Bolsonaro sugere fazer cocô dia sim, dia não
   9 de agosto de 2019   │     23:44  │  20

Brasília – Seria cômico se não fosse trágico, porque desqualifica o chefe de uma nação.

Mas, foi exatamente esse o conselho que o presidente Jair Bolsonaro deu para preservação do meio ambiente. Ou seja: fazer cocô dia sim, dia não.

Na história da República brasileira tem-se várias figuras toscas desprezíveis até, que assumiram a chefia da nação. Pensava-se que isso fazia parte do passado.

O presidente Jânio Quadros, por exemplo, proibiu o uso do biquíni e na época sacramentou o diagnostico popular sobre a sua incapacidade mental combinada com o vício do alcoolismo.

Desta vez o presidente Bolsonaro, que a sete meses tem protagonizado espetáculos circenses, parece ter exagerado no seu destempero, haja vista a repercussão mundial que a sua sugestão alcançou.

Quando se imaginava que o brasileiro havia aprendido com os sofrimentos e a história, elege-se um presidente que tem se esforçado em parecer ridículo e incapaz de pacificar uma nação.

A semana termina com a pérola de Bolsonaro aconselhando o brasileiro a fazer cocô dia sim, dia não para preservar o meio ambiente. Mais tosco, impossível.

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Acuado por hacker, Moro nega o que disse
   8 de agosto de 2019   │     21:54  │  13

Brasília – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, ligou para o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha, e pediu para ele destruir as conversas telefônicas dele (Moro) com o procurador Deltan Dallagnol e que foram hackeadas.

Na conversa com o ministro do STJ, Moro alega que “as mensagens devem ser descartadas, para não devassar a intimidade de ninguém”.

Mas, a repercussão do pedido de Moro para o ministro Noronha foi negativa e, diante disso, Moro enviou comunicado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, negando ter feito o pedido para o ministro Noronha.

Temendo a reação de Noronha, ele então acrescentou que “houve um mal-entendido”.

Mentira. Não houve mal entendido nenhum, houve sim, a tentativa de destruir as provas de um crime. Entende-se que o criminoso queira destruir – e até destrua -, as provas do crime que comete; mas a proposta partindo de um juiz, isso é abominável.   

Há dois pontos a considerar, que são:

1)As conversas existiram, as armações existiram e as combinações de provas existiram. Negá-las é um direito, assim como o criminoso tem direito de negar o crime.

2)O hacker não aumenta, nem inventa; o hacker apenas repassou o que hackeou; ou seja; o que ele descobriu.

Portanto, não há mal-entendido nem na conversa de Moro sugerindo destruir provas de crimes cometidos no âmbito da Lava Jato; nem há mal-entendido nas conversas hackeadas.

Graças a uma ação do PDT pedindo para o STF impedir a destruição das conversas hackeadas, o submundo da Operação Lava Jato permanecerá intacto.

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Brasil: o país da piada pronta
   7 de agosto de 2019   │     22:29  │  17

Brasília – No país da piada pronta, o presidente Jair Bolsonaro se mantém há sete meses como protagonista.

Nesta quarta, 7, o presidente protagonizou mais duas pérolas:

Ele ameaçou demitir o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e nomear o filho Eduardo, que é deputado federal, caso o Senado rejeite a indicação do filho para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Bolsonaro defende a indicação do filho alegando que ele já “fritou” hambúrguer nos Estados Unidos.

Seria cômico se não fosse trágico semelhante atributo para um embaixador, considerando-se que um embaixador de verdade submete-se a um rigoroso exame no Instituto Rio Branco.

Mas, tem mais: numa indisfarçável medida de retaliação aos jornais e revistas que estão escancarando o submundo do governo, o presidente proibiu as estatais de publicarem os balancetes anuais, sob a alegação – pasmem! – de que essa é uma decisão em defesa da Amazônia, para combater o desmatamento, uma vez que o papel vem da celulose.

É ou não é o país da piada pronta?

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O governo que ainda não conseguiu governar
   5 de agosto de 2019   │     21:57  │  26

Brasília – Há sete meses no governo, o presidente Jair Bolsonaro só criou problemas para ele e despesas para o erário.

Os gastos com o cartão corporativo somam 6 milhões e 100 mil reais, e o governo proibiu que se identificasse as despesas, dando margem a ilações diversas.

Sem ter ainda conseguido governar, Bolsonaro amplia o leque de dificuldades segregando o Nordeste, especialmente a Paraíba e o Maranhão, que ele diz serem governados por comunistas.

O reflexo dos erros cometidos está na avaliação negativa do governo, cujo o termômetro mais contundente foram as vaias que Bolsonaro recebeu quando se expôs ao público num estádio de futebol.

Nenhum presidente foi vaiado, até hoje, em tão pouco tempo de mandato. O pior é que Bolsonaro não aprendeu com a dura lição.

Ao segregar o Nordeste, o presidente cria dificuldades para uma população carente e cria dificuldades para um governo que ainda não conseguiu governar.

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Um réu vai comandar a Comissão da Verdade
   1 de agosto de 2019   │     22:35  │  25

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro nomeou o réu por crime de corrupção em Santa Catarina, Marcos Vinícius Pereira de Carvalho, para o lugar da procuradora Eugênia Gonzaga no comando da Comissão da Verdade.

A Comissão da Verdade apura os crimes cometidos pelo Estado durante a Ditadura Militar.

A procuradora se solidarizou com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santos Cruz, atacado por Bolsonaro, e o presidente exonerou-a.

A ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, que indicou Marcos Vinicius, seu assessor, para o conselho, negou que a substituição tenha sido retaliação a procuradora Eugênia Gonzaga.

Mas, a indicação de um réu para substituí-la teve repercussão negativa. Marcos Vinicius é réu em dois processos por corrupção em Santa Catarina. Ele é filiado ao PSL, do presidente Bolsonaro, e já figurou como suplente de senador na chapa do partido.

 

 

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