimento que Aécio Neves prestaria a PF, no inquérito que investiga a participação de Aécio em esquemas de corrupção em Furnas. O procurador geral da república, Rodrigo Janot, já havia se queixado da blindagem a Aécio Neves.

Nas ligações de Aécio ao empresário Joesley Batista, fica registrada a articulação para impedir o avanço das investigações. O nome do ministro, Alexandre de Moraes, recém-nomeado para o STF é citado.

Nas gravações da conversa entre Temer e Joesley, feitas no porão do Palácio do Jaburu, o presidente afirma ter dois ministros no STF e por isso não pode fazer muita coisa para ajudar o ex-deputado Eduardo Cunha.

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A íntegra da delação da JBS promete o apocalipse
   19 de maio de 2017   │     12:42  │  69

por Aprigio Vilanova 

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a quebra do sigilo das delações dos executivos do grupo JBS. A expectativa é que o conteúdo integral do material seja divulgado até o final da tarde de hoje (19).

A reportagem de Lauro Jardim, no O Globo, revela só uma parte das delações dos irmãos Batista e dos executivos do grupo. Tendo em vista que só essa parte da bomba veio a público, o potencial de destruição que a íntegra do conteúdo promete atingir é devastador.

Logo após a publicação da reportagem, os irmãos Batista revelaram ameaças de morte e foram autorizados a deixarem o país.

A tentativa de Temer é de colocar as provas em descréditos, o próprio presidente chegou a classificar as provas como clandestinas e deu declarações do tipo: “A montanha pariu um rato”.

A imprensa havia publicado, dias antes a reportagem de O Globo, que Temer corria contra o tempo para aprovar as reformas antes que novas delações viessem a público.

O que Temer e os demais investigados não esperavam era a operação controlada da Polícia Federal (PF). Neste tipo de operação, inédita na Lava Jato, os investigadores vão registrando os movimentos dos investigados para a produção de provas dos crimes cometidos.

Este tipo de operação é muito comum nas investigações de quadrilhas de tráfico de drogas,

No caso da JBS, a PF registrou o número de série das cédulas usadas nos pagamentos, as mochilas e as malas foram rastreadas a partir de chips, e realizou gravação em áudios e vídeos, todas as medidas autorizadas pela justiça.

A assessoria do presidente vai pedir a perícia nos áudios divulgados e disse que o presidente irá processar o empresário Joesley Batista.

O ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a investigação do presidente Michel Temer.

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Quando cairá o sigilo das delações dos irmãos Batista?
   18 de maio de 2017   │     16:03  │  36

Por Aprigio Vilanova

As delações dos irmãos Batista foram homologadas a pouco pelo relator da Lava Jato, no STF, o ministro Edson Fachin. A expectativa agora é pela quebra dos sigilos dos arquivos (áudios e vídeos) revelando o conteúdo das gravações.

A repercussão da matéria publicada no O Globo, somada a operação deflagrada pela Polícia Federal era a bomba que faltava para o governo Temer implodir. Os primeiros náufragos já começam a abandonar o barco.

Os ministros do PSDB, Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (PSDB), pretendem formalizar a saída das pastas até o final do dia. Com a saída do PSDB o governo Temer perde toda sua sustentação, tanto na Câmara como no Senado.

Ventila-se a possibilidade de Temer apresentar a renúncia ainda hoje (18/5), o que mais preocupa o presidente e os assessores é a perda da prerrogativa de foro por função. O ministro Edson Fachin (STF) autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Temer.

O senador afastado Aécio Temer não corre o risco de ser preso. O ministro Fachin negou notícias de que teria enviado ao plenário a decisão acerca da prisão do senador mineiro. Fachin ainda afirmou que Aécio só não está preso devido a prerrogativa de foro.

Edson Fachin determinou a apreensão do passaporte de Aécio Neves e assim, o senador está proibido de deixar o país. O senador Aécio Neves sofre um duro golpe, além de ter sido afastado, teve sua irmã e braço direito, Andreia Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros (Fred) presos.

 

 

 

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JBS paga a Cunha preso e Temer diz: tem que manter isso aí. Viu?
   17 de maio de 2017   │     20:29  │  85

por Aprigio Vilanova

Segundo reportagem publicada na versão online de O Globo, os irmãos Batistas, donos do grupo JBS, estiveram na tarde desta quarta (17) no prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) para amarrar os detalhes para firmar a colaboração premiada do grupo a Lava Jato.

A Polícia Federal montou uma operação para fisgar os envolvidos e conhecer o caminho do dinheiro pago nas propinas do JBS. Foram distribuídos ao todo R$ 3 milhões durante o mês de abril.

Dinheiro para pagar propina controlado pela numeração, micros chips com rastreamento por GPS implantados em bolsas e malas, filmagens  das transações entre os representantes do grupo e dos políticos, gravação feita pelos policiais infiltrados, áudios de políticos.

Todas as medidas autorizadas judicialmente.

A delação de Joesley Batista revela gravações que coloca o presidente Michel Temer no olho do furacão. Batista revelou ao presidente Temer que estava pagando uma mesada ao ex-deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao Lúcio Funaro, para que ficassem em silêncio.

O presidente Temer afirmou: “Tem que manter isso aí. Viu?”

Em outra reunião, o presidente Temer foi gravado indicando o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding controladora da JBS). O deputado foi gravado, posteriormente, recebendo R$ 500 mil reais.

Nas gravações tem registro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pedindo dinheiro aos irmãos Batista. Aécio pede R$ 2 milhões a Joesley Batista, o primo Frederico Pacheco de Medeiros, de Aécio foi filmado pela PF recebendo os valores e após o rastreamento chegou ao também senador Zézé Perrela (PMDB-MG).

 

 

 

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Temer renegocia com prefeitos, agora vem a indústria e o agronegócio
   16 de maio de 2017   │     19:47  │  37

Por Aprigio Vilanova

O presidente Michel Temer (PMDB) anunciou, na vigésima Marcha dos Prefeitos, a medida provisória (MP) que renegocia as dívidas das prefeituras com a previdência social.

O texto aumenta o prazo, de 60 para até 200 meses, o parcelamento dos débitos previdenciários, reduz em até 80 por cento a cobrança de juros e em 25 por cento a cobrança de multas e encargos.

Este ano a estimativa é que cerca de quatro mil municípios terminem o exercício com R$ 65 bilhões de dividas com a previdência.

Temer pretende garantir assim o apoio dos prefeitos as reformas apresentadas, o presidente acredita que com o apoio dos prefeitos aumenta a pressão aos deputados para votarem favoráveis as reformas.

Ao mesmo tempo em que anunciou a renegociação com as prefeituras, o presidente Temer já sinalizou aos industriais e ao agronegócio que está aberto para discutir novas regras para renegociar as dívidas destes setores com a previdência.

Segundo dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o setor industrial tem uma dívida de R$426 bilhões, o que representa quase três vezes o déficit previdenciário apresentado em 2016.

Ainda segundo dados da PGFN, 4.013 pessoas físicas e jurídicas detentoras de terra devem um pouco mais de 900 bilhões de reais, uma dívida maior que o PIB de 26 estados e seis vezes o déficit do ano passado.

O governo pretende conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da previdência na Câmara dos Deputados e os 41 votos para aprovação da reforma trabalhista no Senado.

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