PGR pede condenação de 80 anos para Geddel
   9 de janeiro de 2019   │     17:17  │  4

por Aprigio Vilanova*

A procuradora-geral da República, Raque Dodje, apresentou as alegações finais, nesta quarta (9), e reitera o pedido de condenação do ex-ministro, Geddel Vieira Lima, do irmão e deputado federal, Lúcio Vieira Lima e do empresário Luiz Fernando Machado Costa Silva, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Raquel Dodje rebate a defesa dos acusados e reafirma a existência de provas práticas entre 2010 e 2017. Dodje destacou a apreensão de R$51 milhões em um apartamento  em Salvador. A PGR também pediu a manutenção da prisão preventiva de Geddel. A defesa pede a liberdade do ex-ministro que está preso desde 2017.

Dodje sustenta, na denúncia, que parte dos R$51 milhões é fruto de corrupção identificadas no âmbito das operações Lava Jato e Cui Bono. A PGR afirma que no caso envolvendo a Caixa Econômica Federal os pagamentos de propinas teriam rendido cerca de R$170 milhões a agentes públicos.

As investigações revelaram também o crime de peculato, até 80% dos salários de Job Brandão como assessor na Câmara dos Deputados foram repassados, ao longo de 28 anos, para a família Vieira Lima. Job Brandão colaborou com as investigações.

A procuradora pede a condenação de Geddel Vieira Lima a 80 anos de prisão, 48 anos e seis meses para Lúcio Vieira Lima e de 26 anos para Luiz Fernando; além do pagamento de multa. 

Clique e leia a íntegra das legações finais

 

 

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Família Queiroz ignora Ministério Público e falta aos depoimentos
   8 de janeiro de 2019   │     14:50  │  7

Reprodução da internet

por Aprigio Vilanova*

Seguindo o comportamento de Fabrício Queiroz, a esposa e as filhas do ex-assessor do senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL), não compareceram a sede do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A justificativa apresentada pela defesa da família é que elas, Nathalia e Evelyn Queiroz e Marcia Aguiar, estão em São Paulo acompanhando o tratamento médico e a recuperação da cirurgia, no Albert Einstein, que retirou um nódulo cancerígeno de Fabrício Queiroz.

A família foi implicada na movimentação, considerada atípica pelo Conselho de Controle de Operações Financeiras (Coaf), de mais de um milhão de reais entre 2016 e 2017 na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. 

O senador eleito, Flávio Bolsonaro, foi convidado pelo MP-RJ para prestar esclarecimentos nesta quinta (10). A assessoria do senador divulgou nota na qual afirma que Flávio está disposição para prestar todos os esclarecimentos, mas não confirmou a presença do senador eleito.

Flávio Bolsonaro tem, por prerrogativa de função, o direito de escolher a data, hora e local que prestará o seu depoimento. 

Leia mais e relembre o caso:

http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/2019/01/07/esposa-e-filha-de-queiroz-depoe-nesta-terca-flavio-bolsonaro-na-quinta/

http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/2018/12/19/o-que-queiroz-ira-dizer-no-depoimento-de-hoje/

http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/2018/12/27/queiroz-concede-entrevista-mas-nao-explica-a-movimentacao/

http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/2018/12/14/a-familia-de-bolsonaro-a-familia-do-motorista-queiroz-e-o-coaf/

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

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Esposa e filha de Queiroz depõem nesta terça, Flávio Bolsonaro na quinta
   7 de janeiro de 2019   │     18:12  │  7

Depoimento de Flávio Bolsonaro está marcado para esta quinta (10)

Por Aprigio VIlanova*

O depoimento do senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL), ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), está marcado para esta quinta (10). Flávio terá que prestar esclarecimentos acerca da movimentação de mais de um milhão de reais, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, na conta de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a pedido do Ministério Público, elaborou relatório no qual classificou como ‘atípica’ os valores movimentados na conta de Queiroz. O ex-assessor, exonerado dias antes da eleição de 2018, concedeu entrevista na qual justifica a movimentação devido a sua atividade de vendas de carros adquiridos em leilão.

Após a revelação, Flávio Bolsonaro fez publicação em sua rede social afirmando que as explicações sobre o caso devem ser prestadas pelo seu ex-assessor. O presidente Bolsonaro, em entrevista, disse que sabia que Queiroz fazia ‘rolos’ com vendas de carros.  

Flávio não confirmou ainda se irá comparecer ao Ministério Público e devido a prerrogativa de função o senador eleito pode escolher a data, hora e local para o seu depoimento. Os depoimentos da esposa e de uma das filhas de Queiroz, ambas citadas no relatório, estão marcados para esta terça (8). A investigação teve inicio no âmbito da Operação Furna da Onça que resultou na prisão de dez deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

*Jornalista formando na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

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Todo mundo fala e ninguém se entende
   5 de janeiro de 2019   │     1:40  │  18

Reprodução TV Globo

por Aprigio Vilanova*

A primeira semana do governo Bolsonaro termina com declarações do presidente sendo desautorizadas. A semana foi curta, mas não o suficiente para evitar o primeiro desgaste e que teve o presidente como pivô do embaraço.

A falta de um discurso unificado ficou evidente e revela a ausência de um projeto para o país, parece que o tempo destinado para a atuação da equipe de transição não foi suficiente para afinar o discurso, traçar as linhas gerais de um programa de governo e o resultado é um festival de desmentidos.

O próprio presidente, Jair Bolsonaro (PSL), foi obrigado a assistir aos membros, um de segundo escalão, de seu governo desmentir três de suas declarações ao longo desta sexta (04). Em entrevista, pela manhã, Bolsonaro afirmou que assinou decreto e que o ministro da Economia, Paulo Guedes, iria anunciar a diminuição na alíquota do imposto de renda (IR) e a elevação na taxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de compensar os subsídios as regiões Norte e Nordeste.

A afirmação do presidente causou forte repercussão na imprensa, nas redes sociais e no mercado financeiro. Rapidamente, ainda pela manhã, entrou em cena o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, para desmentir Bolsonaro e afirmar que não haverá mudanças no IR e no IOF, Cintra classificou as declarações como uma “confusão” feita por Bolsonaro.

Na mesma entrevista, Bolsonaro falou sobre a proposta para a Reforma de Previdência e afirmou que a alteração na idade mínima para a aposentadoria elevaria para 57 a idade para as mulheres e 62 para os homens. Aí teve que entrar em cena o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), para, novamente, negar as afirmações do presidente da República e classificá-las como “equívoco”.

Em meio a tudo isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou a agenda púbica que tinha e não foi mais encontrado. Guedes teria reunião com o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Barbosa, no Rio de Janeiro. Como não houve explicação do motivo do cancelamento da agenda do ministro atribui-se as declarações do presidente Bolsonaro.

No caso do mercado financeiro, o que não agradou foi a declaração de Bolsonaro acerca da acordo de fusão entre a Embraer e a Boeing. Bolsonaro elogiou a fusão, mas fez ressalvas a parte do acordo que abre caminho para a Boeing adquirir os 20% que restam da Embraer e, com isso, todo o Know-how tecnológico da empresa.

O sintomático é que o bate-cabeça tenha acontecido um dia após a primeira reunião de Bolsonaro com sua equipe de ministros. Na reunião esteve presentes todos os 22 ministros, além de assessores. A imprensa não teve acesso. 

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG

 

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Rosinha da Adefal será secretária da Mulher de Bolsonaro
   4 de janeiro de 2019   │     0:18  │  12

Reprodução TV Gazeta

por Aprigio Vilanova*

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, concedeu entrevista à Globo News, nesta quinta (03), e, entre outros assuntos, anunciou o nome da deputada federal, Rosinha da Adefal (PTB), para a secretaria da Mulher.

Rosinha que não conseguiu a reeleição, nesta última eleição, agora terá um cargo no segundo escalão do governo Bolsonaro. Parece que o credenciamento de Rosinha para assumir o cargo de secretária da Mulher veio após a apresentação do projeto de lei intitulado “infância sem pornografia” que tem como objetivo proibir professores de abordar temas relacionados a sexualidade para jovens e adolescentes.

À época da apresentação do projeto, Rosinha explicou: “A lei não permite a professores ou agentes de saúde, ou qualquer outro servidor público, ministrar ou apresentar temas da sexualidade adulta a crianças e adolescentes – abordando conceitos impróprios ou complexos como masturbação, poligamia, sexo anal, bissexualidade, prostituição, entre outros – sem o conhecimento da família, ou até mesmo contra as orientações dos responsáveis”.

O projeto é claro retrocesso no âmbito educacional, de saúde pública e vai na contramão do que é praticado nos países desenvolvidos. A educação sexual não pode ser confundida com o ensino de sexo como se faz querer acreditar. Vai muito além, é o caminho mais eficaz para evitar as DST´s, os abusos sexuais, as gravidezes indesejadas e favorece uma política de planejamento familiar.

Os países europeus, por exemplo, passaram por debates semelhantes acerca do papel do Estado e da escola na educação sexual dos seus jovens. Não há um padrão exclusivo para a abordagem e nem acerca da idade dos alunos, mas, as temáticas, em boa parte dos países, partem de uma concepção transversal e interdisciplinar.

O cenário mais comum nas escolas europeias é a atuação de professores e profissionais da saúde trabalhando em conjunto. Este deve ser o cenário próximo do ideal para o cumprimento de uma abordagem mais ampla e partilhada entre os profissionais da saúde e os da educação. 

A questão que deveria está em discussão é sobre o modelo que a educação brasileira precisa adotar para a educação dos nossos jovens e como está a formação dos profissionais do magistério para o exercício de mais esta demanda que se coloca.

*Jornalista formado na Universidade Federal de Ouro Preto – MG   

 

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