O ministro que desafiou a ministra Cármen Lúcia, do Supremo
   7 de agosto de 2020   │     1:43  │  26

O ministro André Mendonça desobedeceu à determinação da ministra Cármen Lúcia e não enviou a lista com os nomes das trezentas pessoas, que integram o movimento anti-fascista.

Na lista constam militares, professores, gente com mandato político e, obviamente, ligada à oposição, jornalistas entre ouros, e foi elaborada pelo “serviço de inteligência” que atua no Ministério da Justiça..

A ministra foi escolhida para decidir sobre a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), movida no Supremo Tribunal Federal pelo Rede da Sustentabilidade, tendo em vista que o ministro da Justiça não apresentou a relação com os nomes dos anti-fascistas e deixou de comparecer à convocação da Câmara.

Na nota com a justificativa  pela “desobediência”, o ministro André Mendonça parece não levar a ministra Cármen Lúcia a serio. Primeiro, ele se nega a entregar a relação com os 300 nomes alegando que obedece à determinação do presidente Jair Bolsonaro, de manter o documento em caráter sigiloso e reservado.

Depois, conclui que não sabe da existência dessa lista.

Parece piada e é mesmo, só não se sabe ainda se a ministra Cármen Lúcia riu e vai deixar a chacota triunfar, ou se não gostou e se sentiu maculada na sua autoridade – ela e a lei, claro -, e decidirá por obter a lista “sob vara”.

O que, convenhamos, seria o correto, porquanto moral.

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Para onde estão levando o Brasil?
   4 de agosto de 2020   │     16:12  │  36

O presidente Jair Bolsonaro autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a tentar “passar a boiada” e aprovar a nova CPMF. Caso haja reação popular, o presidente disse que “volta com a boiada”, ou seja, retira a proposta de recriar a CPMF.

Enquanto isso, quem continua “passando com a boiada” e queimando florestas é o ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles. Ele já não se importa se “todos” estão preocupados com a pandemia causada pelo coronavírus e “passa com a boiada” pisoteando as cinzas da devastação ambiental estimulada.

Também ocorre que Guedes não tem plano algum para a economia, exceto vender o Banco do Brasil, os Correios, a BR Distribuidora e a Eletrobras. Dizem que o Bank of América, que possui pilhas de títulos de dívidas não honradas, após a crise financeira internacional em 2008, poderia comprar o Banco do Brasil pagando com esses “papéis podres”.

Para onde estão levando o Brasil?

 

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Governo vai vender 4 empresas a preço de final de feira
   1 de agosto de 2020   │     19:04  │  28

-“Vamos vender essa bosta!” -, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, referindo-se ao Banco do Brasil.

“Essa bosta”, como Guedes se referiu ao Banco do Brasil, registrou um lucro de R$ 16 bilhões e exerce o papel de “banco social”, atuando em cidades que os bancos privados rejeitam porque não são lucrativas, e financiando pequenos produtores – que os bancos privados também rejeitam devido aos riscos.

O governo indicou o novo presidente do BB. Trata-se de André Brandão. E quem é André Brandão?

André Brandão é diretor do HSBC, mas deve “morrer de amores” pelo Banco do Brasil. Será? Ou se trata de comparar com a fábula da raposa nomeada administradora do galinheiro?

Que acham?

Guedes voltou a anunciar esta semana que, dentro de 90 dias, haverá “quatro grandes privatizações”. Ele não citou quais são as quatro empresas que serão privatizadas, mas vamos identificá-las, baseados no que o ministro vem afirmando desde a sua posse e, ainda, baseado no seu comprometimento com o mercado bancário privado.

São essas as empresas que o governo Bolsonaro quer vender a preço de final de feira e em plena recessão causada pela pandemia do coronavírus: Eletrobras, BR Distribuidora, Correios e Banco do Brasil.

Agora pense alguém que possui um banco, que lhe dá lucro de R$ 16 bilhões ao ano; que exerce o papel de banco social; que tem uma história secular, vendê-lo assim a preço de final de feira?

 

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Maia volta a alertar governo de que nova CPMF não passa na Câmara
   31 de julho de 2020   │     0:09  │  8

Só está faltando agora o governo lançar concurso público para escolher um nome para a nova CPMF, que o governo não quer chamar de CPMF, por motivos óbvios.

Ocorre que a nova CPMF, que o governo não quer chamar de CPMF por motivos óbvios, é apenas mais “um chute” do ministro da Economia, Paulo Guedes, na tentativa de a sua “política econômica” dar certo.

Mas, que “política econômica”? O governo Bolsonaro não tem política econômica nenhuma e nem mesmo o Paulo Guedes sabe o que está fazendo.

Vamos recapitular:

Guedes e, obviamente, o governo, diziam que as reformas trabalhista e da previdência iriam “alavancar” a economia, ampliando a oferta de empregos e gerando rendas”. Ledo engano.

Nada disso aconteceu e, pior, os investidores retiraram 47 bilhões de dólares investidos no Brasil, desde a posse do presidente Jair Bolsonaro. Um dos motivos dessa fuga de capitais é a desconfiança internacional no governo brasileiro.

O ministro da Economia, perdido e sem saída, dá agora esse chute propondo tachar as operações financeiras, mas negando que se trata da CPMF da era Bolsonaro.

Está difícil de enganar e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, antecipou o seu voto contrário e anunciou, em tom de modéstia, que o seu “pequeno grupo” também votará contra a volta do imposto sobre transações financeiras seja elas de que tipo forem, se presencial ou on line.

O ministro da Economia, que parece sem rumo em meio a tiroteio com bala perdida, procura um motivo para deixar o governo “honrosamente”, tipo: se não aprovarem a nova CPMF eu caio fora.

Saída honrosa, mas, nem tanto, claro.

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Investidores retiram 47 bilhões de dólares do Brasil, em 12 meses
   28 de julho de 2020   │     16:42  │  15

Desconfiados da política econômica do governo Bolsonaro, os investidores estrangeiros retiraram 47 bilhões de dólares aplicados no Brasil.

Esse dinheiro estava aplicado em ações, fundos de investimentos e títulos da dívida pública, e a sua retirada num volume histórico acendeu a luz vermelha no Ministério da Economia.

Vale ressaltar que essa fuga histórica de capitais é a maior em 26 anos, desde a crise de 1994, e nada tem a ver com a pandemia causada pelo coronavírus, no que se refere à causa principal. Ainda que a pandemia contribua, há o peso fundamental da responsabilidade do governo no que se refere à confiança perdida devido aos seguidos erros cometidos – seja no trato internacional, seja pela incompetência na política internacional.

Analistas financeiros apontam como causas para essa fuga histórica de capitais a desconfiança na política econômica implementada pelo ministro Paulo Guedes, a incapacidade gerencial do presidente Jair Bolsonaro e a certeza de que o Brasil será o último país a se recuperar no pós-pandemia do coronavírus.

A notícia confirmada pelo Banco Central causou apreensão no governo. Para se ter ideia, dos 47 bilhões de dólares retirados pelos investidores, nos últimos 12 meses, 31 bilhões e 200 milhões de dólares foram retirados apenas entre janeiro e junho deste ano, ou sej, em apenas 6 meses.

Mas, não foi por falta de aviso. Todos sabiam que ao estimular que se tocasse fogo na floresta Amazônica, ao estimular a política de extermínio dos povos indígenas e ao combater a política de preservação ambiental, agredindo e se indispondo com organismo e personalidades internacionais que defendem o meio-ambiente, o governo só poeria levar o país a esse quadro preocupante.

Daí, quem sabe se prevenindo, quatro importantes economistas que assessoravam o ministro Paulo Guedes, pediram demissão. Eles preveem quadro ainda pior para 2021 e 2022.

Repito: mas, não foi por falta de aviso.

 

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