Cristiane já é ministra do Trabalho, mas à distância
   12 de janeiro de 2018   │     9:15  │  113

Brasília – A comparação do deputado Beto Mansur, vice-líder do governo na Câmara, para justificar a nomeação da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho, chega a ser hilária.

Chega a ser hilária devido à fragilidade da argumentação, se não fosse estapafúrdia.

Quer dizer então que o ministro da Saúde não pode ser fumante?! Que o ministro dos Transportes não pode ter multa de trânsito?! – indagou e exclamou o deputado.

Diante da fragilidade a argumentação do vice-líder do governo tornou-se hilária.

A resposta à pergunta do deputado Beto Mansur é: claro que o médico fumante pode ser ministro da Saúde, assim como quem tem multa de trânsito pode ser ministro dos Transportes.

O que não pode e não deve é o ministro da Saúde ou o ministro dos Transportes ter processo na respectiva pasta que vai comandar.

E esse é o caso da deputada Cristiane Brasil, com pendências na Justiça do Trabalho.

Mas, apesar disso tudo; apesar da reação negativa, a filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, vai assumir o Ministério do Trabalho de qualquer maneira.

Aliás, para quem não sabe, ela já assumiu o ministério. O ministro-interino, Helton Yomura, ocupa o cargo por indicação de Roberto Jefferson, ou seja, ele é da cota do PTB.

Yomura já advogou para Cristiane, quando ela foi secretária na Prefeitura do Rio de Janeiro na gestão do prefeito Eduardo Paes.

Impedida de tomar posse por decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, sediado no Rio de Janeiro, Cristiane tem certeza de que reverterá a decisão; ela só não sabe se no próprio TRF, para onde apelou, ou se no Superior Tribunal de Justiça, para onde vai apelar, caso o TRF lhe negue o recurso.

Mas, que assumirá o Ministério do Trabalho, isso, ela e o pai dela têm certeza absoluta.

 

 

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Por que não ouviram o advogado Rodrigo Tacla Duran?
   11 de janeiro de 2018   │     0:15  │  46

Brasília – Por três vezes seguidas, o juiz Sergio Moro negou o pedido para ouvir o advogado Rodrigo Tacla Duran.

Tacla Dura era advogado da Odebreacht e foi cooptado para dar propina e assim se livrar da prisão e do pagamento da multa de R$ 15 milhões.

O intermediário da negociação, segundo o Tacla Duran denunciou, foi o advogado Carlos Zucalotto Júnior, ex-sócio da esposa do juiz Moro, que também é advogada, no escritório de advocacia em Curitiba.

Zucalotto também foi padrinho de casamento de Moro.

A defesa do ex-presidente Lula resolveu apelar para o Ministério Público Federal, para conseguir com que o Tacla Duran seja finalmente ouvido – afinal, ele é peça-chave e tem muita coisa para contar -, mas também não obteve êxito.

O MPF que atua na Operação Lava Jato e cujos integrantes chegaram a protagonizar o abaixo-assinado contra a corrupção dos políticos e defendendo as investigações rigorosas, também negou o pedido para ouvir o Tacla Duran.

Negou por quê?

Diante da incompreensível negativa para ouvir o advogado Rodrigo Tecla Duran, que hoje vive na Espanha, aumenta a dúvida: qual o motivo da recusa, se ele é uma fonte de informação valiosa?

Sabe-se que o Tacla Duran tem a dizer muita coisa, que vem ao caso sim ( caso Odebrecht ) e é relevante sim.

O ex-advogado da Odebreacht não defende o Lula; o que Rodrigo Tacla Duran denuncia é o conluio e a negociata que envolvem muita gente, inclusive o padrinho de casamento de Moro e ex-sócio da esposa do juiz.

Também não se trata de dizer que o Lula é a priori inocente, mas como as provas dos crimes foram obtidas e, especialmente, se podem ser de fato comprovadas com as digitais dos crimes.

Senão…

Esses detalhes que muitos não levam em consideração justificam o fato de o Lula liderar todas as pesquisas para a disputa presidencial.

Em tempo: o Rodrigo Tacla Duran foi ouvido pela CPMI da JBS e fez revelações comprometedoras. Merecia, sem dúvida, ser ouvido pela Operação Lava Jato.

Até para se esclarecer as dúvidas.

 

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Governo e Cristiane desistem de apelar ao Supremo, para não correrem risco
   10 de janeiro de 2018   │     13:20  │  16

Brasília – Orientado sobre que a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e plantonista, iria manter a decisão monocrática do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o governo e a deputada Cristiane Brasil desistiram de recorrer da sentença que impediu a posse dela no Ministério do Trabalho.

Ou seja, eles não vão mais recorrer ao Supremo.

Por que?

Porque, se tivessem o recurso negado, como foram alertados de que teriam, não tinha mais para quem recorrer.

Foi a ministra Carmem Lúcia que manteve a decisão da Justiça Federal de prender o deputado Paulo Maluf e isso acendeu o sinal de alerta para Cristiane.

A expectativa agora é a de que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, numa nova apelação, poderá rever a decisão monocrática do desembargador Guilherme Couto de Castro.

O problema é que Cristiane terá de aguardar o termino do recesso do Judiciário, em fevereiro, para apelar para o plenário do TRF. Até lá, a expectativa é de que o assunto “vai esfriar” e ainda que não caia no esquecimento, pelo menos não terá a repercussão que teve agora.

Será isso mesmo?

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E se a ministra Carmem Lúcia decidir não decidir, novamente?
     │     0:02  │  22

Brasília – O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, saiu do encontro com o presidente Temer sem falar com a imprensa.

Mas, ele garante que a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo e plantonista, vai repassar a decisão para o plenário e no plenário ele ganha.

Ele acompanhou a filha, Cristiane Brasil, que deixou dezenas de pessoas esperando pela posse dela no Ministério do Trabalho – posse esta que não aconteceu.

Para ela foi grande decepção

 Ela exigiu reparação, ou seja, ou o Ministério do Trabalho, ou nada. Sabe-se que a decisão não é do Temer, mas do Supremo Tribunal Federal.

Por decisão do desembargador Guilherme Couto de Castro, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, sediado em Niterói-RJ, Cristiane foi impedida de tomar posse.

Porém, se o Roberto Jefferson saiu do encontro com Temer sem falar com a imprensa, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), líder do partido na Câmara e que também esteve com o presidente, saiu do encontro falante.

Arantes disse que a indicação do PTB é irreversível.

O governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal e a certeza é de que o Supremo, igual decidiu favorável ao hoje ministro Moreira Franco e, – alegam -, num caso mais grave porque foi para lhe dar foro privilegiado, também decidirá favorável à posse de Cristiane.

Aliás, o Arantes deixou escapar essa certeza, que lhe foi repassada por Jefferson, que não tem dúvida de que o Supremo vai derrubar a decisão.

Interessante é que, se o Supremo confirmar a posse de Cristiane, quem assume a vaga dela na Câmara é o ex-presidiário e hoje na condicional, Nelson Nahim, condenado por estupro de menores. Ele é irmão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, também em liberdade condicional.

Por fazer parte da mesma coligação, Nahim também é suplente do Celso Jacob, único deputado que não pode viajar porque à noite tem de ir para a prisão no Presídio da Papuda.

Jacob foi condenado por corrupção no Rio de Janeiro.

O impasse permanece e caberá a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e ministra-plantonista, decidir.

Ou não.

As provas e a sentença do juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, ratificadas pelo desembargador no exercício da presidência do TRF da 2ª Região, Guilherme Couto de Castro, são inquestionáveis.

A não ser…

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Condenação não impedirá o Lula de participar da eleição
   8 de janeiro de 2018   │     14:57  │  128

Brasília – A condenação do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região é considerada certa.

Mesmo baseada num processo falho, porque desprovido das provas dos crimes que lhe atribuem, a condenação do Lula é fato  consumado.

Mas,  no lugar de resolver o problema, que é impedi-lo de disputar a eleição presidencial, a condenação pode trazer mais embaraços para os que querem alijá-lo da disputa.

A discussão sobre as consequências da condenação se amplia à medida que o pleito se aproxima, isso porque o Lula pode ser impedido de disputar a eleição, mas não pode ser proibido de influenciar na disputa.

Não há como.

Assim como ele elegeu a sucessora – a primeira mulher a presidir o Brasil -, sem que ela tivesse exercido qualquer mandato eletivo, também no pleito este ano ele terá participação decisiva.

As pesquisas mostram que o bombardeio da Operação Lava Jato, comandado pelo juiz Sérgio Moro e os procuradores, não surtiu o efeito que se imaginava. O Lula se mantém até hoje liderando as pesquisas.

Para agravar o quadro em relação ao PSDB, o partido não encontrou um nome à altura da disputa e sequer estaria no segundo turno da eleição, em quarto lugar.

O dilema dos opositores do Lula permanece diante da certeza de que é impossível retirá-lo da disputa presidencial, ainda que o impeçam – como de fato vão impedi-lo -, de disputar o pleito.

Com o primeiro tempo dessa peleja jurídica-eleitoral marcado para o dia 24 próximo, o dilema se agiganta porque condenado ou não é impossível impedir o Lula de influenciar na eleição presidencial.

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