Supremo deu um show e o ministro Barroso marcou dois golaços
   8 de abril de 2021   │     21:29  │  14

Seria uma imoralidade se a proposta para abertura de igrejas tivesse sido aprovada, primeiro porque não se deve permitir aglomerações; segundo porque o desespero de alguns religiosos clamando pela abertura, só encontra amparo na possibilidade de certas igrejas servirem para lavar dinheiro do crime.

Se as doações podem ser realizadas por transferência bancária, e já são feitas há tempo, só há o meio de entender esse desespero pela abertura de igrejas, que é pelo mecanismo da contravenção. Ou seja, o serviço à lavagem de dinheiro.

Não estou afirmando que é isso, mas as ilações são pertinentes diante da falta de justificativa plausível. A ciência recomenda evitar aglomerações e se prevenir com o uso de máscara e álcool para lavar as mãos, e o que se vê nas igrejas são aglomerações e focos de transmissão do vírus.

E entre a ciência e a religião deve-se ficar com a ciência – que explica e cura, enquanto a religião apenas ilude – e, claro, também serve para confortar os mais crentes.

Parabéns para os ministros Luiz Robero Barroso, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowiski ,Cármen Lúcia, Marco Aurélio Melo, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luiz Fux, pela esperança renovada sobre que este país ainda tem chance, ainda tem jeito.

Aliás, o ministro Barroso marcou dois golaços, o primeiro votando favorável à vida e à ciência; o segundo autorizando a instalação da CPI da Pandemia, que parecia estar sendo boicotada no Senado.

Tudo isso acontecendo num momento crucial para o Brasil, que tem a pior reputação externa da história pós-golpe de 1964. Esta semana, o influente jornal britânico The Guardian publicou editorial colocando o governo brasileiro como genocida, devido a política negacionista do presidente Jair Bolsonaro.

Na semana passada, o infectologista mais famoso dos Estados Unidos, Anthony Fauci, que o presidente Joe Biden nomeou para chefiar o programa de combate à pandemia causada pelo coronavírus, se disse preocupado com o que está acontecendo no Brasil, citando a postura negacionista do presidente Bolsonaro.

Isso quer dizer que, enquanto o governo brasileiro segue na contra-mão mundial, o resto do mundo está preocupado porque o Brasil desenvolveu dois outros vírus desconhecidos. Há o temor de que o país contamine toda a América, como observou o médico norte-americano.

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Diretor do Butantan prevê 5 mil mortes por dia no Brasil, este mês
   7 de abril de 2021   │     17:00  │  12

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, prevê mais de 5 mil mortes por dia no Brasil, causadas pelo Covid -19, neste mês de abril, com o pique da pandemia estimulada pela política negacionista do governo Bolsonaro.

Enquanto isso, assustado com as duas variantes brasileiras do vírus, que é desconhecida no mundo, o influente jornal britânico The Guardian publicou editorial alertando que a política negacionista adotada pelo governo brasileiro deixou de ser ameaça para o Brasil e ameaça agora o mundo.

O jornal alerta às autoridades inglesas sobre a necessidade de conter a política negacionista e genocida do governo brasileiro, antes que seja tarde demais.

Está aí o resultado da tragédia anunciada; o presidente Jair Bolsonaro desdenhou e fez chacotas da pandemia, estimulou aglomerações e, obviamente, também a contaminação, e atrasou a compra de vacinas fazendo expandir a contaminação e mortes. Até a metade do ano a expectativa é de que vão morrer 500 mil brasileiros.

Mas, como diz o presidente, e daí? Todo mundo morre um dia, acrescentou Bolsonaro.

O Brasil luta desesperadamente para vencer o vírus e, também, como sobrecarga inaceitável, vencer a política negacionista do governo, que só tem dado maus exemplos ao país e ao mundo. Preparem-se, então, para enterrar mais 5 mil brasileiros por dia, o equivalente a 15 aviões Boeings lotados caindo diariamente, sem sobreviventes.

E haja coveiro e covas.

 

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Número de pobres triplica no Brasil e atinge 27 milhões de brasieiros
   5 de abril de 2021   │     22:56  │  42

Estudos apresentados pela insuspeita Fundação Getúlio Vargas, e divulgado esta semana, mostram que o número de pobres no Brasil triplicou em apenas seis meses, de julho do ano passado a fevereiro deste ano.

Em julho de 2020, o mesmo instituto contou 9 milhões e 100 mil brasileiros vivendo na pobreza extrema e, agora, saltou para 27 milhões, ou seja, triplicou em apenas seis meses.

Os dados da FGV mostram que o tal “crescimento em vê”, alardeado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não aconteceu e os números apresentados até agora pelo governo escondem a realidade cruel do desemprego, que atinge perto de 15 milhões de brasileiros, agravando o quadro de miséria no país.

Esse é o retrato dessa realidade cruel, que tende a se agravar, exigindo do governo ações rápidas para conter essa verdadeira procissão dos miseráveis, uns a cata de alimentos, outros a procura de emprego. Nesse quadro, depois da pandemia, virá a crise social para qual o presidente Jair Bolsonaro não parece preparado para enfrentar.

Aliás, o próprio presidente já admitiu que “o país está quebrado”, só não explicou que o governo é o único culpado, seja pela inércia e incompetência gerencial, com Bolsonaro isolado do mundo; seja pela prática de uma política econômica de terra arrasada, com o governo querendo vender os bens públicos e desnacionalizar a economia.

Dias ruins virão, se o governo não mudar o rumo dessa nau sem comando.

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Temendo repercussão, Bolsonaro adia decisão sobre se vacinar
   2 de abril de 2021   │     20:44  │  35

O presidente Jair Bolsonaro hesita em se vacinar contra o Covid -19, por temer se desmoralizar, e adiou para este sábado a decisão de se vacinar ou não.

Negacionista e estimulador dos contatos que a ciência condena, por disseminarem a pandemia, o presidente chamou de maricas os que seguem a orientação para isolamento; desdenhou das mortes; atrasou e complicou deliberadamente a compra de vacinas, enfim, Bolsonaro fez o papel de agente disseminador.

E agora vive o dilema: vacinar-se ou isolar-se mundialmente. O presidente brasileiro é motivo de chacotas internacionais.

Mas, e aí Bolsonaro deve se vacinar? Se ele se vacinar, com que cara ele vai olhar seus seguidores? Há quem garanta que o presidente não tem seguidores, mas rebanho, e isso não conta à sociedade sã; o problema é com que cara o presidente vai se vacinar, se com a cara da ciência ou a cara do negacionista estimulador de aglomerações?

 

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De crise em crise, segue o governo Bolsonaro perdido e sem rumo
   1 de abril de 2021   │     20:20  │  6

Os números não mentem, mas quem o manipula pode ser mentiroso. Não sei se é esse o caso do Brasil atual, mas há muita semelhança entre os números que o governo apresenta e os números da realidade das ruas – que não batem de jeito nenhum.

Alguém está mentindo e, se não é a realidade das ruas, então é o governo que mente, na tentativa de esconder a realidade, por creditar que poderá escondê-la indefinidamente.

E assim, de crise em crise, segue o governo Bolsonaro perdido e sem rumo. O que virá a seguir? Há crise política e a crise militar provocada pelo presidente, que também não queria nomear o general que ele teve de nomear, para comandar o exército; só nomeou porque foi aconselhado a cumprir com a hierarquia militar e nomear o general mais antigo.

Bolsonaro não aprende e já andou dizendo que pode mudar o comandante do exército a qualquer momento. Basta, claro, que ele recuse cumprir uma ordem absurda.

Enquanto o presidente brinca, segue o Brasil sem rumo contando seus mortos.

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